Realengo 200 anos: MOBILIDADE ZERO

MOBILIDADE ZERO

689 cascadura

739 na estrada da cancela 923 ok

Desde de março os moradores da Zona Oeste ficam literalmente a pé. Com o fim das atividades de duas empresas do Consórcio Santa Cruz, 38 linhas pararam a circular. O consórcio providenciou o retorno das linhas após muita reclamação dos usuários, mas o lado mais prejudicado ficou sem suas linhas principais. Enviamos correspondência à SMTR pedindo o retorno de linhas como a 689, 926, 737, 784, 684, 923 e 370. Somente na segunda quinzena o 689 retornou, mas para nossa surpresa o trajeto foi encurtado até somente Cascadura, enquanto o preço continua o mesmo. No fim de maio retornou a linha 926. Mas muito falta além de linhas que não retornaram, como uma melhora das linhas existentes, pois o espaço entre carros é demorado.

 

Integração Zero: Cadê o 739?

 

739 no coletivo micro onibus

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739 micro onibus

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A linha 739 faria a verdadeira integração do bairro de Realengo. Infelizmente isso não ocorre por descaso da AUTO VIAÇÃO BANGU e por falta de fiscalização da SMTR.

Para solucionar este problema basta atender aos pedidos dos usuários da linha que são os moradores dos sub-bairros como Batan, Jardim Novo, Barata, Além do bairro de Padre Miguel.

Confiram a troca de emails entre a redação do Realengo em Pauta e a Secretaria Municipal de Transportes.

resposta da SMTR email do realengoempauta para SMTR resposta da SMTR

 

nas fotos abaixo a reprodução de aplicativos que monitoram localização dos onibus por GPS no Rio de Janeiro.

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Resgatamos em nosso arquivo o que a leitora Cintia Pessoa escreveu em Fala Realenguense na nossa edição nº 7.

Sou professora, artesã, nascida e criada em Realengo. Vejo as dificuldades deste lugar durante quase toda a minha vida!

Um dos grandes sofrimentos vividos aqui é a situação dos transportes… Moro no Batam, estudo na Simonsen e não existe uma condução para ir até lá! Vou até o Centro do Rio numa condução só, porém, para ir para Padre Miguel, são duas! Ou então, caminhar bastante… Mas nem preciso ir “muito” longe: sou consumidora de uma loja de artesanato que fica bem próxima da praça de Realengo e tambémRealengo em pauta - tabloide -novembro-7 edicao preciso fazer caminhadas para chegar até lá, ou seja, de Realengo até o “outro” lado de Realengo. Dependo de kombis que vivem lotadas e, quem tem RioCard, não pode fazer uso pois as mesmas não aceitam esta modalidade de pagamento. E as crianças que estudam na Nicarágua? Bem, as mães colocam os filhos em escolas públicas e pagam transporte particular para que seus filhos possam estudar. Eu acho um absurdo! Ah, e os idosos? Esquece, esquecidos totalmente!

Existe também a dificuldade para ir até Marechal Hermes, ou até mesmo a escola Rosa da Fonseca. É a mesma situação. Tanto faz, 739 ou 820, não dão lucro, não é mesmo? A prioridade não é bem estar público e sim o lucro. Solução: ou pagar o que já relatei, transporte ruim de kombis, ir para a escola de carro particular e pago ou, mudar de bairro…

O tempo não me permite falar mais, porém temos também uma deficiência em lazer, comércio, escola…

Deixo aqui um abraço esperançoso de alguém que gosta muito de viver neste bairro e que crê nas mudanças.

