Entrevista com Lutier

Entrevista com lutier

REP: Realengo em pauta descobriu que em Realengo tem um lutier, e eu queria que você primeiro explicasse para as pessoas qual o seu trabalho como lutier?

LUTIER: Existem vários tipos de lutier, existe o lutier que trabalha com instrumento de madeira e existe o lutier que trabalha com instrumento de metal, e existe aquele que trabalha com madeira mas não faz cavaco nem violão só faz contrabaixo, guitarra que é um instrumento um pouco mais diferenciado na maneira de se construir. Eu trabalho só fazendo cavaquinho, violão e banjo, também sei fazer os outros instrumentos, mas não é legal. A forma que eu trabalho na luteria é só com instrumentos de madeira em construção, a forma que eu trabalho é todo artesanal, eu uso muito pouca maquinário, apesar de eu ter hoje em dia, mas uso muito pouco, as vezes  até a lixadeira ,quando eu me pego eu estou lixando na mão porque  quem me ensinou me ensinou tudo na mão, agente costumava dizer que ele fazia instrumento no dente. Quando eu comecei a conhecer realmente como é que se constrói um cavaco com agilidade eu fiquei até perdido, porque eu conheci uns lutieres que são mega profissionais  os caras são de excelência e vi que a forma que eles construíam e montavam o cavaquinho era totalmente diferente ai eu pensei assim: realmente eu estou  precisando me aperfeiçoar mais. Foi isso até que me qualificou um pouco a mais de que algum, não estou dizendo melhor, me qualificou só um pouco a mais porque eu consigo trabalhar dês da forma antiga, alguns falam dessa forma pré-históricos, como da forma mais moderna. Existem duas formas de construir um cavaquinho, o método contemporâneo e o método espanhol, eu sei fabricar das duas formas. Eu conheço lutieres que tem vinte, vinte cinco anos que não sabem fabricar da forma que eu fabrico.

REP: Além de fazer a construção do instrumento o lutier também faz concertos, aprimoramentos em algum instrumento ou só mesmo a construção e a finalização do instrumento?

LUTIER: Não. Existe o lutier que trabalha só com a fabricação, não gosta de pegar concerto por que realmente você trabalhar com a fabricação e com o concerto da uma dor de cabeça tremenda, porque o tempo que você pode proporcionar para fazer um cavaquinho você não vai ter o tempo necessário porque você tem  que se dedicar aos concertos ,então acaba atrasando  as fabricações ou atrasando os concertos mas o lutier sim ele sabe concertar, nó entendemos a mecânica como é que se constrói então quando da algum defeito no instrumento agente sabe o que tem de fazer ,então agente também trabalha, no meu caso com reforma e construção; porém existe um rapaz que se chama Gerson que trabalha comigo aqui realizando só os concertos.

REP: A sua demanda principal vem da onde? Vem de músicos da região, vem de músicos de outros lugares, é mais focado no violão, cavaquinho ou no banjo?

LUTIER: quando eu falo que tenho só um ano e dois meses de profissão as pessoas não acreditam; mas quando eu comecei há um ano atrás eu só fazia concerto, porque eu trabalhei com Valtão que foi meu mentor, foi um excelente  professor ,infelizmente já faleceu ,mas quando eu trabalhei com Valter eu fazia muito concerto , então o pessoal que me procurava era o pessoal aqui da região, quando comecei a divulgar no faca book na internet o pessoas de outras cidades começaram a me procurar, então exigiu um aprimoramento maior meu, quando eu fui ver eu já estava fazendo concerto e fabricando.

REP: E hoje em dia, você fabrica mais ou concerta mais?

LUTIER: Hoje em dia eu Luiz Carlos só fabrico mas tem o rapaz que concerta, o cliente que quiser vir pra reparar agente vai fazer, mas vai ser outro lutier que vai fazer ,que também é um excelente lutier .

REP: Você falo que esta desenvolvendo essa habilidade há um ano e pouco, você tem outra história. Da onde vem essa outra história do Luiz Carlos?

