Entrevista com Lutier

Entrevista com lutier

REP: Realengo em pauta descobriu que em Realengo tem um lutier, e eu queria que você primeiro explicasse para as pessoas qual o seu trabalho como lutier?

LUTIER: Existem vários tipos de lutier, existe o lutier que trabalha com instrumento de madeira e existe o lutier que trabalha com instrumento de metal, e existe aquele que trabalha com madeira mas não faz cavaco nem violão só faz contrabaixo, guitarra que é um instrumento um pouco mais diferenciado na maneira de se construir. Eu trabalho só fazendo cavaquinho, violão e banjo, também sei fazer os outros instrumentos, mas não é legal. A forma que eu trabalho na luteria é só com instrumentos de madeira em construção, a forma que eu trabalho é todo artesanal, eu uso muito pouca maquinário, apesar de eu ter hoje em dia, mas uso muito pouco, as vezes  até a lixadeira ,quando eu me pego eu estou lixando na mão porque  quem me ensinou me ensinou tudo na mão, agente costumava dizer que ele fazia instrumento no dente. Quando eu comecei a conhecer realmente como é que se constrói um cavaco com agilidade eu fiquei até perdido, porque eu conheci uns lutieres que são mega profissionais  os caras são de excelência e vi que a forma que eles construíam e montavam o cavaquinho era totalmente diferente ai eu pensei assim: realmente eu estou  precisando me aperfeiçoar mais. Foi isso até que me qualificou um pouco a mais de que algum, não estou dizendo melhor, me qualificou só um pouco a mais porque eu consigo trabalhar dês da forma antiga, alguns falam dessa forma pré-históricos, como da forma mais moderna. Existem duas formas de construir um cavaquinho, o método contemporâneo e o método espanhol, eu sei fabricar das duas formas. Eu conheço lutieres que tem vinte, vinte cinco anos que não sabem fabricar da forma que eu fabrico.

REP: Além de fazer a construção do instrumento o lutier também faz concertos, aprimoramentos em algum instrumento ou só mesmo a construção e a finalização do instrumento?

LUTIER: Não. Existe o lutier que trabalha só com a fabricação, não gosta de pegar concerto por que realmente você trabalhar com a fabricação e com o concerto da uma dor de cabeça tremenda, porque o tempo que você pode proporcionar para fazer um cavaquinho você não vai ter o tempo necessário porque você tem  que se dedicar aos concertos ,então acaba atrasando  as fabricações ou atrasando os concertos mas o lutier sim ele sabe concertar, nó entendemos a mecânica como é que se constrói então quando da algum defeito no instrumento agente sabe o que tem de fazer ,então agente também trabalha, no meu caso com reforma e construção; porém existe um rapaz que se chama Gerson que trabalha comigo aqui realizando só os concertos.

REP: A sua demanda principal vem da onde? Vem de músicos da região, vem de músicos de outros lugares, é mais focado no violão, cavaquinho ou no banjo?

LUTIER: quando eu falo que tenho só um ano e dois meses de profissão as pessoas não acreditam; mas quando eu comecei há um ano atrás eu só fazia concerto, porque eu trabalhei com Valtão que foi meu mentor, foi um excelente  professor ,infelizmente já faleceu ,mas quando eu trabalhei com Valter eu fazia muito concerto , então o pessoal que me procurava era o pessoal aqui da região, quando comecei a divulgar no faca book na internet o pessoas de outras cidades começaram a me procurar, então exigiu um aprimoramento maior meu, quando eu fui ver eu já estava fazendo concerto e fabricando.

REP: E hoje em dia, você fabrica mais ou concerta mais?

LUTIER: Hoje em dia eu Luiz Carlos só fabrico mas tem o rapaz que concerta, o cliente que quiser vir pra reparar agente vai fazer, mas vai ser outro lutier que vai fazer ,que também é um excelente lutier .

REP: Você falo que esta desenvolvendo essa habilidade há um ano e pouco, você tem outra história. Da onde vem essa outra história do Luiz Carlos?

LUTIER: E porque eu era lutador de MMA profissional aproximadamente por dez anos, viajava, eu não trabalhava eu só lutava vivia realmente da luta, só que há dez anos era realmente muito difícil a vida de lutador de MMA, então eu consegui comprar uma moto de um amigo meu e comecei a trabalhar de moto taxi, então eu conciliava o moto taxi com o MMA, na minha ultima luta eu quebrei a mão e passei uma grande dificuldade fiquei três meses passando fome com duas crianças, graças a DEUS pros meus filhos não faltou nada mas o noite agente queria comer algo eu e a minha esposa  agente não tinha; é a quem eu devo muita coisa a minha esposa , sem ela eu acho que  hoje não estaria onde estou, abaixo de DEUS, lógico, então eu trabalhando no moto-táxi e do nada dentro da igreja, saída igreja e falei: vou vender a moto, vou vender batata. Vendi a moto e comecei a vender batata no meu portão, também não deu muito certo, nem pelo movimento, eu necessitava de comprar batata no Ceasa e não tinha carro, ai eu desisti da batata e comecei a procurar emprego novamente e estava afastado da luta por que tinha a lesão na mão, ai eu me lembrei do Valtão, comecei a ir na casa do Valtão, eu tinha deixado um cavaquinho meu lá com ele, pra ver quanto é que ele me cobrava  pra concertar e saber se o cavaquinho ainda existia lá, graças a DEUS ainda existia, ai eu comecei indo La já existia outro lutier com ele  Antônio que é um bom lutier perguntou pra mim se eu queria trabalhar com ele me ofereceu um salário, poxa!! Muito bom. Eu, desempregado, passando uma grande dificuldade, escutei um bom salário, fui; mas foi só ilusão, acabou que ele não teve condições eu nem cheguei a trabalhar com ele; seu Valter viu que eu era um cara dedicado, empenhado e me chama pra trabalhar, foi aonde as coisas começaram a caminhar para o mundo da luteria e onde as coisas começaram aclare ar pra mim graças a DEUS, ai eu fiquei trabalhando com seu Valter aprendendo por uns três, quatro meses, na época seu Valter  estava com uma cirurgia, se internou durante um mês e meio , voltei a passar um pouco de dificuldades porque eu trabalhava na oficina dele ,eu não tinha nada. Conheci outro rapaz que queria abrir uma luteria e “fechei” com ele essa luteria, só que ele não vinha trabalhar, só eu que trabalhava ai eu fiquei muito chateado, e falei que não quero mais nada, quero desfazer tudo, ai ele falou: você me compra isso ai. Comprei com todo maquinário, tudo com dinheiro da lutieria. O que eu quero explicar é o seguinte: Eu era lutador, de lutador fui pra moto taxista, de moto taxista, vendi bata, depois eu fui pra lutieria, a lutieria também deu uma queda, e com o dinheiro da lutieria hoje eu consegui pagar meus maquinários todos, comprei mais maquinário, tenho a minha loja, depois que sai do Valter comecei a trabalhar na garagem de minha sogra, o chão era todo de barro  vazava água por baixo –só JESUS na causa- Sai de La e consegui alugar aqui onde estou, e estou ai até hoje graças a DEUS. Tudo que eu tenho hoje em dia eu agradeço a DEUS e a, tudo, tudo que eu tenho, e se DEUS quiser ainda hão de vir mais coisas. E hoje em dia eu mando cavaquinho pra Rio Grande do Sul, São Paulo. Estou mandando um  agora pra Bahia, tem um rapaz que viaja pra Santa Catarina que é meu cliente também, graça a DEUS, tem até um musico famoso gospel  Juninho do Banjo eu estou fazendo um instrumento pra ele. Hoje em dia eu não tenho que reclamar mais, só trabalhar bastante.

 

200 anos de Realengo / 200 motivos pra te amar.

Para comemorar o aniversário dos 200 anos de Realengo a sociedade civil organizada se esforça para dar um presente a altura que o bairro merece, listamos aqui algumas delas que inclusive já começaram, e que terá seu ponto alto no dia 20 de Novembro na praça padre Miguel.200anos olharemmovimento

# Mostra Fotográfica

Reprodução

Desde sexta-feira, dia 13 de Novembro até o dia 20 os moradores podem  visitar a exposição:  Olhar em Movimento com fotos tiradas durante a caminhada pelos pontos históricos do bairro.

Local: Biblioteca digital do Colégio Pedro II – Rua Bernardo de Vasconcelos esquina com rua Dr. Lessa.