Cynthia Pessoa

Moradora do lado Norte

A ditadura não acabou para uma parte do Brasil

Repressão, tortura, violação dos Direitos Humanos, execuções, abuso de autoridade… Muitos brasileiros acreditam que essas arbitrariedades ficaram restritas ao período da ditadura militar (1964-1985) e até demonstram simpatia e solidariedade pelas vítimas da repressão daquela página infeliz da nossa história, como cantou Chico Buarque, seja lendo livros ou assistindo a inúmeros filmes sobre o tema.* É um capítulo muito recente de nossa história e assunto que desperta várias paixões – uns se posicionam contra e também há os que são a  favor (e alguns pedem até a volta do regime).

 

Infelizmente toda aquela violência não ficou restrita aos presos políticos; foi exercida praticamente ao longo de toda a história do Brasil contra os mais pobres e infelizmente ainda hoje faz parte do cotidiano de milhões de brasileiros.

Como acontecia naqueles tempos, muitos hoje ignoram ou escolhem não ver ou se importar com as atrocidades que acontecem em nossas favelas, comunidades pobres em geral e presídios. Conceitos como pacificação, intervenção militar, remoções, redução da maioridade penal servem para camuflar e vender melhor para a sociedade uma política que há tempos extermina nosso povo e escolhe como vítima preferencial jovens negros e pobres das periferias do nosso país.

 

Se esses crimes existem – em parte é por cumplicidade de uma parcela significativa da sociedade, inclusive entre os pobres; alguns por ignorância e também há aqueles totalmente conscientes da escolha que fizeram. O que fazer para mudar a situação? É um trabalho de formiga que passa pela educação, conscientização da população, entender o que são de verdade os Direitos Humanos e que o acesso à saúde e à educação também são DH fundamentais. Para nossa classe política é importante que continuemos mergulhados na ignorância e vulnerabilidade, mas nem tudo está perdido. Existem inúmeras formas de resistência nas favelas: cidadãos conscientes dos seus direitos que se levanta contra as injustiças. A luta é árdua e às vezes parece não haver luz no fim do túnel, mas olhando para trás muito já foi conquistado. E continuemos na luta por uma sociedade verdadeiramente mais democrática.

 

*Alguns filmes sobre o tema:

Batismo de Sangue

Zuzu Angel

O Que É Isso, Companheiro?

 

CARLOS MAIA

Ator, diretor Cinematográfico

Dançarino, Jornalista…

morador da Rua Frei Miguel

V Seminário de Segurança comunitária da Zona Oeste-AISP14 .

V Seminário de Segurança comunitária da Zona Oeste-AISP14 .

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Realizado no auditório Prof. Carlos Wenceslau, na Universidade Castelo Branco, no dia 28 de maio de 2015, o seminário contou com a participação de diversas autoridades entre elas, destacamos, a ex. Delegada e atual deputada estadual, Martha Rocha; a coordenadora dos Conselhos Comunitários de Segurança, Major PM Claudia Moraes; o titular da 34ª DP, Rodrigo Santoro; a pró-reitora de Extensão, Prof. Elisabeth Felix, como anfitriã, representando a direção da UCB;  a atual Delegada titular da 33ª DP, Daniela Campos Terra; o Coordenador das UPPs  e Chefe do Estado Maior da PM, Cel. Robson Rodrigues; Cel. Friederik Minervini Bassani atual comandante do 14ºBPM; os capitães Lindolfo e Carvalho, respectivamente, comandantes das UPPs da Vila Kennedy e Batan, entre outros. Um dos temas em destaque durante as mesas de debate foi a redução da maioridade penal, atualmente em discussão no Congresso Nacional. A proposta foi alvo de uma enquete feita pela organização com a plateia, e entre as 149 pessoas que responderam ao questionamento, 90 pessoas declararam ser a favor da redução, e 59 contra.

