Foz Águas 5 : INSCRIÇÕES ABERTAS PARA OFICINAS DE ARTICULAÇÃO COMUNITÁRIA

Inscrições Abertas. Curso Gratuito.

Articulação Comunitária para Moradores de Realengo com certificado da UNESCO.Somente 25 vagas. Inscreva-se www.fozaguas5.com.br

Como parte do projeto Encontros para uma Zona Oeste Sustentável, em parceria

Divulgação

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com a UNESCO, a Foz Águas 5 realizará oficinas de Articulação Comunitária na Estação de Tratamento de Esgoto Constantino Arruda Pessôa, em Deodoro. As oficinas para os moradores de todo Realengo iniciam-se no dia 12 de setembro e têm inscrição gratuita com direto a certificado da UNESCO para todos os participantes. Os interessados devem preencher a ficha de inscrição para concorrer a uma vaga. Vagas são limitadas a 25 participantes. Inscrições até 03 de setembro. 

Acesse o link http://www.fozaguas5.com.br/zonaoestesustentavel/ e faça já sua

Uma vez que o acesso aos serviços de saneamento básico é entendido como direito fundamental coletivo e individual, as percepções vividas pelos participantes serão o ponto de partida para a compreensão dos problemas relacionados à falta de saneamento e sua

consequência na interação com o meio ambiente. Assim, o objetivo das oficinas é apresentar aos participantes ferramentas e instrumentos de organização e mobilização comunitária, tendo como prática final a elaboração e a execução de uma campanha local para incentivar a comunidade a se conectar a rede de esgoto.

As inscrições estão abertas até o dia 5 de agosto para a 1° turma e as vagas são limitadas. Inscreva-se: www.fozaguas5.com.br

Mais informações pelo e-mail comunicacao@fozaguas5.com.br.

Maria Realenga apresenta: Sarau Cultural em Terras Realengas?

O Jornal Realengo em Pautae o blog Pró-Realengo foram juntos conhecer o novo trabalho do Maria Realenga, que valoriza a cultura em nosso bairro.

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Entrevistamos Sidnei Oliva Coordenador Geral do Coletivo Cultural Maria Realenga que tem por objetivo enriquecer e agregar valores culturais e incentivar os artistas locais, tendo em vista que nosso movimento sociocultural tem por objetivo, organizar, produzir, divulgar e fomentar as diversas manifestações sociais e culturais da região. 

Pro.Realengo /Realengo em Pauta: Senhor Sidnei, fale para nossos leitores: O que é o Maria Realenga como surgiu e Qual seus objetivos?

R) O coletivo surgiu após o luto e a reflexão sobre o que fazer diante da tragédia da escola Tasso da Silveira onde o bairro ainda vive o luto pela perda de 12 adolescentes.
Nosso objetivo é diluir o estigma de bairro tragédia promovendo, produzindo, divulgando e fomentando as variadas expressões artísticas do bairro mediante saraus culturais.
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PR/RP: O que podemos fazer além?

R) Fizemos três saraus, uma feira literária e dois eventos enaltecendo o Choro e doze vozes femininas do bairro,
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PR/RP:  Vocês tem apoio oficial para os eventos?

R) Pensamos em fornecer apoio logístico e humano as ações apresentadas nos saraus, ministrar oficinas e workshops culturais nas comunidades representadas nos eventos e ampliar nosso vínculo com as comunidades locais.

PR/RP: O que as ações promovem no bairro?

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R) Resgatam a autoestima do Realenguense, fomentam projetos engavetados por falta de espaço para exposição e divulgam artistas renomados e anônimos do bairro.

PR/RP: Quem são os personagens do coletivo?

R) Sidnei Oliva – coordenador geral
Sergio Martins – Feira literária
David Souza – Memoria Cultural
Renata Oliveira – Secretaria
Luiz Damião – logística
Vandré Luan – produção musical
Carlos Maia – teatro
Rogerio Rodrigues – artes circenses
Jorge Torres – divulgação..

Estivemos presentes em diversos eventos produzidos, por eles, e tivemos a oportunidade de conhecer inúmeros artistas de diversas vertentes e com grande valor cultural e desconhecidos da grande parcela da população de Realengo e adjacências.