LUTIER: E porque eu era lutador de MMA profissional aproximadamente por dez anos, viajava, eu não trabalhava eu só lutava vivia realmente da luta, só que há dez anos era realmente muito difícil a vida de lutador de MMA, então eu consegui comprar uma moto de um amigo meu e comecei a trabalhar de moto taxi, então eu conciliava o moto taxi com o MMA, na minha ultima luta eu quebrei a mão e passei uma grande dificuldade fiquei três meses passando fome com duas crianças, graças a DEUS pros meus filhos não faltou nada mas o noite agente queria comer algo eu e a minha esposa  agente não tinha; é a quem eu devo muita coisa a minha esposa , sem ela eu acho que  hoje não estaria onde estou, abaixo de DEUS, lógico, então eu trabalhando no moto-táxi e do nada dentro da igreja, saída igreja e falei: vou vender a moto, vou vender batata. Vendi a moto e comecei a vender batata no meu portão, também não deu muito certo, nem pelo movimento, eu necessitava de comprar batata no Ceasa e não tinha carro, ai eu desisti da batata e comecei a procurar emprego novamente e estava afastado da luta por que tinha a lesão na mão, ai eu me lembrei do Valtão, comecei a ir na casa do Valtão, eu tinha deixado um cavaquinho meu lá com ele, pra ver quanto é que ele me cobrava  pra concertar e saber se o cavaquinho ainda existia lá, graças a DEUS ainda existia, ai eu comecei indo La já existia outro lutier com ele  Antônio que é um bom lutier perguntou pra mim se eu queria trabalhar com ele me ofereceu um salário, poxa!! Muito bom. Eu, desempregado, passando uma grande dificuldade, escutei um bom salário, fui; mas foi só ilusão, acabou que ele não teve condições eu nem cheguei a trabalhar com ele; seu Valter viu que eu era um cara dedicado, empenhado e me chama pra trabalhar, foi aonde as coisas começaram a caminhar para o mundo da luteria e onde as coisas começaram aclare ar pra mim graças a DEUS, ai eu fiquei trabalhando com seu Valter aprendendo por uns três, quatro meses, na época seu Valter  estava com uma cirurgia, se internou durante um mês e meio , voltei a passar um pouco de dificuldades porque eu trabalhava na oficina dele ,eu não tinha nada. Conheci outro rapaz que queria abrir uma luteria e “fechei” com ele essa luteria, só que ele não vinha trabalhar, só eu que trabalhava ai eu fiquei muito chateado, e falei que não quero mais nada, quero desfazer tudo, ai ele falou: você me compra isso ai. Comprei com todo maquinário, tudo com dinheiro da lutieria. O que eu quero explicar é o seguinte: Eu era lutador, de lutador fui pra moto taxista, de moto taxista, vendi bata, depois eu fui pra lutieria, a lutieria também deu uma queda, e com o dinheiro da lutieria hoje eu consegui pagar meus maquinários todos, comprei mais maquinário, tenho a minha loja, depois que sai do Valter comecei a trabalhar na garagem de minha sogra, o chão era todo de barro  vazava água por baixo –só JESUS na causa- Sai de La e consegui alugar aqui onde estou, e estou ai até hoje graças a DEUS. Tudo que eu tenho hoje em dia eu agradeço a DEUS e a, tudo, tudo que eu tenho, e se DEUS quiser ainda hão de vir mais coisas. E hoje em dia eu mando cavaquinho pra Rio Grande do Sul, São Paulo. Estou mandando um  agora pra Bahia, tem um rapaz que viaja pra Santa Catarina que é meu cliente também, graça a DEUS, tem até um musico famoso gospel  Juninho do Banjo eu estou fazendo um instrumento pra ele. Hoje em dia eu não tenho que reclamar mais, só trabalhar bastante.

 

Moradora Elogia a Comlurb.

megafone1

Megafone : simbolo do Fala Realenguense

Hoje o Fala Realenguense recebe elogios para o serviço da Comlurb.

Em especial aos garis que trabalham na Rua General Azeredo. Segue o elogio de Roseane de Souza.