Confira a programação na página: https://www.facebook.com/circuitoitinerantedepoesia/?fref=ts

 

# CIRCUITO ITINERANTE DE POESIA

Dentro das celebrações dos 200 anos de Realengo o Circuito Itinerante de Poesia em parceria com a Universidade Castelo Branco promove mesas temáticas com foco na poesia. bethcircuito4Será no teatro da Universidade Castelo Branco – Campus Realengo. A entrada é franca. #Realengo200anos

TEMAS:
1-POESIA ENCENA – O PAPEL DA POESIA NA ESCOLA
DIA: 17/11 – 18h
PALESTRANTE: Beth Araujo ( Atriz, Arte Educadora)
CONVIDADOS: Profª Petronilha Alice Almeida Meirelles
Profª Leila Bicudo – Profº Gustavo Pinto, Profª Mônica Martins,
Profª Martha Nogueira – Diretora da Escola M. Corsino do Amarante

– RELAÇÕES RACIAIS NO ESPAÇO ESCOLAR – POESIA DE SOLANO TRINDADE – APRESENTANDO: SOLO PARA SOLANO – ATOR : CARLOS MAIA
Dia: 17/11 – 19h
PALESTRANTE: Profº Esp.Gustavo Pinto Alves da Silva (Pedagogia/História)
Convidados: Profª. Esp. Elisa Simoni da Silva ( Letras/ Jornalismo)

# A FESTA PELOS 200 ANOS na Praça Padre Miguel.

09 hs Abertura com a Banda Sinfônica da 9ª Brigada de Infantaria do Exército Brasileiro.

200anos programa

– Passeio ciclístico ( concentração na Universidade Castelo Branco ) prevista uma volta na antiga Fabrica de Cartuchos, em apoio ao Movimento: “O Realengo que Queremos” – que reivindica a implantação do PARQUE DE REALENGO VERDE, no local.

-Tradicional Ferinha de Artesanato, marca presença.

– A partir das 13hs – Exposição de Carros Antigos com o Grupo West Volks,

Bate-Bolas – Exposição da Fantasia Campêa que homenageou o bairro no Carnaval deste ano, idealizada pelo Grupo União de Realengo,

– 16hs Flash Mob organizado pela companhia “In Off” seguida de Inúmeras atrações de dança de diversas companhias de Realengo e adjacências,

 SARAU em Terras Realengas? 

O COLETIVO ARTÍSTICO-CULTURAL MARIA REALENGA

200anos Sarau3Organizará o Sarau Cultural “ A Praça é Nossa”. Com a presença de inúmeras atrações artísticas-culturais de nosso bairro.

Com a parte musical sendo coordenada por Alex Nistaldo (Misturando o Som)

Escritores de Realengo estarão apresentando seus trabalhos, e outros de fora mas que registraram nosso bairro muito bem em seus livros.

 

Desde março estamos falando neste evento, lamentavelmente não está sendo feito como sonhado, pois a falta de cooperação dos órgãos oficiais para com a sociedade civil organizada é uma coisa lamentável, uma insignificante colaboração de empresários, onde os pequenos prontamente se prontificaram a ajudar.

 Dentro da programação teremos ainda, cinema na praça! 200anos Cinegrada

A festa é nossa! A praça é nossa! Não estaremos aqui nos 300 anos, portanto vamos fazer bonito para inspirar os que organizarão a próxima!

Pró-Realengo informa: Venha e traga a família, recomendamos sua cadeira de praia, não haverá barracas com comes e bebes, somente o comercio local estará disponível, se for de seu agrado, um piquenique particular com isopor é uma boa opção, afinal somos suburbanos.

#realengo200anos  #midiasdazonaoeste

 

Justa homenagem aos Anjos de Realengo, mas o local gera controvérsias.

EXCLUSIVOO Jornal Realengo em Pauta e o Blog Pró-Realengo ouviram as mães, os moradores e o poder publico .

As mães pediram a prefeitura esta homenagem através da Associação de pais dos Anjos e a homenagem será inaugurada no dia 20 de setembro (domingo)  as 09 horas da manhã, atrás da Escola Municipal Tasso da Silveira, na praça agora chamada “Anjos da Paz” , esquina das ruas Jornalista Marques Lisboa e Almirante Clemente Pinto.

anjos vizinhos contra anjos estatua 2 anjos praça Anjos

De um lado a Associação sugere uma homenagem, do outro a prefeitura abraça a ideia, e no meio disso tudo o local não foi unanimidade entre nenhuma das partes. nem mesmo dos vizinhos que acham que a prefeitura deveria olhar para o local anteriormente, só lembrou desta praça agora.

Adriana Silveira, presidente da Associação dos Anjos de Realengo, nos faz um relato destes quatro anos de saudade junto com outras mães e parentes, a respeito da luta das mães dos Anjos de Realengo.

É uma luta desigual, mas a luta continua e contamos com o apoio da população que sempre esteve ao nosso lado, e continua mandando uma palavra de conforto uma palavra de carinho e isso tudo nos ajuda a se manter e pé, pois vivemos de altos e baixos e quando uma mãe está mais fraquinha vem outra e ajuda e vice e versa.

Hoje lutamos não mais pelos nossos filhos, mas pelos filhos de nossos amigos e vizinhos por todas as crianças de nosso país. Queremos o direito de botar nossos filhos dentro da escola e ter a certeza de que vamos voltar e pegá-los com vida, pois a situação da segurança das escolas está precária, os vigias e porteiros já foram retirados, ficaram durante três anos e agora todos já foram mandados embora, ou seja foi uma solução temporária.

A Homenagem aos Anjos, em forma de estátua.

anjos estatua 1

E nós estamos pra receber uma homenagem em forma de estátua em tamanho real aqui em Realengo, e já que Realengo está pra fazer 200 anos, que possamos receber este presente, em uma praça digna, uma praça legal, onde nossas crianças possam ir, brincar com segurança. Mas estamos sem local definido, optamos pela Praça Piraquara que é uma praça de fácil acesso a tudo, é bem visível enfim, mas estamos enfrentando o dilema que a nossa prefeitura se recusa a cobrir parte do Rio Piraquara (atualmente o rio a divide). Assim ficaria uma praça única e mais segura, como já foi feito em outro rio no mesmo bairro, portanto é viável; juntamente com uma reforma, pois como hoje está nem podemos chamar de praça e sim logradouro público, tanto as crianças quanto os 200 anos do bairro merecem uma nova praça.

Hoje a gente pede isso à prefeitura do Rio de janeiro, ou mesmo que a iniciativa privada abrace esta causa e adote a praça fazendo as reformas necessárias. E as empresas poderiam se valer de incentivos fiscais.

O Jornal Realengo em Pauta (JRP) e o blog Pró-Realengo (BPR), a convite da presidente da Associação de Pais e Amigos dos Anjos,  Srª. Adriana Silveira encontrou-se com o Chefe de Gabinete do Prefeito, Luiz Henrique David de Sanson, onde foi sugerido que uma pequena parte da Praça Piraquara fosse feita uma cobertura do Rio como foi feito no Rio Catarino, na Rua Luiza Barata, que em sua quase total extensão da rua ele é coberto e constam alguns mobiliários urbanos sobre o mesmo.

No dia 5 de março de 2015 em plena Praça Piraquara,  conversamos com o Sr. David.

anjos praça Reunião Piraquara 2 anjos praça Reunião Piraquara 3 anjos praça Reunião Piraquara

Quando chegamos, o Sr. David já estava conversando com a Srª. Adriana e outras mães.

-A Prefeitura está fazendo 70 Clinicas da Família, 130 escolas, a gente tá fazendo Transolímpica, Transoeste, tem Olimpíada, a gente está num momento de gestão… é complicado não faz sentido nenhum, cobrir um rio pra fazer uma praça dos sonhos, fazer uma praça “Maravilhosa”.

Adriana- interveio : Fazer uma praça decente…

Sr. David: A praça vai ser decente…não há a menor hipótese de se cobrir um rio…Pô, Adriana na boa, cobrir o rio pra fazer uma praça dos sonhos, uma praça maravilhosa, já tenho falando isso a um bom tempo com vocês…

Neste momento o administrador do blog Pró-Realengo, convidado pelos anjos de Realengo, dirigiu a palavra ao Sr. David, com o celular em punho, e este lhe perguntou: “Tá Gravando ? Então me avisa quando estiver me gravando?”

Neste momento o Sr. (Luiz Fortes), representando o Pro Realengo e o Jornal Realengo em Pauta, confirmou: “estou gravando, comecei agora a pouco, quer que eu apague, e recomece?”

Nós somos do blog Pró-Realengo, e do Jornal Realengo em Pauta, e a gente faz uma cobertura aqui no bairro. Ecoando as Reivindicações dos moradores e não é a nossa palavra, é sim os que os moradores externam.