SERVIÇO:

Sarau Cultural em Terras Realengas? – com coletivo Cultural Maria Realenga.

Dia: 15 de Agosto a partir das 19hs. / ENTRADA FRANCA

Local: Restaurante Bom Petisco – Av. Marechal Fontenelle, 4.473 – Mallet

(ao lado do Colégio Castelo Branco)

Colabore com o coletivo adiquirindo uma camiseta na fanpage  https://www.facebook.com/maria.realenga

REALENGO 200 ANOS INTEGRAÇÃO ZERO

 

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REALENGO 200 ANOS INTEGRAÇÃO ZERO

A linha 739 faria a verdadeira integração do bairro de Realengo. Infelizmente isso não ocorre por descaso da AUTO VIAÇÃO BANGU e por falta de fiscalização da SMTR.  Para solucionar este problema basta atender os pedidos dos usuários da linha moradores nos sub-bairros como Batan, Jardim Novo, Barata, além do bairro de Padre Miguel.

 

 

NO INTINERÁRIO ORIGINAL DA

LINHA 739

  7 unidades de saúde:

  1.  Upa De Magalhães Bastos (Localizada No Jardim Novo)
  2. Clínica Da Família Jonh Cribbin
  3. Clínica Da Família Armando Palhares
  4. Upa Realengo
  5. Clinica Família Antônio Gonçalves
  6. Hospital Estadual Albert Schweitzer
  7. Pam Da Bangu – Pam Manoel Guilherme Da Silveira Filho

09 unidades educacionais:

  1.  M. Estado de Israel
  2. Colégio Souza Lima
  3. IFRJ (Instituto Federal do Rio de Janeiro)
  4. E.M. Nicarágua
  5. Colégio Realengo e Faculdade São Jose
  6. Colégio Pedro II
  7. CIEP Tomas Jefferson
  8. E.M. Humberto Castelo Branco
  9. E. M. Corsino do Amarante e Gil Vicente

MOBILIDADE ZERO

Desde de março os moradores da Zona Oeste ficam literalmente a pé. Com o fim das atividades de duas empresas do Consórcio Santa Cruz, 38 linhas pararam a circular. O consórcio providenciou o retorno das linhas após muita reclamação dos usuários, mas o lado mais prejudicado ficou sem suas linhas principais. Enviamos correspondência à SMTR pedindo o retorno de linhas como a 689, 926, 737, 784, 684, 923 e 370. Somente na segunda quinzena o 689 retornou, mas para nossa surpresa o trajeto foi encurtado até somente Cascadura, enquanto o preço continua o mesmo. No fim de maio retornou a linha 926. Mas muito falta além de linhas que não retornaram, como uma melhora das linhas existentes, pois o espaço entre carros é demorado.

resposta da SMTR

Troca de emails com SMTR e Redação do JRP.

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Emails da Redação

email do realengoempauta para SMTR

solicitações de providências

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reprodução de monitoramento de onibus.

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reprodução de monitoramento de onibus.

ENCHENTE NA RUA GENERAL RAPOSO

gen raposo 3 29032015gen raposo 4 22032015As eleições se passaram. Os candidatos eleitos são os mesmos e nossos problemas também. Quando chove nossas ruas enchem. Chuvas rápidas e não temporais. Parece matéria repetida mas não é já retratamos aqui fotos da Pedro Gomes tiradas pela moradora Sonia Regina e agora nosso fotógrafo é o Thiago Machado da rua General Raposo. As obras prometidas não são feitas.

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COMO NOTICIAMOS A MAIOR TRAGÉDIA DE REALENGO.

COMO NOTICIAMOS A MAIOR TRAGÉDIA 7deabril 8deabril EM Tasso da SilveiraDE REALENGO.

 

 

 

 

COMO NOTICIAMOS A MAIOR TRAGÉDIA DE REALENGO.

