CRIME AMBIENTAL CONTRA PALMEIRA CENTENÁRIA.

CRIME AMBIENTAL CONTRA PALMEIRA CENTENÁRIA.

É com muito pesar que comunicamos a morte desta Palmeira, que por muitos e muitos anos ornamentou a entrada da Fabrica de Cartuchos e resistiu bravamente ao abandono sem cuidados algum, somente com a própria natureza lhe dando sustendo… Mas a mão do homem teima em destruir o que Deus criou e cuida silenciosamente.

Antes  e Depois de sufocada por entulhos.

Antes e Depois de sufocada por entulhos.

Em menos de um ano como essas fotos retratam, o despejo de entulhos promovido pela empresa Foz Águas 5, que transfere para o local montanhas de entulho excedente que retira das ruas do bairro, onde vem implantando a rede de esgoto e põe na calçada da antiga Fabrica de Cartuchos, este procedimento sufocou a planta na raiz, causando sua morte.

E o que se vê agora é que somente uma vai resistindo bravamente aos maus-tratos promovidos pelo homem, infelizmente não se sabe até quando ela vai sobreviver.

Rua Pedro Gomes, onde ainda resistem a ação do homen.

Rua Pedro Gomes, onde ainda resistem a ação do homen.

Obs: Tanto na frente quanto nos fundos, duas dessas Palmeiras foram plantadas e segundo dizem historiadores, elas serviam como marco natural para o caminho da Família Imperial, e as do fundo seriam uma marcação de rota alternativa, para que a diligência desviassem de possíveis ataques sem perder o rumo.

ppalmeiras_9479

Entulhos sufocaram estas palmeiras Imperiais.

Obs: Este local atualmente é alvo de uma briga entre uma Fundação Habitacional (ligada ao Exército) leia-se POUPEX e o Movimento Popular “ O Realengo Que Queremos” ,que reivindica para o local a implantação de um parque Ecológico, já chamado de Parque Realengo Verde. Como esta briga já se encontra na justiça, roguemos aos céus que a decisão seja para o povo, que não tem opções de  lazer, nem local apropriado para caminhar, correr etc.

Local: Rua professor Carlos Wenceslau, em frente a Antiga Fabrica de Cartuchos. (atrás da igreja Nossa Senhora da Conceição)

‪#‎fozaguas5 ‪#‎parquederealengoverde   (obs: Parcialmente resolvido, pois não jogam mais entulhos nelas…mas ressuscitar impossível)

Luiz Fortes morador da rua do Imperador, lado Sul – Criador e administrador do blog Pró-Realengo

PARQUE VERDE: UM SONHO POSSÍVEL

parque verde 01

De um lado uma área de 142 mil metros quadrados e de outro uma população carente de opções de lazer. Na Rua Prof. Venceslau, um quarteirão inteiro baldio há mais de 40 anos, cravado no centro de Realengo, representa um novo sonho para os moradores do bairro. O movimento Realengo Que Queremos levanta a bandeira de ocupação desta área com o intuito de satisfazer a maior das necessidades desta população, com a criação do Parque Verde.

parque verde 05

Um primeiro lote do terreno já teve a ocupação que modificou o local. O movimento “Pró-escola Técnica de Realengo” lutou para que lá fosse construída uma unidade de escola técnica. Após uma luta de mais 21 anos, este movimento teve êxito e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Lei 11.892, de 29 de Dezembro de 2008, criando o IFRJ.

O IFRJ ocupa uma área de 22 mil metros quadrados dos 142 mil metros quadrados e a luta desse novo movimento é para que o restante do terreno seja ocupado de acordo com a vontade dos moradores do bairro. O movimento partiu de uma pesquisa realizada pela Pastoral de Meio Ambiente da Paróquia Divino Espírito Santo, onde dentre as opções como saúde, segurança, educação e lazer, esta última acabou saindo vencedora, para a surpresa dos organizadores.

Integrantes da pastoral e antigos líderes locais então se organizaram no Movimento Realengo Que Queremos, para que este terreno baldio da antiga fábrica de cartuchos, desativado desde 1984 possa servir à população com equipamentos de lazer e cultura.

parque verde 04

A união do espaço e do anseio da população torna o sonho possível na visão de integrantes do movimento e a área poderá abrigar equipamentos de educação como a extensão do IFRJ com mais um curso, que é o de educação física. Além disto, também haveria na área um campus da UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) e o Instituto do Coração, cumprindo a finalidade do terreno que é de ser ocupados por unidades educacionais.

No parque também haveria diversos equipamentos de cultura como teatro, espaços culturais, oficinas de teatro, Museu da Fábrica, Nave do Conhecimento, biblioteca e conservatório de música. O projeto comtempla espaços de lazer como ciclovias, pistas de caminhada, pistas de skate, campos de futebol, parquinho, quiosques e até uma academia da terceira idade.

No projeto existe ainda a preocupação com os espaços verdes do terreno, que solicita manutenção da área verde, jardins, revegetação e projetos sustentáveis (compostagem).

parque verde 03

Os avanços do movimento “Realengo Que Queremos” passam pela conscientização da população de Realengo, para evitar que outras finalidades sejam dadas a área. O grupo tem como uma grande vitória a criação da lei nº 4840/2008 de 02/04/2008; esta lei dispõe sobre a utilização específica da Área 3, das instalações antiga Fábrica de Cartuchos do Exército, na AP. 5.1, Realengo, e dá outras providências. Ela é proveniente de um projeto de lei nº 1236/2007, de autoria do Senhor Vereador Rubens Andrade. Outra preocupação dos integrantes do movimento é garantir a preservação do verde evitando o derrubar de árvores, como aconteceu com a implantação do IFRJ. O grupo tem como uma das reivindicações a recuperação de um marco da antiga fábrica de cartucho que é a fonte de água que havia no terreno.

realengo que queremos