RP/PR:  Praça Piraquara – Então hoje em dia nós temos duas meias praças, por que o rio corta ela ao meio, então não temos praça nenhuma e sim duas meias praças, as reivindicações delas nós achamos interessante, e vimos que isso já foi feito lá no Rio Catarino, na Rua Luiza Barata onde o rio foi transferido para a rua, pois originalmente o rio era na Rua Helianto [neste momento ele chamou um assessor chamado João e se desculpou pois infelizmente tinha que chamar quem conhecesse; [repetimos para que entendesse a conversa]

E vimos que isso já foi feito, foi mudado o curso para ele vir para a Rua Luiza Barata, e lá ele foi parcialmente coberto, passa carro de um lado, passa carro de outro e na parte central onde passa o rio atualmente, está canalizado bonitinho com alguns brinquedos, algumas partes de caixa e visita, que tinha grade (passei antes de vir para cá e constatei que sumiram. Roubado?)

O Sr. João interveio e explicou que o rio passava na verdade nos fundos das casas e a Rio Águas aprovou o desvio do rio…

Sr. David complementou: Só para te falar Luiz, não é inviabilidade técnica é demanda de recursos, então assim só para gente entender. Essa explicação toda, dada por você é pra poder mostrar pra gente que seria viável fazer uma coisa similar que foi feita lá atrás , isso é ponto pacífico a gente tem essa clareza, agora aqui agora o que não podemos permitir é que se crie a expectativa de se fazer uma cobertura do rio pra você unificar a praça é um projeto maravilhoso.

anjos rio catarino 2anjos rio catarino

Mas que hoje nós não temos condição de fazer isso.

Não é viabilidade técnica obviamente, teria de se fazer um estudo ambiental, pra poder saber…Estou aqui tomando frente sem saber se poderia ser feito ou não. Eu acredito que não teria obstáculo, que no caso e a demanda de recursos, e o que eu estou entendendo, o pleito aqui não é só da Associação Anjos de Realengo, é um pleito também dos moradores que se faça uma praça unificada, e o que eu estou colocando enquanto Poder Público, aqui é o seguinte, a gente tá fazendo uma série de investimentos na cidade, então tá num período de contenção de gastos mesmo.

Então se você me perguntasse. Ah David, quanto custaria pra fazer a cobertura do rio?

Não é uma intervenção simples, a gente não vai chegar aqui e unificar as duas praças, é uma obra pesada que vai demandar recursos, há uma expectativa enorme com isso e ao mesmo tempo se cria uma frustação a gente fala que não vai fazer, e não necessariamente o fechamento do rio é determinante para se ter uma praça bem feita.

A gente pode fazer um belo projeto, uma bela reforma unificando as duas praças. A ponte está muito feia? Beleza! A gente faz uma melhora nessa ponte, não significará que a gente precisa cobrir o rio. Só acontecerá um projeto bacana se a gente cobrir o rio? Não, não é verdade!

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RP/PR: Nesse momento intervimos dizendo que não era cobrir o rio e sim parte dele no máximo 30 metros.

David: É cobrir o rio…

RP/PR: Para nós, cobrir o rio é cobrir o rio todo, estamos falando de uma pequena parte da praça, só na parte central dela. E você está falando que não tem recurso da Rio Águas?

David: Não é questão de não ter recurso. Recurso a prefeitura tem, só que a gente é gestor, então é assim… Não estou falando que a prefeitura não tem dinheiro pra fazer essa obra, obviamente tem!

Agora você tem o orçamento familiar, você controla ele, dentro das suas prioridades.

RP/PR: Nós íamos contestar que na Praça Guilherme da Silveira (Bangu), estão construindo uma pista de Skate de Zona Sul, o projeto é o mesmo projeto da Zona Sul, maravilhoso diga-se de passagem, mas é a Secretaria de Esporte.

David: Que bom que está acontecendo um investimento desses, com padrão Zona Sul aqui na Zona Oeste. A gente tá fazendo licitação de 60 clínicas da família, 70% ou 80% delas ficarão aqui na Zona Oeste.

RP/PR: É onde vocês  tem mais votos!

David: Não é questão de mais votos. Voto é consequência, ele não é causa. A verdade é que tínhamos uma Zona Oeste abandonada e é a população da cidade do Rio de janeiro, que mais precisa  de atenção. Na Zona Sul, só precisa de manutenção ela está toda pronta.

A nossa proposta aqui como Prefeitura é fazer uma reforma legal na praça, entregar uma praça a população a comunidade. Agora sem essa cobertura do rio. Temos de jogar com a verdade, pois não vou ficar criando expectativas que a gente não vai conseguir corresponder.

Adriana Silveira: Qual é a proposta?

David: Gente uma reforma na praça e a implantação do monumento. Se não atende, a gente busca uma outra alternativa de uma praça na região. Simples.

anjos parentes 3 anjos parentesanjos parentes 2

Adriana Silveira: Não é a Associação, é a população. Não tem praça para as crianças, não tem um lugar legal pra ficar, aqui seria o ponto que  todo mundo viria.

David: Adriana, Adriana … Concordo e a praça vai existir a partir da reforma.

Tem um projeto? (Perguntou outra mãe que estava presente.)

 David: A gente elabora um projeto. É isso que a gente vai discutir agora excluindo de qualquer discussão a cobertura do rio. Ah, vamos botar uma ATI (Academia da Terceira Idade), vamos botar um Play Ground, vamos botar um balanço, vamos fazer isso, vamos fazer aquilo. A gente abre para uma discussão. Agora cabe a nós enquanto gestores é poder ter isso claro.

 

 


Vejam o vídeo com reclamações dos moradores das ruas próximas onde será colocada a homenagem. Eles são contra a escolha do local.

 


 

Independente desta polêmica toda, nós como midas voltado para o bairro e que sempre se preocupa em valorizar o bairro, vê com imenso orgulho receber obra de tão renomada artista, com prestigio internacional no ano em que o nosso bairro comemora 200 anos.

Cristina Motta  artista renomada internacionalmente é a autora da obra.

Cristina Motta- Autora da

Cristina Motta- Autora da obra

Artista plástica Christina Motta, criadora de diversas obras tais como as esculturas de Brigitte Bardot e dos pescadores no mar, em Búzios. Além disto tem trabalhos destacados, como a escultura de Juscelino Kubitschek, e a de Chico Mendes, em Rio Branco, Acre. Christina é referência no Brasil e no exterior. Tem trabalhos expostos em São Paulo (como o “Paulistano”, no Parque do Povo), na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Holanda, no Japão e em diversas cidades brasileiras. Na cidade do Rio, são suas criações as esculturas do Tom Jobim, Cazuza, Carmem Miranda e Tim Maia .

http://www.christinamotta.com.br

#realengo200anosreal engo200

 

 

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4 anos de saudades

Adriana Silveira, presidente da Associação dos Anjos de Realengo e mãe de Luiza Paula,
nos faz um relato destes quatro anos de saudade e da luta das mães dos Anjos de Realengo.

É uma luta desigual, mas a luta continua e contamos com o apoio da população que

sempre esteve ao nosso lado, e continua mandando uma palavra de conforto uma palavra
de carinho e isso tudo nos ajuda a se manter de pé, pois vivemos de altos e baixos e IMG_20150305_110422279_HDR IMG_20150305_110230760_HDRquando uma mãe está mais fraquinha vem outra e ajuda e vice e versa.

Hoje lutamos não mais pelos nossos filhos, mas pelos filhos
de nossos amigos e vizinhos por todas as crianças de nosso
país. Queremos o direito de botar nossos filhos dentro da
escola e ter a certeza de que vamos voltar e pegá-los com
vida, pois a situação da segurança das escolas está precária, os vigias e porteiros já foram
retirados, ficaram  durante três anos e agora todo já foram mandados embora,uma solução IMG_20150305_092851057_HDR IMG_20150305_092847251_HDR (1) IMG_9816temporária.

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 Homenagem aos Anjos.

E nós estamos pra receber uma homenagem em forma de estátua em tamanho real aqui em Realengo, e já que Realengo está pra fazer 200 anos, que possamos receber
este presente, em uma praça digna, uma praça legal, onde nossas crianças possam ir, brincar com segurança. Mas estamos sem local definido, optamos pela praça
Piraquara que é uma praça de fácil acesso a tudo, é bem visível enfim, mas estamos enfrentando o dilema que a nossa prefeitura se recusa a cobrir parte do Rio
Piraquara (atualmente o rio a divide). Assim ficaria uma praça única e mais segura, como já foi feito em outro rio no mesmo bairro, portanto é viável; juntamente com uma reforma, pois como hoje está nem podemos chamar de praça e sim logradouro público, tanto as
crianças quanto os 200 anos do bairro merecem uma nova praça.

PORTEIRAS DEMITIDAS PARTICIPAM DE MISSA DOS ANJOS

Conversamos com as porteiras Fátima Trota, Rosângela e Vilma Virgílio, que trabalharam na rede municipal de ensin, e que participaram da missa em memória dos anjos. Elas nos contaram que foram contratadas para trabalhar nas portarias logo após a tragédia da Escola Municipal Tasso de Oliveira. Passaram por um curso realizado na Guarda Municipal, que tinha cerca de 3 mil porteiros, e que passados 3 anos foram todos esses demitidos, ficando as portarias desguarnecidas e entregue a pessoas com desvio de função. Perguntam as porteiras como fica a segurança das escolas já que elas eram responsáveis pela entrada e saída, atendimento a estranhos, mantendo sempre os portões da escola trancados.