Mensagem recebida:

Sou moradora de Realengo, rua Gen. Azeredo, próximo à Comunidade Ideal . Quero deixar registrada a minha satisfação e gratidão à Equipe de garis que faz a coleta de lixo em minha rua, às terças-feiras, quintas-feiras e sábados. Todos sempre solícitos, mesmo quando  chego “atrasada”, com meu lixo. Fica aqui o meu agradecimento a esses “amigos”.

Abraço fraterno a todos.

Rosane de Souza.

Nota do RP: Legal isso, pois não só tacamos pedra no serviço publico,  mas também flores…quando merecem é claro!

Assista ao trailer do documentário “Comlurb 40 anos”

Homenagem ao Dia do Gari (16 de maio)

Homenagem ao Dia do Gari (16 de maio)

Para ver o documentário completo e baixar o livro visite o site da empresa.

http://www.rio.rj.gov.br/web/comlurb

Moradores cansados do descaso das autoridades.

FALA REALENGUENSE

Lmegafone1eitora entra em contato botando a boca no trombone:

Bom dia meu nome é Laura de Almeida moro na Rua Pedro Gomes em Realengo.

Nossa rua está totalmente abandonada com um vazamento de água a mais de 3 meses já fizemos diversas reclamações na Cedae e   pedro Gomes3
ninguém verifica a água não é de esgoto

O buraco fica em frente ao número 21 da rua Pedropedro Gomes5 pedro Gomes 1Gomes e diversos carros já quebraram é a cada dia que passa o buraco
aumenta

Pedimos ajuda já que infelizmente o governo e a Cedae abandona o povo

 

Comissão de Empresários foi ao comando do 14º BPM, solicitar mais policiamento.

 O Blog Pró-Realengo atendendo ao convite da ACIRA (Associação Comercial de Realengo e Adjacencias),  esteve presente ao gabinete do comandante do 14º BPM de Bangu, onde uma comissão formada por Dr. Sidnei Barros (Acira) Vereador Marcelino D’Almeida e Wagner Ferreira (ACERB) Jorge Eduardo e Sales Moreno do CCS (Conselho Comunitário de Segurança) entre outros,

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 foram  solicitar ao Coronel Friederik Bassani, que fosse reforçado o policiamento da região onde a população está reclamando de aumento da violência. Mas isso foi retrucado por números apresentados pelos subordinados do comandante, através de gráficos com dados estatísticos, mostrando que a violência esta em queda de uma forma geral neste primeiro semestre, isso baseado na mancha criminal que é montada a partir dos registros de ocorrências.

 Entendemos então que o tiro pode estar comendo solto, mas se o cidadão não registrar em uma delegacia policial, não é real para a segurança publica. (Pró Realengo)

Tendo em vista que o 14º Batalhão/Bangu,  que cobre uma das maiores áreas do Rio de janeiro que em sua inauguração tinha um efetivo de mais de 1.000 policiais, agora conta com algo em torno de menos de 500, isso contando com os afastados por diversos motivos, doença, má-conduta, problemas psicológicos, férias, licenças diversas, o que trás os números para um patamar em torno de 300 homens, que são ainda divididos em escalas e folgas, ficando um numero bem menor nas ruas.

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Esta comissão também tocou no assunto da ocupação da antiga 33ª Delegacia policial que foi solicitada em projeto conjunto com as associações comerciais de Realengo e Bangu para que fosse transformada num posto avançado do 14ºBPM, e oficialmente até a presente data não foi totalmente utilizado conforme o desejo de ambas as entidades.

Coronel Friederick

Coronel Friederick

O Comandante Friederik Bassani disse que este projeto não nasceu na administração dele, mas já tomou conhecimento e que os papeis estão correndo para que a utilização seja do agrado de todos, mas lembrou que uma nova politica está sendo testada nos Batalhões e que antigos projetos como as UPPs, que não apresentaram os resultados desejados, estão sendo substituídos pelos Batalhões de Proximidade, o qual irei me empenhar para que seja dado a este local o destino de um destes programas que tem sido testado e vem mostrando resultados positivos nas áreas em que já está implantado como por exemplo a grande Tijuca.