 

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A deputada Martha Rocha declarou ser contra a redução, mas citou alguns casos para reflexão. O conhecido Caso João Hélio; uma tentativa de furto sofrida por ela própria, onde com a ajuda da Guarda Municipal, conseguiu capturar os menores infratores,

IMG_0710tendo em seguida um grande trabalho para que os mesmos não fossem linchados por populares. E por fim o caso do médico fatalmente atingido na Lagoa, quando do furto de sua bicicleta, onde em depoimento, o jovem delinquente ainda confirmou que voltou para desferir mais uma facada na vítima. Lembrou então a lei de IMG_0744determinado estado americano, onde para casos como estes, onde há análise caso a caso, e um julgamento preliminar pode ser realizado para que se constate se o menor não possui entendimento do que fez, de modo a ser julgado como adulto. A deputada criticou ainda a dificuldade em se achar conselheiros tutelares de madrugada, dizendo que acredita que a redução da maioridade será aprovada, mas que a sociedade não pode ter a ilusão de que ela resolverá os problemas.

O major Nogueira criticou fortemente o modelo de segurança atual. –É uma herança maldita da Ditadura, em que se tornou responsabilidade da PM o policiamento ostensivo, com o intuito de controle político social, enquanto a Civil foi cada vez mais colocada como uma polícia burocrática.

O major afirmou ainda que o sistema de segurança não tem indicadores claros sobre qual o seu objetivo, não havendo integração entre seus diversos atores: Ministério Público, judiciário, legisladores, etc. – A polícia prende muito, mas prende mal, pois a maioria dos presos são por crimes de menor potencial ofensivo e ligados à venda de drogas, não crimes contra a vida. – disse o oficial, que citou o ex-presidente do Uruguai, José Mujica – Se quisermos resultados diferentes, precisamos fazer as coisas de maneira diferente.

“Batalhões de proximidades ao invés de UPPs”

Esta é a aposta da cúpula de Segurança do Estado, que foi apresentada pelo Cel. Robson, em que afirma que a experiência das UPPs pode ser adaptada ao asfalto com a adoção de uma polícia de proximidade, que já está em estudo e um Projeto Piloto, na Tijuca, com união com a Guarda Municipal, Policias Civil e Conselhos Comunitários de Segurança. As apostas neste modelo, segundo ele, acontecerão aqui na Zona Oeste e na Baixada Fluminense, que terão prioridades nas futuras instalações. Ele afirmou ainda que a UPP do Complexo da Maré foi a última a ser implantada no Estado

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cel. Robson

O cel. Robson elogiou a participação e a contribuição riquíssima dos presentes, declarando poucas vezes encontrar plateia tão interessada e com tamanho conhecimento dos assuntos em debate.

 

 

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Maj. Claudia coordenadora dos CCS.

A Maj. Claudia disse que debates como esse são muito proveitosos e deveriam ocorrer com mais frequência, para que cada vez mais tenham este feedback com a população.

 

 

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Cel. Friederik Minervini Bassani

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Martha Rocha e Elizabeth Felix

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o titular da 34ª DP, Rodrigo Santoro e a Titula da 33ª DP  Daniela Campos Terra

 

Inauguração da Clinica da Praça dos Cadetes

O Realengo em Pauta acompanhou a inauguração da Clínica de Família Faim Pedro, na Praça dos Cadetes, Realengo. O nosso jornal conversou com o atual secretário de municipal de saúde, Daniel Soranz. O solícito secretário atendeu a nossa equipe com a mesma atenção quando era subsecretário de Atenção Primária, Vigilância e Promoção da Saúde, na inauguração da Clínica da Família Armando Palhares.

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Clínica de Família Faim Pedro,

Dr. Daniel Soranz

 Dr. Daniel Soranz:- Essa clínica, para a secretaria, é muito importante; é uma das maiores da cidade, e vai ajudar a desafogar o CMS de Padre Miguel. O objetivo das clínicas é a prevenção, é evitar que as pessoas fiquem doentes, através do acompanhamento pelos mesmos médicos, os mesmos enfermeiros, ao longo do tempo. Essa clínica também conta com [aparelho de] raio-X, ultrassom, academia carioca, [programa de] alimentação saudável, e programa antitabagismo. Além disso a clínica tem uma farmácia com 211 itens, e não só distribui o remédio, mas ensina a tomar a medicação. A expectativa da Secretaria de Saúde é que essa unidade possa dar um atendimento de qualidade a toda a população da região.

