Entrevista com Lutier

Entrevista com lutier

REP: Realengo em pauta descobriu que em Realengo tem um lutier, e eu queria que você primeiro explicasse para as pessoas qual o seu trabalho como lutier?

LUTIER: Existem vários tipos de lutier, existe o lutier que trabalha com instrumento de madeira e existe o lutier que trabalha com instrumento de metal, e existe aquele que trabalha com madeira mas não faz cavaco nem violão só faz contrabaixo, guitarra que é um instrumento um pouco mais diferenciado na maneira de se construir. Eu trabalho só fazendo cavaquinho, violão e banjo, também sei fazer os outros instrumentos, mas não é legal. A forma que eu trabalho na luteria é só com instrumentos de madeira em construção, a forma que eu trabalho é todo artesanal, eu uso muito pouca maquinário, apesar de eu ter hoje em dia, mas uso muito pouco, as vezes  até a lixadeira ,quando eu me pego eu estou lixando na mão porque  quem me ensinou me ensinou tudo na mão, agente costumava dizer que ele fazia instrumento no dente. Quando eu comecei a conhecer realmente como é que se constrói um cavaco com agilidade eu fiquei até perdido, porque eu conheci uns lutieres que são mega profissionais  os caras são de excelência e vi que a forma que eles construíam e montavam o cavaquinho era totalmente diferente ai eu pensei assim: realmente eu estou  precisando me aperfeiçoar mais. Foi isso até que me qualificou um pouco a mais de que algum, não estou dizendo melhor, me qualificou só um pouco a mais porque eu consigo trabalhar dês da forma antiga, alguns falam dessa forma pré-históricos, como da forma mais moderna. Existem duas formas de construir um cavaquinho, o método contemporâneo e o método espanhol, eu sei fabricar das duas formas. Eu conheço lutieres que tem vinte, vinte cinco anos que não sabem fabricar da forma que eu fabrico.

REP: Além de fazer a construção do instrumento o lutier também faz concertos, aprimoramentos em algum instrumento ou só mesmo a construção e a finalização do instrumento?

LUTIER: Não. Existe o lutier que trabalha só com a fabricação, não gosta de pegar concerto por que realmente você trabalhar com a fabricação e com o concerto da uma dor de cabeça tremenda, porque o tempo que você pode proporcionar para fazer um cavaquinho você não vai ter o tempo necessário porque você tem  que se dedicar aos concertos ,então acaba atrasando  as fabricações ou atrasando os concertos mas o lutier sim ele sabe concertar, nó entendemos a mecânica como é que se constrói então quando da algum defeito no instrumento agente sabe o que tem de fazer ,então agente também trabalha, no meu caso com reforma e construção; porém existe um rapaz que se chama Gerson que trabalha comigo aqui realizando só os concertos.

REP: A sua demanda principal vem da onde? Vem de músicos da região, vem de músicos de outros lugares, é mais focado no violão, cavaquinho ou no banjo?

LUTIER: quando eu falo que tenho só um ano e dois meses de profissão as pessoas não acreditam; mas quando eu comecei há um ano atrás eu só fazia concerto, porque eu trabalhei com Valtão que foi meu mentor, foi um excelente  professor ,infelizmente já faleceu ,mas quando eu trabalhei com Valter eu fazia muito concerto , então o pessoal que me procurava era o pessoal aqui da região, quando comecei a divulgar no faca book na internet o pessoas de outras cidades começaram a me procurar, então exigiu um aprimoramento maior meu, quando eu fui ver eu já estava fazendo concerto e fabricando.

REP: E hoje em dia, você fabrica mais ou concerta mais?

LUTIER: Hoje em dia eu Luiz Carlos só fabrico mas tem o rapaz que concerta, o cliente que quiser vir pra reparar agente vai fazer, mas vai ser outro lutier que vai fazer ,que também é um excelente lutier .

REP: Você falo que esta desenvolvendo essa habilidade há um ano e pouco, você tem outra história. Da onde vem essa outra história do Luiz Carlos?