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Aqui mostramos os dados do 1º Semestre, e voltamos a fazer um apelo a população: Façam as ocorrências de quaisquer evento pois somente com isso obteremos mais efetivo para nossa região.VISITA 14 BPM 072015 D

E as autoridades pedimos que agilizem o registro, pois a grande reclamação da população é a demora para tal, e mais ainda, que os registros virtuais (no site) fossem considerados para a tal mancha, pois certamente teriam dados mais atualizados do que ocorre nas ruas.

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Convite para a reunião do Conselho Comunitário de Segurança de agosto 2015.

Obs: Recomendamos também a leitura deste artigo, onde num debate na UCB, foi falado sobre esta nova politica de Segurança publica.

http://pro-realengo.com.br/debate-sobre-seguranca-publica-e-reducao-da-maioridade-penal/

Por Luiz Fortes (criador e administrador do pro-Realengo)

Escritora do Jardim Novo, lança livro na 17ª Bienal.

Carminha Morais, nossa escritora do jardim Novo estará participando da 17ª Bienal do Livro onde na ocasião estará lançando o seu novo livro. bienal carminha 2bienal carminha 4

 

 

 

 

Será no dia 7 de setembro, e temos o orgulho de convidar a todos para prestigiar nossa amiga que tanto tem dado orgulho ao nosso bairro.

Lá ela estará de olho em você!bienal carminha 1bienal carminha 3

A banalização da violência

A banalização da violência

(a visão de um jovem diante da violência urbana)

Pedro Fortes 29 de abril · Editado ·

Essa foto foi tirada na manhã de hoje. Apesar da qualidade contestável, ela mostra um Policial Militar caminhando tranquilamente por uma das entradas da

Imagem de Pedro Laport tirada do onibus.

Imagem de Pedro Laport tirada do onibus.

Rocinha. Nesse momento chegavam um grupo de policiais militares numa provável troca de turno, todos aparentemente tranquilos e relaxados. O policial, passava pelos moradores sem ser perturbado e nada parecia chamar sua atenção, em uma cena cotidiana em um início de manhã de uma quarta feira chuvosa. Ele provavelmente estava com a cabeça no feriadão, pensando pra onde iria viajar, pra que praia iria com a sua família… preocupações que provavelmente eram as mesmas do vendedor da padaria que está atrás dele, ou do moto taxista que conversa tranquilamente com seu companheiro de profissão.

Essa cena é tão habitual que não se percebe de primeira o tamanho da arma que ele carrega em suas mãos, e se olharmos nos rostos das pessoas em volta, nenhuma tem o mínimo de indício de temor ou apreensão. Todos estão ‘seguros’.

Acho que poucas vezes uma imagem me causou tanta intriga. Não consigo entender o que há de natural nesse fato, não entra na minha cabeça a tranquilidade refletida nos olhos dos moradores. Me pergunto o que esse Policial estava fazendo com uma arma tão letal, passeando tranquilamente entre trabalhadores, crianças, idosos, donas de casa e diversos outros transeuntes. Será que há um caso de tamanha periculosidade que justifique o uso de tal armamento? E se houver um caso, qual a serventia de uma arma tão desproporcional senão tirar vidas à esmo?

Refleti por toda a manhã: ‘será que a gente aceitaria que um policial militar esteja fortemente armado na porta de nossas casas?’ Será que é essa a pacificação de nossas favelas? Onde se substitui a icônica figura de um traficante com um fuzil nas mãos para darmos o controle à uma icônica figura fardada com fuzil nas mãos? Não precisamos substituir a figura, precisamos substituir nosso entendimento, nossa concepção e contestar nossos valores de segurança, não podemos naturalizar que lá há tiroteio e mortes a cada noite, e nem negar os direitos de quem lá mora porque não nos identificamos com eles.

O Rio de Janeiro não irá parar no dia que a ‘favela descer’, o Rio de Janeiro irá parar no dia que a favela não descer.