Primeiramente ficamos estarrecidos com a dimensão do ocorrido, e constatamos pela TV e internet que todas as mídias já estavam lá…e além do mais, o Blog Pró-Realengo, que foi criado em 2008 ainda no Blogspot, sempre foi focado em PROmover o bairro, lutar em PROL de melhorias buscando seu PROgresso social, cultural e econômico e evitamos coisas que venham a denegrir a imagem do bairro, não que queiramos virar as costas para os problemas, ao contrário, queremos que eles cessem ou ao menos diminuam e não nos aproveitarmos deste ou daquele episódio de alguma forma para ficar em evidência…evidência esta que foi natural, pois o mundo todo nesta época voltou os olhos para Realengo e ao digitarem o nome do bairro acabamos ficando muito conhecidos, registrando só naquele mês 10.000 visitas no site. Decidimos postar somente uma tarja preta, e posteriormente fizemos a divulgação das ações e lutas que os parentes das vítimas até hoje travam com o poder público, para que isso não volte a ocorrer nunca mais.

sexta-feira, 8 de abril de 2011 Brasil, um país do Presente!

Esta é uma imagem NEGATIVA , que não queremos nem em Realengo, nem em nenhum local. O Pró-Realengo evitou postar algo sobre o assunto, pois além de toda mídia já estar falando exaustivamente, este espaço foi idealizado para promover o bairro com suas coisas boas e ajudar moradores a reivindicar melhorias das coisas ruins. Mas entende que esta tragédia é fruto de falta de educação básica. Se o ensino fosse levado a sério neste país, com professores e funcionários envolvidos na área sendo remunerados dignamente, hoje as empresas não estariam com déficit de mão de obra qualificada, e consequentemente a geração de emprego e de renda seria melhor e evitariam que mentes vazias pudessem ter tempo de planejar um plano muito bem arquitetado como este que vitimou não só essas crianças, mas seus familiares, que terão que conviver só Deus sabe como, com essas lembranças e um vazio eterno em suas vidas.

Senhores educadores e governantes da área educacional repensem essa politica de “País do Futuro”. Quando será este futuro que eu já ouvia falar nos anos 60 quando tinha a idade dessas crianças… se queremos mesmo um Brasil melhor o caminho é A MELHORIA NA EDUCAÇÃO. Vamos pensar e agir como “Um país do Presente”, urgente enquanto ainda há tempo.

Postado por Pro-Realengo – Luiz Fortes (administrador) às 09:13

Como nosso editor ficou sabendo da tragédia?

Como é de costume até hoje sempre pela manhã dou uma vasculhada nas mensagens, nas postagens , nos comentários, publico algo e este dia não foi diferente, ficando totalmente desligado de televisão, no máximo ouço uma música… e por volta de 11 horas recebo um telefonema de um amigo de longa data, Jorge Pereira, com quem trabalhei lado a lado por 26 anos, e aqui transcrevo a conversa telefônica que está muito fresca em minha mente ainda hoje.

– E ai Fortes tudo bem?

– Sim camarada tudo legal.

– E com esposa e filho ….

– Tudo legal também.

– Eles estão em casa?? (já fiquei meio cabreiro)

– Não, minha esposa está fora agora e meu filho está no colégio..

– Ele estuda perto? (Já ficando preocupado)

– Sim bem perto, porque?

– Cara não sei como falar…aconteceu uma tragédia numa escola ai em Realengo e estou preocupado com eles…como ela vai reagir…ele estuda onde..

– Jorge, onde soube disso…que escola??

-Tá em todas as televisões…desde cedo, tu não tá sabendo??

Liguei a TV para entender a preocupação dele… Fiquei estarrecido enquanto via as imagens e as narrações, juntamente com o relato dele ao telefone e disse-lhe que não era a escola em que ele estudava, etc e que não era tão perto assim da minha casa.

Então só tive a confirmação da grande amizade e consideração com esta preocupação com minha família por parte do Zerão (apelido do Jorge). Como diziam os mais velhos: “Amigos a gente conta nos dedos”.

4 anos de saudades

Adriana Silveira, presidente da Associação dos Anjos de Realengo e mãe de Luiza Paula,
nos faz um relato destes quatro anos de saudade e da luta das mães dos Anjos de Realengo.