LUTIER: E porque eu era lutador de MMA profissional aproximadamente por dez anos, viajava, eu não trabalhava eu só lutava vivia realmente da luta, só que há dez anos era realmente muito difícil a vida de lutador de MMA, então eu consegui comprar uma moto de um amigo meu e comecei a trabalhar de moto taxi, então eu conciliava o moto taxi com o MMA, na minha ultima luta eu quebrei a mão e passei uma grande dificuldade fiquei três meses passando fome com duas crianças, graças a DEUS pros meus filhos não faltou nada mas o noite agente queria comer algo eu e a minha esposa  agente não tinha; é a quem eu devo muita coisa a minha esposa , sem ela eu acho que  hoje não estaria onde estou, abaixo de DEUS, lógico, então eu trabalhando no moto-táxi e do nada dentro da igreja, saída igreja e falei: vou vender a moto, vou vender batata. Vendi a moto e comecei a vender batata no meu portão, também não deu muito certo, nem pelo movimento, eu necessitava de comprar batata no Ceasa e não tinha carro, ai eu desisti da batata e comecei a procurar emprego novamente e estava afastado da luta por que tinha a lesão na mão, ai eu me lembrei do Valtão, comecei a ir na casa do Valtão, eu tinha deixado um cavaquinho meu lá com ele, pra ver quanto é que ele me cobrava  pra concertar e saber se o cavaquinho ainda existia lá, graças a DEUS ainda existia, ai eu comecei indo La já existia outro lutier com ele  Antônio que é um bom lutier perguntou pra mim se eu queria trabalhar com ele me ofereceu um salário, poxa!! Muito bom. Eu, desempregado, passando uma grande dificuldade, escutei um bom salário, fui; mas foi só ilusão, acabou que ele não teve condições eu nem cheguei a trabalhar com ele; seu Valter viu que eu era um cara dedicado, empenhado e me chama pra trabalhar, foi aonde as coisas começaram a caminhar para o mundo da luteria e onde as coisas começaram aclare ar pra mim graças a DEUS, ai eu fiquei trabalhando com seu Valter aprendendo por uns três, quatro meses, na época seu Valter  estava com uma cirurgia, se internou durante um mês e meio , voltei a passar um pouco de dificuldades porque eu trabalhava na oficina dele ,eu não tinha nada. Conheci outro rapaz que queria abrir uma luteria e “fechei” com ele essa luteria, só que ele não vinha trabalhar, só eu que trabalhava ai eu fiquei muito chateado, e falei que não quero mais nada, quero desfazer tudo, ai ele falou: você me compra isso ai. Comprei com todo maquinário, tudo com dinheiro da lutieria. O que eu quero explicar é o seguinte: Eu era lutador, de lutador fui pra moto taxista, de moto taxista, vendi bata, depois eu fui pra lutieria, a lutieria também deu uma queda, e com o dinheiro da lutieria hoje eu consegui pagar meus maquinários todos, comprei mais maquinário, tenho a minha loja, depois que sai do Valter comecei a trabalhar na garagem de minha sogra, o chão era todo de barro  vazava água por baixo –só JESUS na causa- Sai de La e consegui alugar aqui onde estou, e estou ai até hoje graças a DEUS. Tudo que eu tenho hoje em dia eu agradeço a DEUS e a, tudo, tudo que eu tenho, e se DEUS quiser ainda hão de vir mais coisas. E hoje em dia eu mando cavaquinho pra Rio Grande do Sul, São Paulo. Estou mandando um  agora pra Bahia, tem um rapaz que viaja pra Santa Catarina que é meu cliente também, graça a DEUS, tem até um musico famoso gospel  Juninho do Banjo eu estou fazendo um instrumento pra ele. Hoje em dia eu não tenho que reclamar mais, só trabalhar bastante.

 

200 anos de Realengo / 200 motivos pra te amar.

Para comemorar o aniversário dos 200 anos de Realengo a sociedade civil organizada se esforça para dar um presente a altura que o bairro merece, listamos aqui algumas delas que inclusive já começaram, e que terá seu ponto alto no dia 20 de Novembro na praça padre Miguel.200anos olharemmovimento

# Mostra Fotográfica

Reprodução

Desde sexta-feira, dia 13 de Novembro até o dia 20 os moradores podem  visitar a exposição:  Olhar em Movimento com fotos tiradas durante a caminhada pelos pontos históricos do bairro.

