Quando as pedras no caminho encantam.

Realmente são encantadoras, as belezas encontradas nestas formações rochosas do maciço da pedra Branca.

Pedra do Osso

Pedra do Osso ao lado da Jesus Vem.

Aos poucos os cariocas estão descobrindo as trilhas da cidade, e com esta união das trilhas chamada Transcarioca, algumas belezas vão se descortinando diante de nossos olhos.

Para que se conheça melhor, segue um pouco de sua formação sedimentar.

 

 

 

O PEPB (Parque Estadual da Pedra Branca ) é caracterizado por uma rica geodiversidade, ou seja, é formado por um conjunto de rochas graníticas e gnáissicas de composições, idades e estruturas diversas,  que revelam uma história geológica marcada principalmente pela colisão de placas tectônicas, com a formação do supercontinente Gondwana, e por sua posterior separação e consequente abertura do oceano Atlântico.

Pedra  da Fenda

Jesus Vem vista por trás.

As rochas graníticas são as mais comuns do Maciço da Pedra Branca, e foram formadas a partir da cristalização do magma em grandes profundidades da crosta terrestre, durante a formação de montanhas do ciclo Brasiliano, entre 650 – 460 milhões de anos atrás. As rochas gnáissicas apresentam idades que ultrapassam 790 milhões de anos, e representam antigas rochas sedimentares e ígneas, intensamente deformadas durante a colisão continental. Todas as rochas do maciço são cortadas por diques de basaltos,que registram o início da abertura do oceano Atlântico, há aproximadamente 180 – 140 milhões de anos.

 

A crosta continental, onde hoje se encontra o Maciço da Pedra Branca, foi atingida por um sistema de falhamentos durante o expressivo evento tectônico que deu origem à Serra do Mar, há cerca de 70 – 60 milhões de anos. Posteriormente, nos dois últimos milhões de anos, a região foi submetida a sucessivos ciclos erosivo-deposicionais, que formaram depósitos sedimentares associados a transições climáticas e/ou processos neotectônicos.

A origem e a evolução das trilhas do PEPB.

 As trilhas do Parque Estadual da Pedra Branca têm sua origem e evolução no processo de ocupação histórica da Cidade do Rio de Janeiro, particularmente de seus maciços litorâneos. Até meados do século XVII, as florestas que recobriam as áreas elevadas estavam bem preservadas, permanecendo com suas fisionomias originais praticamente

inalteradas até o início do século XVIII. A partir de então, os diversos ciclos econômicos (carvão, cana de açúcar e café) avançaram paulatinamente sobre as encostas e vales das montanhas cariocas. Essa exploração acabou por incentivar a abertura de caminhos e, com eles, o surgimento das primeiras trilhas nas áreas montanhosas da cidade.

Estas foram as primeiras ações de degradação de seus recursos naturais, conforme será destacado a seguir.

 

Pedra Osso fica ao lado da Jesus Vem

Pedra se equilibra na montanha.

A ocupação do Maciço da Pedra Branca, em particular, teve início no final do século XVI, quando Salvador Correia de Sá doou, em 1594, a seus filhos, Gonçalo e Martim Correia de Sá, as terras existentes entre Tijuca, Jacarepaguá e Guaratiba, incluindo o que hoje conhecemos como Vargem Grande, Vargem Pequena e Recreio dos Bandeirantes. No início do século XVII, os franceses tentaram, através dessa região, dominar o Rio de Janeiro, aportando em Guaratiba, atravessando o maciço e utilizando a Baixada de Jacarepaguá como passagem. Foi nesse século que a atual Estrada da Grota Funda foi aberta, ligando a Barra da Tijuca a Guaratiba.

Parte das terras (sesmaria) de Gonçalo de Sá foram doadas para os monges Beneditinos em fins do século XVII, que transformaram em prósperas fazendas (engenhos) as propriedades de Camorim, Vargem Grande e Vargem Pequena, com intensa atividade agropecuária. Até hoje existem ruínas da Fazenda Vargem Grande na antiga Estrada de Guaratiba, hoje Estrada dos Bandeirantes, no “Sítio Petra”.

No fim do século XIX, os Beneditinos vendem seus latifúndios para o Banco de Crédito Móvel. A pavimentação da Estrada da Grota Funda, cruzando o maciço, acabou por facilitar o acesso à região. A abertura de novos caminhos e trilhas passou a se intensificar, visando proporcionar o escoamento da produção, com destaque para o café.

 

Lindas paisagens vistas do alto.

Se vê a região de Jacarepaguá e Barra.

Ainda no século XIX, iniciou-se o processo de resistência às ações de desmatamento das florestas provocadas pela cultura do café, com a introdução de ações de reflorestamento das áreas então degradadas, passando a ter as trilhas uma nova funcionalidade: a de restauração florestal. Entretanto, a cidade como um todo vivia, no início do século

XX, sua expansão populacional que começava a se direcionar para as áreas elevadas, e essa função restauradora das trilhas deu lugar a vetores crescentes de avanço de população.

As antigas fazendas de café foram divididas em lotes rurais e um novo cultivo  passou a contribuir para o aumento da população local: a banana, atualmente cultura predominante no maciço. Grande parte desses agricultores abriram trilhas de acesso à Serra do Rio da Prata (divisa com Campo Grande) e morros voltados à Vargem Grande, Vargem Pequena, Camorim e Rio Grande, para facilitar o escoamento da produção até as estradas do Morgado, Pacuí, Cabungui, Mucuíba e Sacarrão. Mesmo tendo parte de suas florestas recuperadas, estas passaram a coexistir com aquele cultivo, com sitiantes e tropeiros utilizando mulas para o transporte desse produto agrícola, o que ocorre até hoje em diversos pontos do maciço.

Está é a Pedra que dá nome ao Maciço. Fica escondida na mata, não se tem a visão dela de baixo .

Em meados do século XX o processo de intensa industrialização vivenciado pela cidade, acompanhado de grande crescimento populacional, provocou a aceleração da ocupação das encostas, e a floresta, então parcialmente restaurada, passou a viver uma nova fase de degradação. Mais uma nova funcionalização caracterizou as trilhas do Maciço da Pedra Branca: a de veículo de degradação ambiental provocada pela ocupação populacional crescente. Esse novo ciclo foi inicialmente combatido por meio de uma ação de governo, que, preocupado com o destino dos recursos naturais, criou, em 1974, um parque compreendendo todo o maciço acima da cota altimétrica de 100metros. As trilhas passam, então, a ter a mais importante função de toda a sua história: a de veículo de conservação/preservação ambiental e de uso público (destinadas ao lazer e ao ecoturismo).

 

Convidamos a todos para este encontro com a natureza.

 

#Fonte Secretaria do meio Ambiente da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. neste link disponibilizamos o PDF Guia Trilhas . https://drive.google.com/file/d/0B8xsB5WBApQXZG9neW91dWxIZDQ/view?usp=sharing

Reportagem do G1 sobre o mesmo tema.

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/g1-visita-pedra-do-osso-que-desafia-a-gravidade-e-se-equilibra-na-vertical-video.ghtml

 

Recomendamos a leitura sobre assuntos correlacionados e também que acompanhem o trabalho de alguns outros moradores apaixonados pela região.

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História da Adutora:  http://historia-de-realengo.blogspot.com.br/2010/03/adutora-veiga-brito-ou-tunel-do-lacerda.html

colaboração: Luiz Fortes do blog Pró-Realengo

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