Em tempos de humanidade tão desumanizada, nada deve parecer natural.

Pedro Laport Fortes – Jovem Realenguense estudante de Publicidade e Marketing mostrando sua veia jornalística.

Pedro Laport Fortes – Jovem Realenguense  mostrando sua veia jornalística.

Pedro Laport Fortes – Jovem Realenguense estudante de Publicidade e Marketing mostrando sua veia jornalística.

 Nota do blog:

1) Ótima observação dos detalhes, e mais ainda, na concepção do texto que exprime muitas de nossas duvidas. Onde vamos parar??? (parabéns garoto)

2)Recomendamos a leitura das declarações do Coronel Íbis Pereira no site pr=o-Realengo, a qual tem grande relação com este texto. http://pro-realengo.com.br/debate-sobre-seguranca-publica-e-reducao-da-maioridade-penal/

ENCHENTE NA RUA GENERAL RAPOSO

gen raposo 3 29032015gen raposo 4 22032015As eleições se passaram. Os candidatos eleitos são os mesmos e nossos problemas também. Quando chove nossas ruas enchem. Chuvas rápidas e não temporais. Parece matéria repetida mas não é já retratamos aqui fotos da Pedro Gomes tiradas pela moradora Sonia Regina e agora nosso fotógrafo é o Thiago Machado da rua General Raposo. As obras prometidas não são feitas.

gen raposo 1  29032015gen raposo 1 22032015

Seminário da Casa Fluminense

4º Fórum Rio por Vitor MihessenVitor TV Brasil 1.1

Sou Vitor Mihessen, sou de Realengo, sou formado em Economia pela UFRJ e mestre pela UFF. Minha linha de pesquisa na academia trata de problemas que eu vivi desde os tempos de escola e que, apesar de descobrir bem depois, fazem parte de uma problemática muito famosa atualmente, chamada Mobilidade Urbana.

Eu e muitos do conjunto dos territórios que compõem a metrópole do Rio de Janeiro, precisamos nos deslocar por muitas horas para estudar/trabalhar, em uma batalha diária.

IMG_9276IMG_9261Foram três seminários de desenvolvimento local que abordaram: I)Panorama dos indicadores socioeconômicos oficiais sobre o território da AP5, apresentados por mim mesmo; II) boas práticas no campo da segurança pública em favelas apresentadas pela Eliana Sousa, do Redes da Maré e, por fim,III) exemplos de campanhas de mobilização social através da internet, com Guilherme Pimentel, da ONG Meu Rio.IMG_9280

E as salas do colégio Stuart Angel deram início às discussões, que versaram sobre os temas: Segurança Pública, Mobilidade Urbana, Cultura, Juventude e Crise Hídrica.

Fui mediador e palestrante do tema Mobilidade Urbana. Nossas parceiras convidadas foram a Clarisse Linke do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento, ITDP-Brasil, e a Ana Gabriela Ribeiro, do Coletivo Campo Grande, com a campanha #onibusmepega, que provoca as autoridades públicas a fiscalizarem a atuação das empresas de ônibus do município, sobretudo quanto à oferta e a qualidade das linhas que atendem (ou deveriam atender) a região.

Dei início com alguns pontos da minha pesquisa. De como a mobilidade urbana atinge a todos diariamente, já que os serviços de transporte são vitais para que outras atividades se desenvolvam, seja trabalho, estudo ou lazer. Para quem demora uma hora e meia se deslocando por dia, ao fim do ano passou um mês inteiro em trânsito. A depender do modal e do horário utilizados, são, de fato, tempos perdidos.IMG_9350 IMG_9344

Só na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ), um milhão de pessoas são atingidas todo ano. Outro dado alarmante é que aproximadamente dois milhões de pessoas de todas as partes se dirigem ao Centro da cidade do Rio todos os dias, o que comprova que há concentração do emprego, das oportunidades de estudo e também lazer.