É uma luta desigual, mas a luta continua e contamos com o apoio da população que

sempre esteve ao nosso lado, e continua mandando uma palavra de conforto uma palavra
de carinho e isso tudo nos ajuda a se manter de pé, pois vivemos de altos e baixos e IMG_20150305_110422279_HDR IMG_20150305_110230760_HDRquando uma mãe está mais fraquinha vem outra e ajuda e vice e versa.

Hoje lutamos não mais pelos nossos filhos, mas pelos filhos
de nossos amigos e vizinhos por todas as crianças de nosso
país. Queremos o direito de botar nossos filhos dentro da
escola e ter a certeza de que vamos voltar e pegá-los com
vida, pois a situação da segurança das escolas está precária, os vigias e porteiros já foram
retirados, ficaram  durante três anos e agora todo já foram mandados embora,uma solução IMG_20150305_092851057_HDR IMG_20150305_092847251_HDR (1) IMG_9816temporária.

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 Homenagem aos Anjos.

E nós estamos pra receber uma homenagem em forma de estátua em tamanho real aqui em Realengo, e já que Realengo está pra fazer 200 anos, que possamos receber
este presente, em uma praça digna, uma praça legal, onde nossas crianças possam ir, brincar com segurança. Mas estamos sem local definido, optamos pela praça
Piraquara que é uma praça de fácil acesso a tudo, é bem visível enfim, mas estamos enfrentando o dilema que a nossa prefeitura se recusa a cobrir parte do Rio
Piraquara (atualmente o rio a divide). Assim ficaria uma praça única e mais segura, como já foi feito em outro rio no mesmo bairro, portanto é viável; juntamente com uma reforma, pois como hoje está nem podemos chamar de praça e sim logradouro público, tanto as
crianças quanto os 200 anos do bairro merecem uma nova praça.

PORTEIRAS DEMITIDAS PARTICIPAM DE MISSA DOS ANJOS

Conversamos com as porteiras Fátima Trota, Rosângela e Vilma Virgílio, que trabalharam na rede municipal de ensin, e que participaram da missa em memória dos anjos. Elas nos contaram que foram contratadas para trabalhar nas portarias logo após a tragédia da Escola Municipal Tasso de Oliveira. Passaram por um curso realizado na Guarda Municipal, que tinha cerca de 3 mil porteiros, e que passados 3 anos foram todos esses demitidos, ficando as portarias desguarnecidas e entregue a pessoas com desvio de função. Perguntam as porteiras como fica a segurança das escolas já que elas eram responsáveis pela entrada e saída, atendimento a estranhos, mantendo sempre os portões da escola trancados.

“Assim, as nossas crianças iam estudando com tranquilidade, os nossos diretores podiam trabalhar com tranquilidade. Os agentes educadores podiam ir para o serviço deles, que é circular pelas escolas e auxiliar os professores nos corredores. O secretário escolar podia ajudar o diretor na área administrativa, e a gente fica ali naquela parte.” – disse Vilma Virgílio, que trabalhou na Escola Municipal Ema Negrão de Lima, e indagou à secretária Helena Bomeny o porquê das porteiras não serem consideradas qualificadas, como teria afirmado a secretária, uma vez que passaram por curso realizado pela própria prefeitura. “O que será preciso acontecer? Uma nova tragédia?”

Abertura do Show

  Abertura do Show

Na abertura do Tributo apresentou-se um grupo denominado Projeto 1 Som, cujo líder, o baterista Jonatas Freitas, mencionou que a finalidade do seu trabalho era musicalizar a nosa área e incentivar a música instrumental. As três músicas apresentadas são de autoria do Jonatas, coisa difícil de acontecer já que os bateristas são músicos mais de base de JAZZ 10acompanhamento, no passado chamado de cozina (baixo, bateria, guitarra e teclado). No show parecia que os líderes não seguiram esta linha, pois a bateria ficou em evidência na frente do palco. No passado mesmo os bateristas líderes de grupos colocavam a bateria atrás dos sopros, junto com os demais instrumentos de acompanhamento. Hoje com toda tecnologia não vejo necessidade da bateria ficar na frente. Um som bem equalizado descarta de colocar a bateria em destaque.

As músicas apresentadas foram: A História, Flood e Destino como citei acima todas de autoria do Jonatas.