“Assim, as nossas crianças iam estudando com tranquilidade, os nossos diretores podiam trabalhar com tranquilidade. Os agentes educadores podiam ir para o serviço deles, que é circular pelas escolas e auxiliar os professores nos corredores. O secretário escolar podia ajudar o diretor na área administrativa, e a gente fica ali naquela parte.” – disse Vilma Virgílio, que trabalhou na Escola Municipal Ema Negrão de Lima, e indagou à secretária Helena Bomeny o porquê das porteiras não serem consideradas qualificadas, como teria afirmado a secretária, uma vez que passaram por curso realizado pela própria prefeitura. “O que será preciso acontecer? Uma nova tragédia?”

Abertura do Show

  Abertura do Show

Na abertura do Tributo apresentou-se um grupo denominado Projeto 1 Som, cujo líder, o baterista Jonatas Freitas, mencionou que a finalidade do seu trabalho era musicalizar a nosa área e incentivar a música instrumental. As três músicas apresentadas são de autoria do Jonatas, coisa difícil de acontecer já que os bateristas são músicos mais de base de JAZZ 10acompanhamento, no passado chamado de cozina (baixo, bateria, guitarra e teclado). No show parecia que os líderes não seguiram esta linha, pois a bateria ficou em evidência na frente do palco. No passado mesmo os bateristas líderes de grupos colocavam a bateria atrás dos sopros, junto com os demais instrumentos de acompanhamento. Hoje com toda tecnologia não vejo necessidade da bateria ficar na frente. Um som bem equalizado descarta de colocar a bateria em destaque.

As músicas apresentadas foram: A História, Flood e Destino como citei acima todas de autoria do Jonatas.

O Grupo formado por:  Jemuel Silva – Guitarra; Davi Henrique – baixo; Filipe Martins – teclado e Jonatas Freitas – bateria.

A globalização não poderia deixar de estar representada na música. Hoje qualquer música instrumental que tenha improvisação é denominada jazz. Havia uma preocupação no passado, mesmo no free jazz, que houvesse uma introdução no tema, geralmente um standard (música popular conhecida) ou uma música de autoria de músicos que fizeram grande sucesso, isto facilitava os iniciantes no jazz a assimilar melhor os improvisos. Não sou saudosista, mas creio que mesmo as feras como Eric Dolphy, Ornete Coleman e outros se preocupavam com isto, mesmo tocando free jazz. Rotular o jazz confunde o ouvinte iniciante e hoje existe pouca gente tocando o verdadeiro jazz. A nossa sociedade é obrigada a engolir o lixo divulgado nas nossas emissoras de rádio e televisão e, também, não têm o hábito de frequentar ambiente com esta modalidade de música, assim acredito que o grupo está no caminho certo.

Apresentação do Victor Bertrami

Conversei com ele antes do show e ele resolveu apresentar o grupo, inclusive os músicos. Vale a pena ressaltar a presença do baterista, cria da Zona Oeste, Robertinho Silva que veio abrilhantar ainda mais a apresentação do grupo. Segundo o líder do grupo as músicar apresentadas faziam parte do CD recentemente lançado com as participações especiais do Robertinho Silva, Ney Conceição, Vitor Biglione e Leonardo Amuedo.

Não poderia deixar de comentar a participação do saxofonista e co-produtor do evento Jefferson Rino com apenas 16 anos, capaz de encarar um desafio deste como um bom exemplo para nossa juventude.

Grupo Victor Bertrami – Bateria; Humberto Lescowitich – Baixo; Natam Gomirabelli – Guitarra e partipação especial de Robertinho Silva.JAZZ 09

Tributo a José Roberto Bertrami

Tributo a José Roberto Bertrami

JAZZ 01

Jamais poderia imaginar que pudesse ser criado um espaço cultural na Estação de Realengo, já que a Secretaria de Cultura passa longe da Zona Oeste. Fiquei gratificado por ser convidado para apresentação do Evento. Cria de Realengo, cheguei aqui com 1 ano de idade e saí com 26. Vivi a glória deste bairro. Aqui existiam vários espaços de lazer como clubes, praças, quadras de esporte, cinema e vários campos de futebol. Fico triste em chegar em Realengo e ver o descaso da prefeitura em melhorar o acesso à cultura e lazer.

Realengo foi o bairro em que existia mais jazófilos das Zona Norte e Rural (atual Zona Oeste) do Subúrbio da Central. Naquela época era muito difícil comprar discos e, também, a mídia já divulgava mais o lixo do que a qualidade, apesar de existir emissoras que JAZZ 02tinham programas de Jazz e Clássico para os mais exigentes ouvirem música de qualidade. O fato de Realengo ser o local onde tinham mais fãs de Jazz foi reconhecido pelos próprios músicos que vinham tocar e ouvir música de jazz importada dos EUA. Os moradores que tinham mais discos eram: Zé Russo, os irmãos Louzada (Orlando e Osvaldo), Félix, Jaime Duque Estrada, os irmãos Paulo (Juarez e Heleno) e Nininho em Bangu. Na casa dos Louzadas existia um piano sem calda, um som mono de altíssima qualidade e uma discotena excepcional. Vinham músicos até de Copacabana para tocar nos finais de semana. No Studio do Zé Russo e do Osvaldo Louzada eles montavam e consertavam som e nos fundos da loja existia uma sala acústica onde os músicos ensaiavam e tocavam.JAZZ 05

Hoje com a facilidade que tem na Internet o acesso ao jazz tradicional e contemporâneo é muito fácil. Basta entrar numa ferramenta de busca e estará diante do músico de sua preferência, sem contar com o Deezer, Itunes e Jazz rádio que tem jazz para todos os gostos. Vale a pena resaltar que com todas estas facilidaes os músicos ouvem pouco e estudam também pouca música, acreditam mais no seu virtuosimo do que na técnica. É um mal que atinge a nossa sociedade que também não gosta de ler. Quem não lê, não ouve, não estuda e não pode ser um bom músico.

José Roberto Bertrami

Fez sucesso com a música Linha do Horizonte com o grupo Azumuth. Com mais de quarenta anos de carreira, lançou 27 trabalhos, entre LPs e CDs com este grupo. Em Portugal, teve quatro compactos duplos que foram lançados na época da Jovem Guarda.

Pela vendagem dos discos, recebeu vários prêmios e troféus importantes do cenário artístico brasileiro. Participou de vários programas de televisão no eixo RioSão Paulo. Além disso, foi muito aplaudido em shows realizados na Colômbia e no Paraguai. Viveu seus últimos anos de vida na cidade do Rio de Janeiro.

Azymuth é uma banda brasileira de diversas influências, formada em 1973 na cidade do Rio de Janeiro por três conhecidos músicos de estúdio que acompanharam diversos artistas de sucesso da música popular brasileira na década de 1970: José Roberto Bertrami, Alex Malheiros e Ivan Conti. Obtiveram moderado sucesso com sua carreira no Brasil até se mudarem para os Estados Unidos e iniciar uma carreira internacional longa, eclética e de sucesso durante os anos 80. Após problemas no início da década seguinte, voltam a boa forma a partir da segunda metade da década, impulsionados pelo estouro do Acid Jazz e um renovado interesse pelo seu trabalho, assinando com a gravadora inglesa Far Out Recordings. Em 2012, com a morte do tecladista Bertrami, o grupo continuou suas atividades com Fernando Moraes em seu lugar.

Suas músicas são majoritariamente instrumentais, variando desde o samba até o funk, numa espécie de jazz fusion, constituindo-se num estilo chamado pelos integrantes de “samba doido”.[1] [2] Seus principais sucessos são “Linha do Horizonte”, “Melô da Cuíca” e “Voo sobre o Horizonte” – no Brasil -, além do grande sucesso internacional “Jazz Carnival”.

Wikipedia.com

Victor Berttrami

Release: http://www.victorbertrami.com/#!release/c161y

 

Victor Bertrami é Baterista renomado no Rio de Janeiro, já tocou com grandes artistas da MPB e música instrumental como: João Nogueira, Leila Pinheiro, Elza Soares, João Donato, Danilo Caymmi, Toninho Horta, Leo Gandelman, entre outros. Nascido em família de músicos é filho do grande pianista, compositor e arranjador José Roberto Bertrami (1946-2012) líder do mitológico grupo brasileiro de jazz fusion e sambalanço; AZYMUTE, grupo que fez sucesso durante quatro décadas, apresentando-se em todo mundo.