Local: Biblioteca digital do Colégio Pedro II – Rua Bernardo de Vasconcelos esquina com rua Dr. Lessa.

Confira a programação na página: https://www.facebook.com/circuitoitinerantedepoesia/?fref=ts

 

# CIRCUITO ITINERANTE DE POESIA

Dentro das celebrações dos 200 anos de Realengo o Circuito Itinerante de Poesia em parceria com a Universidade Castelo Branco promove mesas temáticas com foco na poesia. bethcircuito4Será no teatro da Universidade Castelo Branco – Campus Realengo. A entrada é franca. #Realengo200anos

TEMAS:
1-POESIA ENCENA – O PAPEL DA POESIA NA ESCOLA
DIA: 17/11 – 18h
PALESTRANTE: Beth Araujo ( Atriz, Arte Educadora)
CONVIDADOS: Profª Petronilha Alice Almeida Meirelles
Profª Leila Bicudo – Profº Gustavo Pinto, Profª Mônica Martins,
Profª Martha Nogueira – Diretora da Escola M. Corsino do Amarante

– RELAÇÕES RACIAIS NO ESPAÇO ESCOLAR – POESIA DE SOLANO TRINDADE – APRESENTANDO: SOLO PARA SOLANO – ATOR : CARLOS MAIA
Dia: 17/11 – 19h
PALESTRANTE: Profº Esp.Gustavo Pinto Alves da Silva (Pedagogia/História)
Convidados: Profª. Esp. Elisa Simoni da Silva ( Letras/ Jornalismo)

# A FESTA PELOS 200 ANOS na Praça Padre Miguel.

09 hs Abertura com a Banda Sinfônica da 9ª Brigada de Infantaria do Exército Brasileiro.

200anos programa

– Passeio ciclístico ( concentração na Universidade Castelo Branco ) prevista uma volta na antiga Fabrica de Cartuchos, em apoio ao Movimento: “O Realengo que Queremos” – que reivindica a implantação do PARQUE DE REALENGO VERDE, no local.

-Tradicional Ferinha de Artesanato, marca presença.

– A partir das 13hs – Exposição de Carros Antigos com o Grupo West Volks,

Bate-Bolas – Exposição da Fantasia Campêa que homenageou o bairro no Carnaval deste ano, idealizada pelo Grupo União de Realengo,

– 16hs Flash Mob organizado pela companhia “In Off” seguida de Inúmeras atrações de dança de diversas companhias de Realengo e adjacências,

 SARAU em Terras Realengas? 

O COLETIVO ARTÍSTICO-CULTURAL MARIA REALENGA

200anos Sarau3Organizará o Sarau Cultural “ A Praça é Nossa”. Com a presença de inúmeras atrações artísticas-culturais de nosso bairro.

Com a parte musical sendo coordenada por Alex Nistaldo (Misturando o Som)

Escritores de Realengo estarão apresentando seus trabalhos, e outros de fora mas que registraram nosso bairro muito bem em seus livros.

 

Desde março estamos falando neste evento, lamentavelmente não está sendo feito como sonhado, pois a falta de cooperação dos órgãos oficiais para com a sociedade civil organizada é uma coisa lamentável, uma insignificante colaboração de empresários, onde os pequenos prontamente se prontificaram a ajudar.

 Dentro da programação teremos ainda, cinema na praça! 200anos Cinegrada

A festa é nossa! A praça é nossa! Não estaremos aqui nos 300 anos, portanto vamos fazer bonito para inspirar os que organizarão a próxima!

Pró-Realengo informa: Venha e traga a família, recomendamos sua cadeira de praia, não haverá barracas com comes e bebes, somente o comercio local estará disponível, se for de seu agrado, um piquenique particular com isopor é uma boa opção, afinal somos suburbanos.

#realengo200anos  #midiasdazonaoeste

 

Na camaradagem e na amizade se faz boa música

Na camaradagem e na amizade se faz boa música em Realengo.

O compositor e contrabaixista Fabio Gomes nos fala das alegrias e dificuldades de  uma banda do nosso bairro

Por Carlos Maia

 

Fábio Gomes

Fábio Gomes

      “Palmo Deu é samba funk made in Cohab de Realengo, feito com muito suor, pouquíssima grana, mas com muito amor!”  