REALENGO 200 ANOS INTEGRAÇÃO ZERO

 

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REALENGO 200 ANOS INTEGRAÇÃO ZERO

A linha 739 faria a verdadeira integração do bairro de Realengo. Infelizmente isso não ocorre por descaso da AUTO VIAÇÃO BANGU e por falta de fiscalização da SMTR.  Para solucionar este problema basta atender os pedidos dos usuários da linha moradores nos sub-bairros como Batan, Jardim Novo, Barata, além do bairro de Padre Miguel.

 

 

NO INTINERÁRIO ORIGINAL DA

LINHA 739

  7 unidades de saúde:

  1.  Upa De Magalhães Bastos (Localizada No Jardim Novo)
  2. Clínica Da Família Jonh Cribbin
  3. Clínica Da Família Armando Palhares
  4. Upa Realengo
  5. Clinica Família Antônio Gonçalves
  6. Hospital Estadual Albert Schweitzer
  7. Pam Da Bangu – Pam Manoel Guilherme Da Silveira Filho

09 unidades educacionais:

  1.  M. Estado de Israel
  2. Colégio Souza Lima
  3. IFRJ (Instituto Federal do Rio de Janeiro)
  4. E.M. Nicarágua
  5. Colégio Realengo e Faculdade São Jose
  6. Colégio Pedro II
  7. CIEP Tomas Jefferson
  8. E.M. Humberto Castelo Branco
  9. E. M. Corsino do Amarante e Gil Vicente

MOBILIDADE ZERO

Desde de março os moradores da Zona Oeste ficam literalmente a pé. Com o fim das atividades de duas empresas do Consórcio Santa Cruz, 38 linhas pararam a circular. O consórcio providenciou o retorno das linhas após muita reclamação dos usuários, mas o lado mais prejudicado ficou sem suas linhas principais. Enviamos correspondência à SMTR pedindo o retorno de linhas como a 689, 926, 737, 784, 684, 923 e 370. Somente na segunda quinzena o 689 retornou, mas para nossa surpresa o trajeto foi encurtado até somente Cascadura, enquanto o preço continua o mesmo. No fim de maio retornou a linha 926. Mas muito falta além de linhas que não retornaram, como uma melhora das linhas existentes, pois o espaço entre carros é demorado.

resposta da SMTR

Troca de emails com SMTR e Redação do JRP.

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Emails da Redação

email do realengoempauta para SMTR

solicitações de providências

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reprodução de monitoramento de onibus.

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reprodução de monitoramento de onibus.

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CHEGAMOS A ABRIL

O mês de Abril chega e para Realengo SEMPRE será marcado pela tragédia da Escola Tasso da Silveira. Sempre prestaremos aqui homenagem aos nossos 12 anjos. Nunca deixaremos esquecer essa tragédia. E sempre tentaremos cobrar atitudes para que em nenhuma escola isso se repita. Mostramos nesta edição o drama das porteiras que foram contratadas após a tragédia. Acompanhamos o realenguense Vitor que atua na Casa Fluminense no debate em Senador Câmara sobre mobilidade. A primeira forania traz a palavra do Vigário Episcopal padre Felipe. Na UPP Batan o tempo de pascoa traz distribuição de ovos e bombons na sede e nas ruas do conjunto Agua Branca. Batemos novamente na tecla das chuvas nas ruas do bairro e apresentamos foto da rua gen. Raposo. Além de nossas colunas Ética e Cidadania e Deu no Blog convidamos você a leitura dos artigos dos realeguense Luiz Carlos Chaves e Carminha Morais. Boa leitura

Lágrimas pelos Anjos:

Declaração de Tania Lopes (irmã do Jornalista Tim Lopes).