Victor gravou ao vivo uma merecida homenagem a seu pai, que resultou no seu primeiro CD solo intitulado “Similar, a obra de José Roberto Bertrami”. O talentoso baterista capturou com perfeição o espírito das composições acertando no suingue, em tributo emocionante. O CD está sendo lançado pela Rob Digital e inclui composições consagradas do maestro como “Last Summer in Rio” e “Partido Alto 3”, grandes temas que ganharam novos arranjos e participações especiais de Robertinho Silva, Ney Conceição, Victor Biglione e Leonardo Amuedo.

Por Heleno Getúlio Paulo

Estrada dos Teixeiras, um caminho viável até Jacarepaguá.

50 minutos caminhando sem pressa vamos de Realengo ao Boiúna”

 

Fica a dica de uma caminhada bem interessante.

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Sempre ouvimos falar que este caminho era praticável, mas agora comprovamos e ele existe há mais de meio século e as autoridades nunca colocaram em prática o seu uso, mas agora impõe uma via (Transolímpica) com tarifa de pedágio em perímetro urbano (discordamos totalmente desta cobrança).

A Aventura!

O grupo sócio cultural Maria Realengo organizou um passeio pela Serra do Jardim Novo na Estrada dos Teixeiras, com destino à Boiúna (sub-bairro de Jacarépagua). Adoramos a ideia, pois leitores anteriormente já tinham dado a dica que esta estrada é viável e bem cuidada, mas sinceramente desconhecíamos e sempre que perguntávamos um ou outro, as respostas eram parecidas ou desconheciam ou fazia GEDSC DIGITAL CAMERAtempos que não iam lá e tinham receio da violência ou o que se iria encontrar. Bom, para sabermos a verdade encaramos o desafio e nos preparamos para a empreitada, fizemos o registro fotográfico do local e contamos aqui a aventura.GEDSC DIGITAL CAMERA

 

Marcamos às 07h30min, mas alguns atrasos nos fizeram sair somente as 09:00 hs. Mas em 50 minutos chegamos à Taquara no ponto final do ônibus 761.

No início do caminho, que fica na Avenida Frederico Faulhaber, na junção da Manoel Nogueira de Sá, com Pirpirituba a Rua do Canal  atrás da Clínica da Família John Cribbin, área residencial bem simples. Motos e carros cruzam a via diversas vezes tanto subindo ou descendo. É um pouco estreita no começo, mas logo adiante ela fica mais larga e com trechos constantes de asfalto.

A impressão que se tem é que estamos em uma zona rural, com casas com quintais enormes e muitos animais como patos, galinhas, gansos e cabras livres nos terrenos com chácaras e roças tímidas em um ponto e outro encontramos córregos que surgem do meio das pedras e esquecemos que ainda estamos em Realengo.

Muitas casas simples e pequenos sítios ao longo do caminho volta e meia surge uma casa ou outra que ostenta certo conforto. Em algumas vezes no alto da serra, avistávamos bairros ao longe.

Depois muito verde ao por todos os lados, em um dado momento cruzamos com uma carroça que nos fazia lembrar ainda mais um lugarejo do interior realmente e um pouco mais adiante já na descida perguntamos a uma moradora que bairro era aquele,  esta foi rápida: Taquara.GEDSC DIGITAL CAMERA

E isso foi em menos de uma hora onde fomos curtindo, fotografando cantando, parando aqui ou acolá para apreciar algo.

Também encontramos lixo jogado nas encostas, indagamos algumas pessoas que afirmam que a Comlurb passa regularmente, e somente alguns moradores são realmente ignorantes.  Isso já no Bairro Boiúna avistamos o Hospital Santa Maria e vimos que a prefeitura está construindo um EDI (Espaço de Desenvolvimento Infantil) na Estrada dos Teixeiras.

Ai viramos à direita sobre uma ponte e fomos na direção do Lar Frei Luiz (não chegamos até lá, pois tomamos outro caminho).

Uma parada para um churrasquinho básico que foi preparado pelo Sidnei na Rua Pereiro, no bar Bicão de propriedade de Dona Célia… (que nos contou que todos domingo bem cedinho logo que ela abre, chegam dois senhores que caminham de Realengo, e param para molhar a palavra).

Energia Positiva.

Foi uma parada longa que terminou somente às 13h 47 min, onde ouvimos música, papeamos e descansamos para parte final… esta sim realmente de trilha (imaginem com a barriga cheia subir o morro novamente).

Foi um dia agradável e surpreendente, pois é muito prazeroso constatar que praticamente no quintal de nossa casa podemos estar em contato com a natureza e boa parte dela muito bem preservada. Não preciso descrever muito, pois as fotos falam por si. Em alguns locais constatamos que o replantio vem ocorrendo e em bem pouco tempo tudo vai estar GEDSC DIGITAL CAMERAnovamente reflorestado. Depois saímos numa trilha que sai atrás do Jardim da Saudade.

Atualizando. Esta publicação original foi feita no Blog Pró-Realengo em setembro de 2012 e sobre o asfalto é possível passar com tranquilidade com um carro alto, pois no trecho inicial ainda não asfaltado, existe trechos com certa dificuldade, mas superável. O caminho final da trilha não existe mais (saída atrás do Cemitério), pois com a Transolímpica, este trecho foi interditado.

PARABÉNS REALENGO PELOS 199 ANOS!

Hoje é festa no Real Engenho! Viva! O feriado nesta côrte é por outro motivo. Em memoria a Zumbi dos Palmares. mas comemoramos hoje mais um aniversário de nosso bairro. Este jornal foi fundado em 2011, mas seus fundadores e editores estão em terras realengas a mais de 4 décadas, vimos funcionar aqui o percursor do nosso jornal, A Voz de Realengo do jornalista Aloysio Fialho e  o sistema de som que anuncia as noticias da Voz de Realengo. Nestas décadas também no horário de missas de crianças nas nossas igrejas. A minha em especial marcada pelas missas de Realengo não podemos deixar de lembrar nossa Infância. Do grupo de escoteiros, escalados nas paroquias do bairro como a São Jose Operário, Nossa Senhora das Graças e Nossa Senhora da Conceição. Esta igreja faz parte de minha vida antes mesmo de eu nascer, pois foi lá que meus pais se casaram. Aliás, a igreja matriz trás outras lembranças de tempos áureos do bairro. Daqui saiu um padre virou nome de bairro por tudo que fez aqui, Monsenhor Miguel de Santa Maria Mochon, o Padre Miguel . Outro que se tornou Bispo mais recentemente, Dom Lessa. Lá tinha a maior diversão do bairro, o parque da boneca Eva. Tínhamos o cine-teatro Realengo. Tínhamos o futebol tanto no Realengo F.C e no Cruzeiro F.C além do CRIR onde matines de carnaval faziam a alegria dos foliões e as noites de baile de rua no Coletivo de Realengo. Não deixaria de citar a Fabrica de Cartuchos de Realengo e o esvaziamento com a transferência para Resende. Terrenos abandonados , mal aproveitados. Mas o povo se organizou num movimento chamado movimento Pro – Escola Técnica de Realengo. O fruto da luta de mais de 2 décadas está sendo colhido agora. O campus do Colégio Pedro II em Realengo e o campus do IFRJ revitalizam áreas antes sem uso. Nossa tristeza é uma noticia ruim que passou as fronteiras do nosso País, o massacre de Realengo. Queremos trazer notícias boas para o nosso bairro. Mas neste 20 de Novembro trazemos a tristeza de constatarmos que o aniversário do bairro passou em branco. Outrora tivemos a semana de Realengo aprovada pelo Ex-vereador Rubens Andrade no projeto de lei número 2138/2000. Percebemos que como o passar do tempo, não existiu um calendário oficial para esta semana, nem mesmo a Região Administrativa tem essa preocupação. Cobrimos uma iniciativa da Câmara Comunitária de Realengo que preocupou-se realizar um evento em 2011. A cultura aqui floresce nos Saraus em terras realengas e nas atividades de gente bamba como Maria Realenga e Lata Doida. Um bairro que é tão cobiçado nas eleições fica esquecido quando a apuração acaba. Mas um dia isso muda, temos Fé que sim. Parabéns, Realengo! Parabéns Real Engenho! Jamais seremos terras realengas no sentido pejorativo, pois a grandeza deste povo é imensa! Somos todos príncipes e princesas de uma linda côrte! Parabéns meu bairro querido!

MARCELO QUEIROZ – EDITOR DO REALENGOEMPAUTA

Marcelo Queiroz - Morador do Parque Real - lado sul

Marcelo Queiroz – Morador do Parque Real – lado sul

Nota no nosso Facebook em 20/11/2014

 

Lilico Alô, alô Realengo!

Nossa Gente / Nossa História

Nossa Gente/ Nossa História

 

 

 

 

 

 

 

Olívio Henrique Fortes

Lilico

(Rio de Janeiro em 08/10/1937 – Cabo Frio em 23/09/1998).