Outra questão, levantada pela Clarisse, são os baixos investimentos em transporte público, em contrapartida com os diversos incentivos dados para o uso de automóveis, tema abordado na Lei Nacional de Mobilidade Urbana. A diretora do ITDP-Brasil defende ainda, que seja posta em prática a cultura do uso misto dos territórios, planejando a cidade para que os bairros e as vizinhanças sejam lugares que, desenvolvidos a partir da estrutura viária já existente, ofereçam oportunidades de trabalho, estudo e arte para seus moradores. Este modelo permitiria que modos de deslocamento saudáveis e menos poluentes fossem utilizados prioritariamente.IMG_9317

A estudante Ana Gabriela Ribeiro, falou como moradora e como ativista do coletivo que expõe a indignação com o sistema de transportes da Zona Oeste, ou melhor, com a ausência de um sistema, propriamente dito, integrado e sem falhas na operação. Argumentou que as pessoas que têm direito à gratuidade na tarifa são preteridas pelos condutores e deixadas nos pontos para longas esperas, o que representa um desgaste a mais para estes usuários. Sem contar que algumas linhas possuem horário reduzido de operação, o que impede que as pessoas cheguem em casa depois de determinada hora, às vezes optando pela informalidade, seja no transporte alternativo, seja no mercado de trabalho ou até mesmo no desestímulo à procura de boas oportunidades.

A esperança da Casa Fluminense e de todos nós, moradores de uma das metrópoles mais desiguais do mundo, é de que as mobilizações se multipliquem, de variadas formas, para que possamos cada vez mais ver garantido um direito fundamental para a democracia, que é o de participar das decisões feitas nos territórios e definir suas agendas prioritárias.Acredito que esta metodologia serve para dizer que quem tem de dizer o que é melhor para seus bairros, e cidades e regiões metropolitanas são os próprios moradores, ninguém mais.

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A CULPA É DA DILMA! A CULPA É DA DILMA!

A CULPA É DA DILMA! A CULPA É DA DILMA!

Nossa Zona Oeste não é vista pelos governantes. Curral eleitoral de um grupo, os suburbanos são bem lembrados na época da eleição e até exaltados, depois esquecidos e até mal tratados. Mas a culpa é da Dilma! Nosso Jornal tem feito cobertura das “visitas” de nosso alcaide Eduardo. Elas são mais contumazes no período que antecede as eleições e sempre inaugurando algo que ainda não está totalmente pronto. Mas a culpa é da Dilma! Nosso transporte está caótico e muitas linhas sumiram. 739. 869, 370, 894, 742. 921 e 923 entre outras. Mas o prefeito fala que o BRT vai melhorar tudo. Mas a culpa é da Dilma. Nossos vereadores que deveriam fiscalizar os contratos como o do consorcio Santa Cruz nada fazem ou fazem teatro. Mas a culpa é da Dilma! Aqui na Zona Oeste os ônibus são carroças diferentes dos que atendem a Zona Sul da cidade. É a cidade partida como dizia Zenir Ventura. O preço é o mesmo cobrado, mas nosso povo é tratado como gado. Também os vereadores não usam transportes públicos. Mas a culpa é da Dilma! Estamos em tempo de operação lava-jato e sabemos que essa inércia do poder público em relação a transportes está diretamente ligada ao lobby que as empresas exercem sobre os mandatos dos parlamentares. Mas a culpa da Dilma! Numa recente avaliação foi constatado que os ônibus da Zona Oeste são os piores da cidade. Nenhuma novidade para nós que aqui moramos e dependemos dos coletivos que carregam o povo do subúrbio. Mas a culpa é da Dilma! Neste mês de Abril não poderíamos deixar de falar na tragédia dos 12 anjos de Realengo. Falando em Cidadania e falando em direitos quais as providências tomadas pelo prefeito para minimizar a possibilidade de uma tragédia dessas voltar a acontecer. Preocupa-nos quando vemos que milhares de porteiros foram

Marcelo Queiroz - Morador do Parque Real - lado sul

Marcelo Queiroz – Morador do Parque Real – lado sul

dispensados. Ora, eles foram contratados em resposta ao massacre da Escola Tasso da Silveira e se foram dispensados é por causa de quê? Desnecessário? Ou descaso depois de passados 4 anos do ocorrido. Outro ponto nos chama atenção: o prefeito tão obreiro como este nega uma melhoria na Praça Piraquara para que lá seja colocada uma homenagem aos nossos anjos. Mas a culpa é da Dilma! Não custa lembrar as próximas são para prefeito e vereadores. Temos que estar atentos para escolher de fato uma mudança para melhor.