RP: Como você vê a situação no Rio de Janeiro, onde nós temos tragédias Tania Lopesdiferentes; queríamos que você falasse um pouco sobre isso.

TÂNIA LOPES: Eu acho que nós, pessoas de bem, que buscam a paz e a segurança, temos a nossa indignação sendo desafiada o tempo todo. Precisamos continuar nos indignando pela perda dos nossos jovens, das nossas crianças. E é uma situação quase que diária, cotidiana, que não pode se transformar numa coisa natural. Atos como esses, onde lembramos das mortes dos anjos de Realengo, Servem para sensibilizar o Estado, o governo, pra que a gente tenha a segurança nas escolas, um cuidado na questão dos defensores de direito, de educação, que são os nossos professores. É uma gama de situações seríssimas que precisam ser evitadas pra que essas situações não voltem a acontecer.

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Depoimento do Padre Núbio (pároco da igreja São José de Magalhaes Bastos)

RP: A Igreja é presente em todos esses momentos a presença da família junto às famílias dos doze anjos de Realengo. Como o senhor define essa presença, junto a essas famílias, mesmo muitos que não são católicos?

PADRE NÚBIO: Muito se questiona, quando acontece uma se acontece uma atrocidade, um incidente que comove a população dessa forma, onde está Deus nisso tudo? E muitos não percebem que Deus está logo ali, junto com as famílias. Então a Igreja mais do que Pe Núbionunca – e ainda mais a Campanha da Fraternidade esse ano vem lembrar isso – “A Igreja e a Sociedade”, a Igreja deve estar mais preocupada com as coisas da sociedade, com o sofrimento do próximo, não pode se manter numa posição à parte, ela tem que estar junto, tem que estar buscando o conforto, injetando esperança nos corações para que eles não venham a desanimar ou que o quadro não venha a piorar. Desde o início a Igreja se preocupou com essa questão dos doze anjos de Realengo, porque além de serem crianças aqui do nosso bairro, onde a Igreja Católica é bastante atuante. Além disso, eram jovens que participavam das nossas paróquias. Pelo menos temos a informação de que dos doze, quatro eram coroinhas, inclusive dessa Paróquia Nossa Senhora de Fátima e São João de Deus. Então mais do que necessária era a presença nossa. O nosso cardeal D. Orani Tempesta foi uma das primeiras autoridades a chegar no local, no dia do acontecimento, junto com a Doutora Marta Rocha, para consolar as famílias ali na hora. Então sempre que precisarem, nós vamos estar aqui representando a Igreja, representando esses doze jovens, que eram crianças que nós já consideramos nossos anjos, que intercedem por nós lá no Céu.

Ao final Padre Flávio pároco da paróquia Nsª Fátima e São João de Deus, onde foi celebrada missa de quatro anos dos anjos de Realengo.

Pe. Flávio

 RP: Gostaríamos de saber como o senhor vê esse momento, de dor e de saudade, e como é a presença da Igreja junto com essas famílias.

PADRE FLÁVIO: Eu procuro ser uma pessoa muito atenta. Assim que eu vi esse problema na escola, há 4 anos, eu liguei aqui pra paróquia, pra me inteirar do ocorrido. E hoje, Deus quis que eu estivesse aqui celebrando essa missa, sendo pároco da paróquia da região. É uma missa que a gente celebra com o coração apertado, triste, mas ao mesmo tempo, cheio de fé e esperança. A gente precisa unir as pessoas de bom coração, pra lutarmos contra essa violência que toma conta do mundo todo, do Brasil, do nosso Rio de Janeiro, que é uma cidade muito bonita, mas a violência está presente no coração do ser humano, e a gente precisa tirar todo esse sentimento ruim, e preencher com o amor, a paz, a misericórdia, lutar com muita determinação, e não desistir. A gente não pode desistir da paz, do amor. A gente precisa unir forças pra celebrar a vida, e tornar o próprio dia-a-dia algo melhor.