 Nascido Olívio Henrique Fortes, Lilico foi um garoto pobre que vendia balas nos programas de auditório da Rádio Nacional e tornou-se humorista por acaso. Um dia no final dos anos 50, como não havia calouros suficientes para o programa “Trem da Alegria”, apresentado por Lamartine Babo, Lilico se candidatou e improvisou cantando um samba de Jorge Veiga. Foi um sucesso e começou aí sua carreira. Depois de várias participações em programas de rádio, ele foi convidado pelo criador do Teatro de Bolso, Geisa Bôscoli, para estrelar uma comédia teatral. O prêmio: um refrigerante e uma cocada.

O homem do Bumbo "A praça é nossa".

A partir daí, Lilico fez vários espetáculos cômicos e chegou à TV em 1968 no programa “Balança Mas Não Cai”. Participou, também, do programa comandado por Célia Biar na TV Globo, “Oh, Que Delícia de Show” que, depois, passou a se chamar “Alô Brasil, Aquele Abraço”, usando o bordão criado por Lilico e depois usado por Gilberto Gil na sua popular canção. 

 

disco de lilico

O Lilico. Conhecido como “O homem do bumbo”, transformou seus bordões em sucesso nacional. “São dele as expressões ,“Alô, Alô, Realengo! Aquele abraço” , “Tempo bom não volta mais” e “É bonito isso!”. Suas gags renderam-lhe muito mais do que a fama como comediante. Nos anos 70, durante a ditadura militar, foi convocado a prestar esclarecimentos na Polícia Federal por causa da frase “Tempo bom não volta mais” — pensava-se que talvez fosse uma referência ao período democrático pré-1964. Mais tarde, brigou Justiça os direitos autorais sobre a expressão “Aquele abraço”, título de uma música de Gilberto Gil. Em quarenta anos de carreira, Lilico passou pela TV Excelsior, Globo e SBT. (até pouco tempo antes de sua morte no programa “A praça é Nossa”.  

Com seu bumbo ele contava piadas e filosofava. 

Lilico morreu de problemas cardíacos, aos 61 anos. 

 

 

Nt. Fonte caseira: Cresci ouvindo minha mãe (Zilda Bastos Fortes) falar de Lilico, e sempre que aparecia na televisão, mencionava que conheceu ele ainda criança aqui em Realengo, atuando no teatro da casa paroquial do Padre Miguel. (coincidentemente compartilhamos o mesmo sobrenome, sem ligações sanguíneas.)

E vejam que coisa sensacional. Então o bordão “Alô , alô Realengo: Aquele Abraço! foi criado por um filho da terra, ganhou o Brasil através da TV e eterniza-se através da canção do baiano Gilberto Gil. Podemos dizer em alto e bom som que ALÔ, ALÔ REALENGO É COISA NOSSA. 

E eu Luiz Fortes (criador do Pró-Realengo e do História de Realengo) fico ainda mais feliz pois além da homenagem do Gilberto Gil, sabemos agora que perpetuamos em nossa logomarca (um abraço simbólico ao bairro por moradores.) também uma marca criada por um Realenguense.

obs: Eu e o Lilico temos o mesmo sobrenome, mas ainda não descobri se temos algum parentesco. Se algum parente ler este artigo entre em contato.   pro.realengo@gmail.com

Veja esta postagem e outras sobre a nossa história : 

 

 

 

 

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Edição nº 2: Várias histórias em um só local.

Capa da 2ª edição.

         

Nesta Edição mostramos que em um só local, pode haver muitas histórias para serem contadas. Onde no passado abrigou uma Fabrica de Cartuchos, e hoje se encontra o IFRJ e que neste intervalo houve uma briga pela instalação de uma CEFETEQ, através do Movimento Pró-Escola Técnica. (confiram)       

         

O Campus Realengo       

 O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro foi criado de acordo com a Lei 11.892, de 29 de Dezembro de 2008, esta lei que foi promulga pelo Então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela obriga que as Redes Federais de Educação Profissional, Cientifica e Tecnológica que criem os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IF).     

Qual o objetivo desta Lei? Foi dar mais oportunidade para os jovens que até então só poderiam estudar no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ), a onde também abrigava o Centro Federal de Química no bairro do Maracanã. Sendo que, por motivos de infra-estrutura a Federal de Química teve que mudar para a Praça da Bandeira. Como não poderia existir num mesmo município duas Redes Federais de educação, e a centralização destas escolas gerava a exclusão de muitos jovens que residiam em outros municípios de terem acesso a educação de boa qualidade para que pudessem competir com igualdade no mercado de trabalho, foram criados os Institutos Federais, o primeiro Instituto Federal criado foi o Campus de Nilópolis.       

Profº José Airton - lendo a nossa 1ª Edição - foto L. Fortes

Sabemos que após um longo processo de privatizações que a educação tecnológica passou e ainda vem passando, esta Lei foi uma forma de devolver ao cidadão o direito ter um conhecimento técnico de qualidade, e aumentou a inclusão destes cidadãos que estão distantes dos grandes centros, a este tipo de educação. Tal processo multiplicou até chegar a Realengo. O Instituto Federal – Campus de Realengo que hoje este situado na Rua Prof. Carlos Wenceslau, 343, e tem como seus responsáveis: Diretor geral do campus: Prof. José Airton Monteiro; Diretora Adjunta de Desenvolvimento de Ensino: Prof.ª Lúcia de Macedo Silva Reis; Diretor Adjunto de Apoio Técnico ao Ensino: Prof. Jorge Oliveira dos Santos.       

        

De acordo com as informações do Prof. José Airton Monteiro, o Campus Realengo ficou com uma área 2200m2 da extinta Fabrica de Cartuchos, esta Fabrica ocupou uma área de 146000m2 do Bairro de Realengo, sendo que o projeto da construção do Campus não foi concluído em sua totalidade, e nem as obrigações sociais que esta Instituição se propôs a atingir, como: o Ensino Médio Técnico, que não tem uma data específica para ser implantado neste Campus. Hoje este Campus oferece três cursos voltados para área da saúde a nível superior, são eles: Bacharel em Farmácia, Graduação em Fisioterapia e Graduação em Terapia Ocupacional.       

Sendo que o curso de Bacharel em Farmácia está em constante deslocamento entre este Campus e o Campus de Nilópolis, pois os laboratórios de Realengo não foram concluídos ainda, e para que os discentes não fiquem sem as aulas de laboratório esta foi a solução. Bem pelo menos este problema teve uma solução provisória, mais o Ensino Médio?       

Segundo o Prof. José Airton Monteiro a instituição tem um compromisso com a comunidade de disponibilizar 50 % das vagas para o ensino Médio técnico, mas como puderam observa este fato ainda não ocorreu. Hoje o campus é composto de cinco prédios, que estão distribuídos da seguinte forma: Um prédio de sala de aula, dois prédios de laboratório que não estão equipados sendo assim, possui também um prédio para clinica escola e o prédio da administração. Mas de acordo com o projeto estão faltando ainda à construção de uma biblioteca, mais um prédio de salas de aulas, um auditório, quadras poli-esportivas, setor dos professores, e falta equipar os laboratórios.       

O campus comporta atualmente 420 alunos matriculados, quando a capacidade deste campo é para 3000 discentes. Percebemos que objetivo primário desta luta não foi alcançado, mesmo tendo a promessa de que todas essas pendências serão sanadas, não devemos nos dar por convencidos, pois esta luta que perdura desde época da ditadura até os dias de hoje, não pode terminar assim. Mais para que este Campus chegasse aqui, teve muitas pessoas e grupos envolvidos, e estaremos falando deles também.       

   

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A Fábrica de Cartucho de Realengo       

Para compreendermos melhor este contexto histórico, vamos falar escritor Carlos Alberto da Cruz Wenceslau (professor Emérito da Universidade Castelo Branco) autor do livro “Realengo (Meu Bem Querer)”, onde cita:       

“O ano de 1878 é um dos marcos fundamentais para compreensão da história do desenvolvimento local. Naquele ano, foi inaugurada a estação ferroviária de Realengo.”       

O autor cita que neste momento Realengo começou a receber algumas indústrias privadas e instituições militares:        

  • · Escola de Tiros e a Escola Militar de Realengo.

   

Em 1898 foi criada a Fábrica de Cartuchos de Realengo, e junto vieram novos comércios, novos empregos e novos realenguenses. O bairro cresceu entorno da fábrica, mas em 05 de maio de 1977, esta foi desativada, o que abalou o crescimento de seu entorno. Os realenguenses buscaram a superação e a maior prova desta é ver o hoje. Seguindo uma linha do tempo veremos em que se transformou a extinta Fábrica de Cartucho de Realengo.      

Hoje, dos 146000m2 que pertenciam à fabrica, uma pequena parte está sendo ocupada por algumas instituições como, por exemplo: o Colégio Pedro II, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Campus Realengo) e outras obras estão em andamento.       