 

 

4 anos de saudades

Adriana Silveira, presidente da Associação dos Anjos de Realengo e mãe de Luiza Paula,
nos faz um relato destes quatro anos de saudade e da luta das mães dos Anjos de Realengo.

É uma luta desigual, mas a luta continua e contamos com o apoio da população que

sempre esteve ao nosso lado, e continua mandando uma palavra de conforto uma palavra
de carinho e isso tudo nos ajuda a se manter de pé, pois vivemos de altos e baixos e IMG_20150305_110422279_HDR IMG_20150305_110230760_HDRquando uma mãe está mais fraquinha vem outra e ajuda e vice e versa.

Hoje lutamos não mais pelos nossos filhos, mas pelos filhos
de nossos amigos e vizinhos por todas as crianças de nosso
país. Queremos o direito de botar nossos filhos dentro da
escola e ter a certeza de que vamos voltar e pegá-los com
vida, pois a situação da segurança das escolas está precária, os vigias e porteiros já foram
retirados, ficaram  durante três anos e agora todo já foram mandados embora,uma solução IMG_20150305_092851057_HDR IMG_20150305_092847251_HDR (1) IMG_9816temporária.

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 Homenagem aos Anjos.

E nós estamos pra receber uma homenagem em forma de estátua em tamanho real aqui em Realengo, e já que Realengo está pra fazer 200 anos, que possamos receber
este presente, em uma praça digna, uma praça legal, onde nossas crianças possam ir, brincar com segurança. Mas estamos sem local definido, optamos pela praça
Piraquara que é uma praça de fácil acesso a tudo, é bem visível enfim, mas estamos enfrentando o dilema que a nossa prefeitura se recusa a cobrir parte do Rio
Piraquara (atualmente o rio a divide). Assim ficaria uma praça única e mais segura, como já foi feito em outro rio no mesmo bairro, portanto é viável; juntamente com uma reforma, pois como hoje está nem podemos chamar de praça e sim logradouro público, tanto as
crianças quanto os 200 anos do bairro merecem uma nova praça.

PORTEIRAS DEMITIDAS PARTICIPAM DE MISSA DOS ANJOS

Conversamos com as porteiras Fátima Trota, Rosângela e Vilma Virgílio, que trabalharam na rede municipal de ensin, e que participaram da missa em memória dos anjos. Elas nos contaram que foram contratadas para trabalhar nas portarias logo após a tragédia da Escola Municipal Tasso de Oliveira. Passaram por um curso realizado na Guarda Municipal, que tinha cerca de 3 mil porteiros, e que passados 3 anos foram todos esses demitidos, ficando as portarias desguarnecidas e entregue a pessoas com desvio de função. Perguntam as porteiras como fica a segurança das escolas já que elas eram responsáveis pela entrada e saída, atendimento a estranhos, mantendo sempre os portões da escola trancados.

“Assim, as nossas crianças iam estudando com tranquilidade, os nossos diretores podiam trabalhar com tranquilidade. Os agentes educadores podiam ir para o serviço deles, que é circular pelas escolas e auxiliar os professores nos corredores. O secretário escolar podia ajudar o diretor na área administrativa, e a gente fica ali naquela parte.” – disse Vilma Virgílio, que trabalhou na Escola Municipal Ema Negrão de Lima, e indagou à secretária Helena Bomeny o porquê das porteiras não serem consideradas qualificadas, como teria afirmado a secretária, uma vez que passaram por curso realizado pela própria prefeitura. “O que será preciso acontecer? Uma nova tragédia?”