O Grupo formado por:  Jemuel Silva – Guitarra; Davi Henrique – baixo; Filipe Martins – teclado e Jonatas Freitas – bateria.

A globalização não poderia deixar de estar representada na música. Hoje qualquer música instrumental que tenha improvisação é denominada jazz. Havia uma preocupação no passado, mesmo no free jazz, que houvesse uma introdução no tema, geralmente um standard (música popular conhecida) ou uma música de autoria de músicos que fizeram grande sucesso, isto facilitava os iniciantes no jazz a assimilar melhor os improvisos. Não sou saudosista, mas creio que mesmo as feras como Eric Dolphy, Ornete Coleman e outros se preocupavam com isto, mesmo tocando free jazz. Rotular o jazz confunde o ouvinte iniciante e hoje existe pouca gente tocando o verdadeiro jazz. A nossa sociedade é obrigada a engolir o lixo divulgado nas nossas emissoras de rádio e televisão e, também, não têm o hábito de frequentar ambiente com esta modalidade de música, assim acredito que o grupo está no caminho certo.

Apresentação do Victor Bertrami

Conversei com ele antes do show e ele resolveu apresentar o grupo, inclusive os músicos. Vale a pena ressaltar a presença do baterista, cria da Zona Oeste, Robertinho Silva que veio abrilhantar ainda mais a apresentação do grupo. Segundo o líder do grupo as músicar apresentadas faziam parte do CD recentemente lançado com as participações especiais do Robertinho Silva, Ney Conceição, Vitor Biglione e Leonardo Amuedo.

Não poderia deixar de comentar a participação do saxofonista e co-produtor do evento Jefferson Rino com apenas 16 anos, capaz de encarar um desafio deste como um bom exemplo para nossa juventude.

Grupo Victor Bertrami – Bateria; Humberto Lescowitich – Baixo; Natam Gomirabelli – Guitarra e partipação especial de Robertinho Silva.JAZZ 09

Tributo a José Roberto Bertrami

Tributo a José Roberto Bertrami

JAZZ 01

Jamais poderia imaginar que pudesse ser criado um espaço cultural na Estação de Realengo, já que a Secretaria de Cultura passa longe da Zona Oeste. Fiquei gratificado por ser convidado para apresentação do Evento. Cria de Realengo, cheguei aqui com 1 ano de idade e saí com 26. Vivi a glória deste bairro. Aqui existiam vários espaços de lazer como clubes, praças, quadras de esporte, cinema e vários campos de futebol. Fico triste em chegar em Realengo e ver o descaso da prefeitura em melhorar o acesso à cultura e lazer.

Realengo foi o bairro em que existia mais jazófilos das Zona Norte e Rural (atual Zona Oeste) do Subúrbio da Central. Naquela época era muito difícil comprar discos e, também, a mídia já divulgava mais o lixo do que a qualidade, apesar de existir emissoras que JAZZ 02tinham programas de Jazz e Clássico para os mais exigentes ouvirem música de qualidade. O fato de Realengo ser o local onde tinham mais fãs de Jazz foi reconhecido pelos próprios músicos que vinham tocar e ouvir música de jazz importada dos EUA. Os moradores que tinham mais discos eram: Zé Russo, os irmãos Louzada (Orlando e Osvaldo), Félix, Jaime Duque Estrada, os irmãos Paulo (Juarez e Heleno) e Nininho em Bangu. Na casa dos Louzadas existia um piano sem calda, um som mono de altíssima qualidade e uma discotena excepcional. Vinham músicos até de Copacabana para tocar nos finais de semana. No Studio do Zé Russo e do Osvaldo Louzada eles montavam e consertavam som e nos fundos da loja existia uma sala acústica onde os músicos ensaiavam e tocavam.JAZZ 05

Hoje com a facilidade que tem na Internet o acesso ao jazz tradicional e contemporâneo é muito fácil. Basta entrar numa ferramenta de busca e estará diante do músico de sua preferência, sem contar com o Deezer, Itunes e Jazz rádio que tem jazz para todos os gostos. Vale a pena resaltar que com todas estas facilidaes os músicos ouvem pouco e estudam também pouca música, acreditam mais no seu virtuosimo do que na técnica. É um mal que atinge a nossa sociedade que também não gosta de ler. Quem não lê, não ouve, não estuda e não pode ser um bom músico.