  A  FÁBRICA  DE  REALENGO       

Antigo Arsenal - Foto Zé Russo

   O antigo Ministério do Exército, em seu organograma constava vários Departamentos que dirigiam um grande número de Diretorias. A Diretoria de Fabricação e Recuperação tinha sob a sua subordinação várias Fábricas e Arsenais para cumprirem a tarefa de fabricar e recuperar o Material Bélico do Exército. Dentre as Fábricas havia a muito importante e famosa Fábrica de Realengo.       

  Era da Fábrica de Realengo a tarefa de fabricar munição de infantaria, para todo o Exército Brasileiro, a chamada munição para o armamento leve, (fuzil, metralhadora, etc.)       

  Iniciou suas atividades com sede em Campinho, Cascadura, e mais tarde foi transferida para Realengo. Depois de estabelecida em Realengo, ocupou algumas das instalações da antiga Escola Militar de Realengo, que haviam ficado desocupadas em virtude da transferência da Escola Militar para Resende quando se transformou na Academia Militar das Agulhas Negras.       

 Iniciou com o nome de Fábrica de Cartuchos de Infantaria para mais tarde se tornar Fábrica de Realengo.   Com um grande número de funcionários de ambos os sexos e de várias categorias, ocupava quatro grandes áreas onde realizava suas atividades. As áreas  eram assim denominadas:      

 Área l, na rua Bernardo de Vasconcelos, destinava-se mais a parte administrativa, com o gabinete do Diretor, dos chefes dos Departamentos Técnico e Administrativo, as chefias de vários Serviços e também Tesouraria, Almoxarifado, Posto Médico etc. Nesta área estavam instaladas as antigas oficinas de munição .30 e 7mm, que depois da segunda grande guerra mundial os armamentos que usavam esse tipo de munição foram caindo em desuso. Havia, também, um Armazém Reembolsável e uma Padaria que  funcionavam nessa área para atendimento aos funcionários. Alguns funcionários quando se viam “apertados” sem dinheiro antes do pagamento do mês, faziam o famoso e chamado por eles de “bombardeio” que consistia em comprar mercadoria no Armazém Reembolsável, para desconto no final do mês e revendiam a dita mercadoria a terceiros e usavam o dinheiro nas necessidades do momento.       

  Área 2, na avenida Santa Cruz, destinava-se a parte social. Nesta área tínhamos o Serviço de Transportes, a Escola Maternal e a Escola de Aprendizagem Industrial, na qual eu estudei durante 3 anos e me formei na profissão de mecânico ajustador, enquanto outros alunos se formavam na especialidade de torneiros mecânicos e todos nós depois de formados, automaticamente já estávamos empregados na Fábrica e desempenhado nossas funções em uma das dependências já como profissionais.Já como militar fui professor de mecânica e coordenei a EsAl por aproximadamente 5 anos. Durante vários anos trabalhei na Oficina de Ferramental, que ficava na área 1, e  confeccionava ferramentas para, nas máquinas apropriadas fabricarem os estojos, as balas, as cápsulas para depois ser montado os cartuchos. Essa Escola  se destinavam aos filhos dos funcionários, e após uma prova de seleção entravamos para aprender uma profissão, havia também  o Serviço Social e um grande Refeitório onde todos os funcionários faziam duas refeições diárias: tomavam o café da manhã e o almoço, um campo para a prática de esportes e duas quadras para futebol de salão, voley e basquete.     

  Área 3, na rua  Oliveira Braga,  era destinada diretamente à produção industrial da Fábrica. Várias oficinas formavam essa grande área. As duas maiores e de grande importância  eram as que fabricavam  munições dos calibres 7,62  e o .50, das quais a Fábrica era especialista em todo o Exército Brasileiro. Além das munições acima citadas, havia a fabricação e o carregamento de cápsulas para essas munições  e o carregamento de alguns tipos de granadas, cujos corpos eram fabricados na antiga Fábrica do Andarai. Essa área, a mais extensa das quatro existentes, além do que foi dito acima havia também uma moderna Casa Balística, onde eram feitas as provas para verificação da eficácia da munição produzida, uma grande granja para atendimento dos funcionários, uma seção de desmancho de munição refugada ou que havia perdido a validade para uso e o Contingente Especial com um efetivo de, sargentos, cabos e soldados que eram escalados para  a guarda das quatro áreas da Fábrica.       

     Toda a produção era embalada na própria Fábrica, em cunhetes (caixotes) de madeira confeccionados na carpintaria da Fábrica  e enviada para o  BDMun (Batalhão Depósito de Munições) em Paracambi, aqui mesmo no Rio de Janeiro e depois distribuída nas diversas Unidades militares do nosso Exército.       

     Havia um desvio, ferroviário, que possibilitava a entrada de máquinas conduzindo vagões que se destinavam ao transporte de grandes quantidades de munição, que eram transportada para  unidades militares fora do nosso estado e servia, também para trazer munição de vários pontos do Brasil, munição essa que tinha perdido a validade por ter ficado sem ser usada dentro do tempo previsto. Essa munição vinha para a Fábrica a fim de ser destruída pois o seu uso não oferecia segurança. Para essa missão o Exército contava com o apoio da nossa Marinha de Guerra que transportava a munição em embarcações, na missão que eles chamavam de “faina de fundeio”e em alto mar era descarregada a uma  determinada distância da costa por medida de segurança, eu como não era do mar, enjoava muito quando participava na  missão da “faina de fundeio”., pois em alto mar a embarcação balançava muito.      

      Anualmente três grandes festa eram realizadas na nossa famosa FR, 8 de agosto, aniversário da Fábrica, quando havia várias atrações e competições esportivas  e as festa no final do ano, uma no Natal e outra no final do ano.       

Área 4, na rua Princesa Imperial. Esta um pouco afastada, se localizava no outro lado da linha férrea da estação de Realengo,  continha vários Paióis e se destinava ao armazenamento de munições e explosivos.       

  Pela década de oitenta, foi criada a IMBEL, (Indústria de Material Bélico) uma empresa particular, da qual o Exercito era um dos acionistas e fiscalizava a produção do que era fabricado. Todas as Fábricas militares passaram a pertencer a IMBEL  Depois de vários estudos, as comissões criadas para esse fim, verificou que não era vantajoso a continuação das atividades em algumas Fábricas sendo incluída nesse grupo a Fábrica de Realengo. Em conseqüência  a F.R. foi desativada. Os seus funcionários, militares e civis, foram transferidos para outras Organizações Militares do Exército e as áreas com os imóveis tiveram vários destinos. Podemos dizer que a desativação da F.R. deixou muitas saudades aos seus antigos funcionários e também a todo o povo de Realengo que a tinha com muito orgulho e era uma grande tradição no nosso bairro.      

Luiz Orlando - (fotos-L.Fortes)

                                                                                                                Fonte dessa consulta: Capitão R1 Luiz Orlando de Almeida       

Histórico:  Em 1951, com 14 anos entrou na Escola de Aprendizagem Industrial, em 1953, concluiu o curso de Mecânica Industrial da EsAI, em 1954 iniciou suas atividades como funcionário civil da F.R. , em 1957, após concurso foi promovido à graduação de 3° Sargento do Quadro de Material Bélico, em 1982, já como oficial, e com a desativação da F.R. foi transferido para outra Unidade Militar.       

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O MOVIMENTO PRÓ ESCOLA TECNICA.      

        

O Realengo em Pauta foi ouvir de Joel Costa – um dos coordenadores do movimento Pro-Escola Técnica – como foi à luta para a implantação de unidade de ensino profissionalizante em Realengo.       

 Segundo Joel Costa o movimento começou foi no final da década de 80 por volta de 1987. Sendo uma articulação do movimento popular formado por associações de moradores.  Numa reunião de todas as associações de moradores da Zona Oeste na Igreja N.ª do desterro. Sendo  Joel Costa  eleito coordenador da área de Educação.Na nossa região participaram as associações do Cacau, Sulacap, Capelinha, Frei Miguel, Jardim Novo, Realengo e Adj. O Objetivo na região seria utilizar os terrenos da antiga fabrica de cartuchos, naquele momento abandonados.       

Foi criada uma comissão sendo composta por:      

 

Joel Costa (foto: M. Queiroz)

   

Antonio Palmeira (Ass. Cacau) / Dilma Garcia (Ass. Sulacap) / Nilton de Lima (Ass. Capelinha) / Francisco Tabosa (Ass. ) / Josete de Oliveira (Ass.) / Joel Costa (ass. Jardim Novo)       

 Na luta pela Escola Técnica aconteceu a participação de setores da Igreja, sendo destacada a atuação do Pe. Jonh Cribbin (OMI) e várias reuniões ocorrerão na Capela Cristo Rei.       