 

Realengo em Pauta: Abrimos espaço para Zoraide Vidal, e ela vai mostrar o outro lado da violência,enfrentadas pelas famílias dos policiais, e que não recebem a divulgação necessária.

ZORAIDE: Meu nome é Zoraide Vidal, sou mãe da policial civil Ludmila Vidal, que foi levada para dentro de uma favela num assalto em 2009, foi espancada, morta a
pauladas e depois queimaram o carro dela. Nós mães do grupo nos ajudamos. Das pessoas que fizeram isso, dois já faleceram, outro tá preso no complexo de Bangu. Então, se a gente
correr na frente, a gente consegue fazer justiça. A nossa associação que está surgindo agora, é uma associação que vai proteger os policiais, porque protegido você só está pelo Céu, mas aqui na Terra você não está. Então nós vamos juntar forças, levantar a moral do
policial, que tá muito abalada, pois infelizmente a imprensa ajuda a colocar o policial pra baixo. Quando o policial morre, ninguém faz manifestação. O que a gente tá querendo é isso, elevar a autoestima do policial, porque ele é um funcionário público, que está ali pra
cumprir o dever dele. Se ele sai na rua pra segurar a multidão ou pra bater e agredir, ele só revida o que ele recebe. Então nós estamos aqui nessa luta pra unir, pra dar força, pra melhorar a vida do policial, porque ele merece, ele é o nosso grande herói. Quando a gente se vê diante do nosso algoz, que é o ladrão, é a polícia que chamamos e depois a gente agradece a Deus. Então ele, o policial, ele tem que estar à frente, ele
tem que ser valorizado, ele tem que ter direitos humanos sim. Vamos nos unir, pra gente mostrar a nossa força, e derrubar essa bandidagem que está no nosso estado.

 

 

 

Abertura do Show

  Abertura do Show

Na abertura do Tributo apresentou-se um grupo denominado Projeto 1 Som, cujo líder, o baterista Jonatas Freitas, mencionou que a finalidade do seu trabalho era musicalizar a nosa área e incentivar a música instrumental. As três músicas apresentadas são de autoria do Jonatas, coisa difícil de acontecer já que os bateristas são músicos mais de base de JAZZ 10acompanhamento, no passado chamado de cozina (baixo, bateria, guitarra e teclado). No show parecia que os líderes não seguiram esta linha, pois a bateria ficou em evidência na frente do palco. No passado mesmo os bateristas líderes de grupos colocavam a bateria atrás dos sopros, junto com os demais instrumentos de acompanhamento. Hoje com toda tecnologia não vejo necessidade da bateria ficar na frente. Um som bem equalizado descarta de colocar a bateria em destaque.

As músicas apresentadas foram: A História, Flood e Destino como citei acima todas de autoria do Jonatas.

O Grupo formado por:  Jemuel Silva – Guitarra; Davi Henrique – baixo; Filipe Martins – teclado e Jonatas Freitas – bateria.

A globalização não poderia deixar de estar representada na música. Hoje qualquer música instrumental que tenha improvisação é denominada jazz. Havia uma preocupação no passado, mesmo no free jazz, que houvesse uma introdução no tema, geralmente um standard (música popular conhecida) ou uma música de autoria de músicos que fizeram grande sucesso, isto facilitava os iniciantes no jazz a assimilar melhor os improvisos. Não sou saudosista, mas creio que mesmo as feras como Eric Dolphy, Ornete Coleman e outros se preocupavam com isto, mesmo tocando free jazz. Rotular o jazz confunde o ouvinte iniciante e hoje existe pouca gente tocando o verdadeiro jazz. A nossa sociedade é obrigada a engolir o lixo divulgado nas nossas emissoras de rádio e televisão e, também, não têm o hábito de frequentar ambiente com esta modalidade de música, assim acredito que o grupo está no caminho certo.