José Roberto Bertrami

Fez sucesso com a música Linha do Horizonte com o grupo Azumuth. Com mais de quarenta anos de carreira, lançou 27 trabalhos, entre LPs e CDs com este grupo. Em Portugal, teve quatro compactos duplos que foram lançados na época da Jovem Guarda.

Pela vendagem dos discos, recebeu vários prêmios e troféus importantes do cenário artístico brasileiro. Participou de vários programas de televisão no eixo RioSão Paulo. Além disso, foi muito aplaudido em shows realizados na Colômbia e no Paraguai. Viveu seus últimos anos de vida na cidade do Rio de Janeiro.

Azymuth é uma banda brasileira de diversas influências, formada em 1973 na cidade do Rio de Janeiro por três conhecidos músicos de estúdio que acompanharam diversos artistas de sucesso da música popular brasileira na década de 1970: José Roberto Bertrami, Alex Malheiros e Ivan Conti. Obtiveram moderado sucesso com sua carreira no Brasil até se mudarem para os Estados Unidos e iniciar uma carreira internacional longa, eclética e de sucesso durante os anos 80. Após problemas no início da década seguinte, voltam a boa forma a partir da segunda metade da década, impulsionados pelo estouro do Acid Jazz e um renovado interesse pelo seu trabalho, assinando com a gravadora inglesa Far Out Recordings. Em 2012, com a morte do tecladista Bertrami, o grupo continuou suas atividades com Fernando Moraes em seu lugar.

Suas músicas são majoritariamente instrumentais, variando desde o samba até o funk, numa espécie de jazz fusion, constituindo-se num estilo chamado pelos integrantes de “samba doido”.[1] [2] Seus principais sucessos são “Linha do Horizonte”, “Melô da Cuíca” e “Voo sobre o Horizonte” – no Brasil -, além do grande sucesso internacional “Jazz Carnival”.

Wikipedia.com

Victor Berttrami

Release: http://www.victorbertrami.com/#!release/c161y

 

Victor Bertrami é Baterista renomado no Rio de Janeiro, já tocou com grandes artistas da MPB e música instrumental como: João Nogueira, Leila Pinheiro, Elza Soares, João Donato, Danilo Caymmi, Toninho Horta, Leo Gandelman, entre outros. Nascido em família de músicos é filho do grande pianista, compositor e arranjador José Roberto Bertrami (1946-2012) líder do mitológico grupo brasileiro de jazz fusion e sambalanço; AZYMUTE, grupo que fez sucesso durante quatro décadas, apresentando-se em todo mundo.

Victor gravou ao vivo uma merecida homenagem a seu pai, que resultou no seu primeiro CD solo intitulado “Similar, a obra de José Roberto Bertrami”. O talentoso baterista capturou com perfeição o espírito das composições acertando no suingue, em tributo emocionante. O CD está sendo lançado pela Rob Digital e inclui composições consagradas do maestro como “Last Summer in Rio” e “Partido Alto 3”, grandes temas que ganharam novos arranjos e participações especiais de Robertinho Silva, Ney Conceição, Victor Biglione e Leonardo Amuedo.

Por Heleno Getúlio Paulo

Grupo Lata Doida se apresenta na COHAB

2015-03-01 17.54.30 Vinicio da Matta

Evento faz parte do circuito local experimental promovido pela ONG

A primeira edição do Circuito Local Experimental Funk + Lata Doida aconteceu no dia 1o de Março na Praça da COHAB, em Realengo.

O Circuito faz parte de um dos projetos do Grupo Cultural Lata Doida, que realiza trabalhos sócio-culturais e ambientais no bairro. O show é todo feito com instrumentos produzidos pelos próprios alunos na cede da ONG através de material reciclável. No repertório, funks já consagrados e músicas do álbum ‘’Experimental Funk Lata doida’’, gravado pelos alunos do projeto.