 Segundo Joel Costa um acontecimento importante foi o aparecimento de rachaduras na estrutura na Federal de Química (Maracanã). Os coordenadores ofereceram ao diretor da CEFETQ o terreno e a verba que havia sido aprovado para o projeto da escola técnica em Realengo. Aconteceu a visita de engenheiros e arquitetos da CEFETQ no terreno da fabrica de cartuchos.      

 Em 1992/1993 foi divulgado um manifesto a população sobre a luta do movimento Pro-Escola Técnica e começaram a colher assinaturas da população. Foram totalizadas segundo Joel Costa mais 20 mil assinatura.      

 Um novo fato importante foi o tombamento dos terrenos da Fabrica de cartuchos por decretos do prefeito e lei aprovada pela CMRJ.       

 A luta para realizar o sonho de milhares de famílias da Zona Oeste sofre um grande golpe quando o campus da CEFETQ foi transferido para Nilópolis por influência dos políticos daquele município. Inclusive com aprovação de Lei que veta a implantação de outra escola técnica no mesmo município segundo Joel Costa.       

 Foi feito o projeto arquitetônico do campus de Realengo. Segundo Joel Costa com a CEFETQ em Nilópolis foi realizadas reuniões com o Diretor Edmundo onde foi apresentado o projeto da Escola Técnica de Realengo.       

 Segundo Joel Costa a fase do Gov. Lula foi igual à de outros governos e que falta concluir o projeto como a praça de alimentação e o teatro. E que não tem prioridade para os alunos da rede pública como é no Pedro II. Para ele a Luta continua. O projeto será para 3 a 5 mil alunos e o espaço público deve ser utilizado pela comunidade. Como no Campus Realengo só funciona os cursos de graduação e que o ensino médio técnico não funciona ainda para muitos a luta pela escola técnica continua desde 1987, pois tem como objetivo formar mão de obra qualificada na região para aproveitar as oportunidades como a CSA, o pólo petroquímico de Itaboraí e do projeto siderúrgico da Costa Verde.      

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Veja neste link outras fotos .      

https://picasaweb.google.com/112120399495786332201/Edicao202?authkey=Gv1sRgCMj9u-exgNKDTQ&feat=directlink      

COLUNA: ÉTICA E CIDADANIA                       

   

O PERIGO NUCLEAR    

 A coluna Ética e Cidadania programou para as primeiras edições do Realengo em Pauta tópicos relacionados com a municipalidade. Pretendemos tratar aqui questões como lixo, água, transporte e meio ambiente. Nesta edição poderíamos até retratar a tragédia da E.M. Tasso da Silveira. Mas vamos falar sobre um assunto mundial que pode um dia ter acontecimento aqui e gerar uma tragédia sem precedentes.     

 Acompanhamos pelos meios de comunicação a tragédia no Japão. Um País preparado e acostumado a terremotos devido à sua posição geográfica. A sabedoria milenar desse povo se organizou para enfrentar os desastres ambientais e tinha se saído muito bem até então. Os acontecimentos de 11 de março, quando o Japão foi sacudido por um terremoto e um tsunâmi, demonstraram que as nuances dos chamados acidentes naturais estão alcançando níveis elevados e provocou um risco maior. O acidente nuclear de Fukushima, um complexo de usinas nucleares que ruiu após o tsunâmi e os abalos sísmicos, com a explosão de reatores e vazamentos de água radioativa e que chegam agora (em 10 de abril) a classificação 7 (sete), a mesma de Chernobyl (Ucrânia -1986). Nossos olhos se voltam para Angra dos Reis, cidade litorânea de nosso estado e que abriga o complexo nuclear Almirante Álvaro Alberto, composto de 3 usinas: Angra I com 657 MW funcionando desde 1985, Angra II com 1309 MW funcionando desde 2001 e Angra 3 ainda em construção.     

 O complexo fica situado na enseada de Itaorna que na linguagem indígena quer dizer “pedra podre” talvez devido às constantes deslizamentos de terra da região.  Estamos longe dos terremotos e tsunamis do Japão, porém quais seriam as conseqüências de uma enxurrada de chuvas como aconteceu na região serrana em fevereiro deste ano, se acontecesse em Itaorna? As nossas autoridades, tendo a Eletronuclear à frente afirmaram que o modelo brasileiro é seguro e que as chances de ocorrer um acidente deste porte é quase nula. Parece que agora somos nós mais preparados que os milenares japoneses. Diziam isso também sobre Chernobyl e Fukushima veio para desmentir isso.      

 Estamos preparados para um acidente deste porte? Parece que não, pois uma das medidas que ajudaria na evacuação dos moradores do entorno da usina ainda não saiu do papel, trata-se da duplicação da estrada Rio-Santos. Temos que cobrar sim maior atitude e menos discurso sobre os verdadeiros perigos desta forma de gerar energia.     

      

      

Marcelo de Queiroz    

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Coluna: Terceira Idade    

Por Armando Silveira   

   

“Um Testemunho de Fé”    

 A Fé é uma adesão espiritual do homem á Deus. Crer em Deus é um ato humano, consciente e livre. Todo cristão, pela fé, deve conhecer e compreender melhor o Criador. Santo Agostinho diz: “Eu creio para compreender e compreendo para melhor crer”.    

Os desígnios de Deus são incomensuráveis. O que eu alimentara durante a minha juventude, era conhecer a Europa, precisamente a Suíça, onde meu saudoso pai estudara. Ali, ele se especializou em Línguas Modernas e Música.    

Ao regressar à sua terra natal, trouxe consigo, uma bola, e as regras do “Football Association”. Fundou um clube de nome “Stella” e é considerado o introdutor do futebol no Ceará, sua terra natal. Em 1909, graduou-se bacharel em Direito Criminal. Entrou para a política e logo foi eleito prefeito de Trairí, cidade litorânea do Ceará. Foi eleito deputado no governo Justiniano de Serpa. Em 1930, retirou-se da política, ingressando definitivamente no Magistério. Foi nomeado, por concurso, tradutor público do estado. Durante 40 anos lecionou em vários colégios a uma plêiade de homens ilustres: Moreira da Rocha, Menezes Pimentel, Armando Falcão, Juarez Távora entre tantos. Com Carmem Abreu Silveira, constituiu uma numerosa família. Faleceu em1967 cercado por 14 filhos e 52 netos.   

Quando da minha estada na Suiça, onde reside uma de minhas filhas, conheci Roma, na Itália, Paris, na França, Madrí, na Espanha, Viena, na Áustria e várias cidades fronteiriças com a Suíça. Na Suíça, conheci um povo conservador, disciplinado e culto. Na cidade de Lausanne, em um passeio a barco, fiquei admirado e extasiado ao ver um lago sereno e limpo, tão azul quanto o céu, as margens floridas; no horizonte, alvas geleiras recordavam uma moldura. Ao filmar tanta beleza eu cantarolava espontaneamente um verso: “Porque tu me deste a vida, porque tu me deste o existir, porque tu me deste o amor, a minha vida é para ti, Senhor…”    

A minha aposentadoria ainda era precoce quando retornei ao Brasil. Os amigos desapareceram. A insensatez começava a perturbar a razão. Minha esposa, companheira de muitos anos, participara da fundação do “Grupo de Oração Amor é Vida”, fundado por amigos da Paróquia N.S. da Conceição. Frequentei, pela primeira vez, numa quarta feira, à noite, ora se me lembro, fazia frio e pela primeira vez, ouvi os versos que eu mesmo havia murmurado no lago de Lausanne, na suíça. “Porque tu me deste a vida…” Louvado seja Deus, nosso Criador.    

Armando Silveira   

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Informativos:  

LIONS CLUBE -RJ – REALENGO – Novos Sócios –   

 Com a presença do Governador CL Aquilles (2011/2012) sob a presidência do CL Francisco Miranda, foi realizada no auditório da Faculdade Simonsen no dia 15 de Março a posse dos novos sócios. São eles CL Fernando, CªL  Maria José, CªLGelci e o CL Andre Luis comerciante Filé da padaria.     

CHATUBA REALENGO – Parabenizamos A Loja de Materiais de Construção CHATUBA,  que completou  1 ano de sucesso  em março.  À direção e aos funcionários, nossos parabéns e desejamos vida longa e sucesso  e que outras grandes lojas se juntem a ela, valorizando ainda mais o nosso Realengo.  

COLÉGIO PEDRO II  – Também ao Colégio Pedro II, pelos 6 anos da instituição em nosso bairro. E anunciam que vem muito mais coisas boas por ai, estão ampliando o número de salas, em breve um Conservátorio de Musica.  Mas são os pais é que agradecem a vinda deste tradicional colégio, engrandecendo ainda mais nossa região.     

 Arnô da Academia – 50 anos do Arnô da Academia, que foram comemorados juntos dos amigos e alunos com futebol no campo do Periquito, e logo após um churrasco na academia. Felicidades e muitos anos de vida.