Apresentação do Victor Bertrami

Conversei com ele antes do show e ele resolveu apresentar o grupo, inclusive os músicos. Vale a pena ressaltar a presença do baterista, cria da Zona Oeste, Robertinho Silva que veio abrilhantar ainda mais a apresentação do grupo. Segundo o líder do grupo as músicar apresentadas faziam parte do CD recentemente lançado com as participações especiais do Robertinho Silva, Ney Conceição, Vitor Biglione e Leonardo Amuedo.

Não poderia deixar de comentar a participação do saxofonista e co-produtor do evento Jefferson Rino com apenas 16 anos, capaz de encarar um desafio deste como um bom exemplo para nossa juventude.

Grupo Victor Bertrami – Bateria; Humberto Lescowitich – Baixo; Natam Gomirabelli – Guitarra e partipação especial de Robertinho Silva.JAZZ 09

Tributo a José Roberto Bertrami

Tributo a José Roberto Bertrami

JAZZ 01

Jamais poderia imaginar que pudesse ser criado um espaço cultural na Estação de Realengo, já que a Secretaria de Cultura passa longe da Zona Oeste. Fiquei gratificado por ser convidado para apresentação do Evento. Cria de Realengo, cheguei aqui com 1 ano de idade e saí com 26. Vivi a glória deste bairro. Aqui existiam vários espaços de lazer como clubes, praças, quadras de esporte, cinema e vários campos de futebol. Fico triste em chegar em Realengo e ver o descaso da prefeitura em melhorar o acesso à cultura e lazer.

Realengo foi o bairro em que existia mais jazófilos das Zona Norte e Rural (atual Zona Oeste) do Subúrbio da Central. Naquela época era muito difícil comprar discos e, também, a mídia já divulgava mais o lixo do que a qualidade, apesar de existir emissoras que JAZZ 02tinham programas de Jazz e Clássico para os mais exigentes ouvirem música de qualidade. O fato de Realengo ser o local onde tinham mais fãs de Jazz foi reconhecido pelos próprios músicos que vinham tocar e ouvir música de jazz importada dos EUA. Os moradores que tinham mais discos eram: Zé Russo, os irmãos Louzada (Orlando e Osvaldo), Félix, Jaime Duque Estrada, os irmãos Paulo (Juarez e Heleno) e Nininho em Bangu. Na casa dos Louzadas existia um piano sem calda, um som mono de altíssima qualidade e uma discotena excepcional. Vinham músicos até de Copacabana para tocar nos finais de semana. No Studio do Zé Russo e do Osvaldo Louzada eles montavam e consertavam som e nos fundos da loja existia uma sala acústica onde os músicos ensaiavam e tocavam.JAZZ 05

Hoje com a facilidade que tem na Internet o acesso ao jazz tradicional e contemporâneo é muito fácil. Basta entrar numa ferramenta de busca e estará diante do músico de sua preferência, sem contar com o Deezer, Itunes e Jazz rádio que tem jazz para todos os gostos. Vale a pena resaltar que com todas estas facilidaes os músicos ouvem pouco e estudam também pouca música, acreditam mais no seu virtuosimo do que na técnica. É um mal que atinge a nossa sociedade que também não gosta de ler. Quem não lê, não ouve, não estuda e não pode ser um bom músico.

José Roberto Bertrami

Fez sucesso com a música Linha do Horizonte com o grupo Azumuth. Com mais de quarenta anos de carreira, lançou 27 trabalhos, entre LPs e CDs com este grupo. Em Portugal, teve quatro compactos duplos que foram lançados na época da Jovem Guarda.

Pela vendagem dos discos, recebeu vários prêmios e troféus importantes do cenário artístico brasileiro. Participou de vários programas de televisão no eixo RioSão Paulo. Além disso, foi muito aplaudido em shows realizados na Colômbia e no Paraguai. Viveu seus últimos anos de vida na cidade do Rio de Janeiro.