 Fabio Gomes     

 

 

Realengo é um caldeirão cultural. Em nosso bairro temos artistas plásticos, atores, bailarinos, agitadores culturais e claro, uma enorme variedade musical. E por falar em música agora conheceremos uma banda nascida nos conjuntos da COHAB: Palmo Deu, através de um dos seus membros, o compositor e contrabaixista Fabio Gomes que nos recebeu em sua casa.

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Segundo Fabio o nome da banda faz referência a uma brincadeira infantil bem conhecida nos subúrbios cariocas: o jogo de bola de gude.   A formação de Palmo Deu conta com Fábio Gomes, Marcelo França, Jader Sideral, Eliseu Fiuza, Sandro Vieira, Vagner Lopes, Alexandre landy. Como eles são filhos de Realengo e o bairro viu o nascimento de Palmo Deu, os integrantes fazem questão que o lançamento do disco seja em Realengo: “Já tivemos oportunidade de fazer o show fora do bairro, mas não faria sentido devido a nossa história”,  nos conta Fabio que faz um trabalho incansável de divulgação dos trabalhos pela internet.

palmoDeu 02   As canções da banda, que falam do cotidiano e dos anseios comuns a todos nós, encantam o público e a banda faz sucesso por onde se apresenta. Apesar disso Fabio nos diz que Palmo Deu enfrenta as dificuldades inerentes a todos os artistas que não fazem parte do esquema da grande mídia – Os custos do CD foram divididos entre os próprios integrantes: “Todos chegaram juntos com uma grana, doando seu tempo, tudo na camaradagem, amizade,” afirma.

       Um dos obstáculos que a banda e todos os que vivem da música  encontram, segundo Fabio é o monopólio do funk e do pagode alimentado pelas casas de show da Zona Oeste em detrimento de outros estilos: “As pessoas absorvem o que escutam”.  Outra dificuldade é a desvalorização do músico, que recebe muito pouco pelo seu trabalho e não vê o retorno financeiro de todo o investimento que faz na carreira. Mas nada disso abala o Fabio que sempre transmite uma esperança, otimismo e garra.

Vejam aqui uma de suas obras.

        E as referências musicais de Fabio e sua galera? Carlos da Fé (Seria uma honra tê-lo no nosso show, diz Fabio),  Jorge Benjor, Hyldon, a banda Black Rio (formação original), Copa 7, Serginho Meriti, black music, Tim Maia.

         Quer conferir mais do Palmo Deu? Aguardemos o show que está previsto para acontecer no Espaço Cultural Arlindo Cruz ainda este ano. Quando a banda souber a data divulgaremos aqui. Vida longa ao Palmo Deu e a todas as manifestações musicais de Realengo!


Carlos Maia

Carlos Maia

Carlos Maia (colaborador do Jornal Realengo em pauta e do blog pro Realengo)

Jornalista, Ator, Bailarino, Cineasta( Roteirista e diretor dos documentários “Estação Realengo”, e “O Que Você Tem na Cabeça?”)

Morador da rua Frei Miguel no Lado Sul de Realengo.

visitem seu blog:  http://omundomaia.blogspot.com.br/

#realengo200anos real engo200

ReP13- EDITORIAL-CHEGAMOS A ABRIL

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CHEGAMOS A ABRIL

O mês de Abril chega e para Realengo SEMPRE será marcado pela tragédia da Escola Tasso da Silveira. Sempre prestaremos aqui homenagem aos nossos 12 anjos. Nunca deixaremos esquecer essa tragédia. E sempre tentaremos cobrar atitudes para que em nenhuma escola isso se repita. Mostramos nesta edição o drama das porteiras que foram contratadas após a tragédia. Acompanhamos o realenguense Vitor que atua na Casa Fluminense no debate em Senador Câmara sobre mobilidade. A primeira forania traz a palavra do Vigário Episcopal padre Felipe. Na UPP Batan o tempo de pascoa traz distribuição de ovos e bombons na sede e nas ruas do conjunto Agua Branca. Batemos novamente na tecla das chuvas nas ruas do bairro e apresentamos foto da rua gen. Raposo. Além de nossas colunas Ética e Cidadania e Deu no Blog convidamos você a leitura dos artigos dos realeguense Luiz Carlos Chaves e Carminha Morais. Boa leitura