Um dos fundadores do Lata Doida, Vandré Nascimento, nos contou sobre a ONG, seu projeto paralelo, e as próximas edições do Circuito que acontecem nos dias 08 de Março no Largo do Ideal e 15 de Março no Espaço Cultural Viaduto de Realengo, a partir das 17 h.

Confira a entrevista:

Como surgiu a ONG Lata Doida?

O Lata Doida surgiu da união da arte com a sustentabilidade. Eu comecei a fazer uma oficina de música, mas não tinha recursos para comprar material e instrumentos. Então eu decidi usar material reciclável e produzir esses instrumentos, com a ajuda da minha mãe (Vania Nascimento)

que trabalhava com artesanatos e estudava gestão ambiental.

Há quanto tempo o Lata Doida existe?

Eu faço a oficina desde os meus 16 anos, hoje eu tenho 27. Mas a gente começou a se entender com um projeto, um grupo organizado cerca de Oito anos.

Quantas crianças são atendidas no projeto?

Hoje trabalhamos com 20 crianças e adolescentes, sem contar os outros projetos.

Que outros projetos são esses?

Temos o projeto ‘’Catando Ideias’’ que é um conjunto de ações que busca a sustentabilidade local através da coleta seletiva apoiando aos catadores.

Temos projetos com mulheres, fóruns, seminários e eventos que a gente faz periodicamente para desenvolver a sustentabilidade.

Vocês trabalham com doações de materiais recicláveis também. É difícil conseguir essas doações?

Sim. Temos ponto de coleta na Clinica da Família e nosso espaço. A gente conseguiu apoio de alguns editais, mas mesmo assim é muito difícil. Estamos há muito tempo caminhando sem recursos e agora começaram a chegar algumas coisas que ainda não suportam o projeto como um todo.

Como surgiu a ideia desse evento Circuito Experimental?

A ideia surgiu do fato de termos feito shows aqui em Realengo e outros lugares como nas Lonas Culturais, Cidade Das Artes e o Centro de Referencia da Musica Carioca, e com o apoio do edital da Secretaria Estadual de Cultura, escolhemos as praças, que são os lugares onde realmente os funkeiros estão, para poder trazer essa proposta alternativa e experimental de funk.

Os shows também contam com participações especiais. Quem são os convidados?

Hoje temos a participação do Originals Black Sound System, teremos no próximo a presença do Mc Kiko e no último dia, o Mc Leonardo, compositor do rap das armas e um dos grandes nomes do funk carioca.

Vocês lançaram um CD de funk. Como foi a experiência?

O show que estamos fazendo hoje faz parte desse projeto. O CD foi um divisor de águas, a partir daí muitas coisas começaram a acontecer, começamos a entender o nosso potencial e a capacidade de influenciar positivamente as pessoas através do funk.

E você também tem seu projeto paralelo que é a banda Brechó Brasil que está lançando um CD.

Qual a expectativa?

O CD está gravado há mais ou menos um ano, mas por questões pessoais e o envolvimento com o Lata Doida, não pudemos lançá­lo antes. Mas agora, no dia 25 de Abril no Espaço Cultural Arlindo Cruz, faremos o show de lançamento.

Existe alguma diferença entre os dois projetos?

A banda Brechó Brasil é diferente porque utiliza instrumentos convencionais, tem uma proposta autoral, mas não baseada no funk e sim nas referencias do mundo vasto e enorme que é MPB e isso fica bem claro em algumas faixas do disco.

E dá pra conciliar as duas coisas?

Com certeza. A Brechó Brasil se relaciona com o Lata Doida. Ambos têm essa proposta experimental, e são praticamente os mesmo integrantes com o acréscimo de mais algumas pessoas.

Quais os planos para o Lata Doida e para Brechó Brasil daqui pra frente?

O Plano é ser auto­sustentável, ter recursos, tempo para poder acontecer os projetos, nos estruturar, crescer e desenvolver melhor as ideias.

Vinicio da Matta

Estudante do 7o período de Jornalismo

Editor e colaborar do sambahblog

http://sambahblog.blogspot.com.br/)

Blog voltado para notícias de Samba e Carnaval.

Entrevista com Bruno Pereira Voghoan, administrador da sub-sede Piraquara, vertente norte do Parque Pedra Branca.