Azymuth é uma banda brasileira de diversas influências, formada em 1973 na cidade do Rio de Janeiro por três conhecidos músicos de estúdio que acompanharam diversos artistas de sucesso da música popular brasileira na década de 1970: José Roberto Bertrami, Alex Malheiros e Ivan Conti. Obtiveram moderado sucesso com sua carreira no Brasil até se mudarem para os Estados Unidos e iniciar uma carreira internacional longa, eclética e de sucesso durante os anos 80. Após problemas no início da década seguinte, voltam a boa forma a partir da segunda metade da década, impulsionados pelo estouro do Acid Jazz e um renovado interesse pelo seu trabalho, assinando com a gravadora inglesa Far Out Recordings. Em 2012, com a morte do tecladista Bertrami, o grupo continuou suas atividades com Fernando Moraes em seu lugar.

Suas músicas são majoritariamente instrumentais, variando desde o samba até o funk, numa espécie de jazz fusion, constituindo-se num estilo chamado pelos integrantes de “samba doido”.[1] [2] Seus principais sucessos são “Linha do Horizonte”, “Melô da Cuíca” e “Voo sobre o Horizonte” – no Brasil -, além do grande sucesso internacional “Jazz Carnival”.

Wikipedia.com

Victor Berttrami

Release: http://www.victorbertrami.com/#!release/c161y

 

Victor Bertrami é Baterista renomado no Rio de Janeiro, já tocou com grandes artistas da MPB e música instrumental como: João Nogueira, Leila Pinheiro, Elza Soares, João Donato, Danilo Caymmi, Toninho Horta, Leo Gandelman, entre outros. Nascido em família de músicos é filho do grande pianista, compositor e arranjador José Roberto Bertrami (1946-2012) líder do mitológico grupo brasileiro de jazz fusion e sambalanço; AZYMUTE, grupo que fez sucesso durante quatro décadas, apresentando-se em todo mundo.

Victor gravou ao vivo uma merecida homenagem a seu pai, que resultou no seu primeiro CD solo intitulado “Similar, a obra de José Roberto Bertrami”. O talentoso baterista capturou com perfeição o espírito das composições acertando no suingue, em tributo emocionante. O CD está sendo lançado pela Rob Digital e inclui composições consagradas do maestro como “Last Summer in Rio” e “Partido Alto 3”, grandes temas que ganharam novos arranjos e participações especiais de Robertinho Silva, Ney Conceição, Victor Biglione e Leonardo Amuedo.

Por Heleno Getúlio Paulo

Ataque ao IFRJ Campus Realengo

parque verde 01Uma tragédia anuncia e quantas delas acontecem. Na nossa edição de Dezembro levantamos a mais nova luta da sociedade de Realengo. O Parque Verde no antigo terreno da fabrica de cartuchos ao lado IFRJ Campus Realengo.

Na reportagem mostramos o abandono do terreno e sabemos que tudo que está abandonado é uma porta aberta para o consumo de drogas. Hoje no início da noite o IFRJ Campus Realengo foi atacado por usuários de drogas. Atiraram pedras e quebraram vidraças do instituto. Chamado ao local o Exercito alegou que o terreno pertence a Poupex. E a nossa pergunta é o que fazer ou quem chamar num momento destes.abandono 01

O povo já decidiu que quer a revitalização da área para fins de lazer. O poder público não se faz presente e dificulta o povo organizado de levar sua bandeira a frente porém é ineficiente em gerir o espaço com o mínimo de segurança.

O verde que queremos e queremos logo. Não ao condomínio e não a derrubada do verde que nos traz  como consequência  a escassez de água. Quem está atras deste interesse.10934725_1592577484310496_1294038629_n10937403_1592577814310463_383852008_n 10956094_1592577680977143_682340034_n