UB 047

Administrador Sr: Bruno

Bruno Pereira Voghoan, administrador da sub-sede Piraquara, vertente norte do Parque Pedra Branca.

 

RP: Quais atrações que a sub-sede oferece aos visitantes?

BV: Temos o Aqueduto que liga o Guandu até o Jardim Botânico, na Zona Sul, que tem três pontos visíveis: Viegas, aqui na sub-sede Piraquara, e na Estrada do Catonho. Por cima dele, quando o tempo está aberto é possível ver o Dedo de Deus, abaixo dele temos a parede de escalada artificial onde é possível fazer rapel. Temos duas piscinas naturais que agora por falta d’água, estão quase não existindo, já que estão com a vazão bem diminuída devido à falta de chuvas. Temos o parquinho para crianças com alguns brinquedos e as trilhas que existem no parque todo, Aqui temos três principais trilhas principais. Temos o livro de trilhas, e as pessoas podem procurar os guardas parques para fazê-las.

RP: Como é feita a segurança no Parque?

BV: Especificamente temos a Polícia Ambiental e o grupo de guardas parques. Melhorou bastante com a vinda da Polícia Ambiental, reduzindo muito o consumo de drogas, que era relatado por moradores antes da reabertura do parque.

RP: Nossa reportagem viu resíduo (lixo) que polui o parque. Existe algum trabalho de conscientização para os frequentadores?

BV: Temos placas indicativas para atitudes que não gostaríamos de ter aqui no Parque. O principal para nós é não colocar fogo. Não fazer churrasco, acender vela. O trabalho também dos guardas parques que procuram alertar sobre tudo para lixo e não permitimos garrafas de vidros ou animais domésticos que são proibidos em todo o parque e não somente na sub-sede Piraquara.

RP: O acesso ao parque é difícil, sem uma linha regular de transporte público. Qual o porquê de não se poder adentrar o parque de automóvel?

BV:  É uma determinação antiga até por não ter espaço físico para estacionamento. O que acontece desde 2 anos atrás é um movimento de 800 pessoas, e no sábado ou domingo cerca de 1000, não havendo espaço para todos. A autorização é para pessoas com restrições de locomoção. Nossa entrada de 450 metros faz parte da caminhada. Houve caso até de a ambulância da Samu teve dificuldade de entrar devido a carros estacionados na entrada do parque.

RP: E bicicletas porque são proibidas?

BV: Não. Bicicletas são permitidas sim e o parque tem um Bicicletário. A proibição quanto a bicicletas é somente nas trilhas para evitar a degradação das mesmas.

RP: Quais são os maiores problemas quanto a depredações que acontecem no parque?

BV: As maiores degradações são as pichações e os atos de vandalismo como a depredação de torneiras e ouros equipamentos do parque.

RP: Por ser uma área verde, vocês sofrem com focos de incêndios, nos fale sobre isso?

BV: Os focos de incêndio aconteciam de junho a setembro, hoje com as mudanças na natureza e a diminuição das chuvas e estamos indo para segundo ano com focos de incêndio nos meses janeiro e fevereiro numa época que sempre foi de chuva e quase não tínhamos incêndios. Praticamente estamos tendo um ano de focos de incêndio.  E este vertente norte, aonde as nuvens de chuvas não chegam, param na outra vertente, sendo a vertente norte mais quente e mais seca. O combate ao incêndio é cansativo e o acesso ao foco de incêndio também é cansativo, pois levamos um saco postal com 20 litros e mais o abafador. Acontece muito incêndio criminoso, sendo que balão diminuiu bastante, a maioria dos focos hoje em dia é resultante da queima de lixo ou de solo, para troca de plantação.

RP: E quanto a invasões a área do parque tem ocorrido?

BV: Não só nesta área da sub-sede como na área do parque todo, temos pontos específicos como Vargem Grande, Rio da Prata, aqui em Realengo tem acontecido bastante e recentemente tivemos na Boiúna, que teve repercussão na imprensa.

O Administrador Bruno Vogan nos informou que depois do Carnaval haverá obras, que já estão em andamento em Camorim, com várias reformas na sede e nos equipamentos do Parque.