Abertura do Show

  Abertura do Show

Na abertura do Tributo apresentou-se um grupo denominado Projeto 1 Som, cujo líder, o baterista Jonatas Freitas, mencionou que a finalidade do seu trabalho era musicalizar a nosa área e incentivar a música instrumental. As três músicas apresentadas são de autoria do Jonatas, coisa difícil de acontecer já que os bateristas são músicos mais de base de JAZZ 10acompanhamento, no passado chamado de cozina (baixo, bateria, guitarra e teclado). No show parecia que os líderes não seguiram esta linha, pois a bateria ficou em evidência na frente do palco. No passado mesmo os bateristas líderes de grupos colocavam a bateria atrás dos sopros, junto com os demais instrumentos de acompanhamento. Hoje com toda tecnologia não vejo necessidade da bateria ficar na frente. Um som bem equalizado descarta de colocar a bateria em destaque.

As músicas apresentadas foram: A História, Flood e Destino como citei acima todas de autoria do Jonatas.

O Grupo formado por:  Jemuel Silva – Guitarra; Davi Henrique – baixo; Filipe Martins – teclado e Jonatas Freitas – bateria.

A globalização não poderia deixar de estar representada na música. Hoje qualquer música instrumental que tenha improvisação é denominada jazz. Havia uma preocupação no passado, mesmo no free jazz, que houvesse uma introdução no tema, geralmente um standard (música popular conhecida) ou uma música de autoria de músicos que fizeram grande sucesso, isto facilitava os iniciantes no jazz a assimilar melhor os improvisos. Não sou saudosista, mas creio que mesmo as feras como Eric Dolphy, Ornete Coleman e outros se preocupavam com isto, mesmo tocando free jazz. Rotular o jazz confunde o ouvinte iniciante e hoje existe pouca gente tocando o verdadeiro jazz. A nossa sociedade é obrigada a engolir o lixo divulgado nas nossas emissoras de rádio e televisão e, também, não têm o hábito de frequentar ambiente com esta modalidade de música, assim acredito que o grupo está no caminho certo.

Apresentação do Victor Bertrami

Conversei com ele antes do show e ele resolveu apresentar o grupo, inclusive os músicos. Vale a pena ressaltar a presença do baterista, cria da Zona Oeste, Robertinho Silva que veio abrilhantar ainda mais a apresentação do grupo. Segundo o líder do grupo as músicar apresentadas faziam parte do CD recentemente lançado com as participações especiais do Robertinho Silva, Ney Conceição, Vitor Biglione e Leonardo Amuedo.

Não poderia deixar de comentar a participação do saxofonista e co-produtor do evento Jefferson Rino com apenas 16 anos, capaz de encarar um desafio deste como um bom exemplo para nossa juventude.

Grupo Victor Bertrami – Bateria; Humberto Lescowitich – Baixo; Natam Gomirabelli – Guitarra e partipação especial de Robertinho Silva.JAZZ 09

Tributo a José Roberto Bertrami

Tributo a José Roberto Bertrami

JAZZ 01

Jamais poderia imaginar que pudesse ser criado um espaço cultural na Estação de Realengo, já que a Secretaria de Cultura passa longe da Zona Oeste. Fiquei gratificado por ser convidado para apresentação do Evento. Cria de Realengo, cheguei aqui com 1 ano de idade e saí com 26. Vivi a glória deste bairro. Aqui existiam vários espaços de lazer como clubes, praças, quadras de esporte, cinema e vários campos de futebol. Fico triste em chegar em Realengo e ver o descaso da prefeitura em melhorar o acesso à cultura e lazer.

Realengo foi o bairro em que existia mais jazófilos das Zona Norte e Rural (atual Zona Oeste) do Subúrbio da Central. Naquela época era muito difícil comprar discos e, também, a mídia já divulgava mais o lixo do que a qualidade, apesar de existir emissoras que JAZZ 02tinham programas de Jazz e Clássico para os mais exigentes ouvirem música de qualidade. O fato de Realengo ser o local onde tinham mais fãs de Jazz foi reconhecido pelos próprios músicos que vinham tocar e ouvir música de jazz importada dos EUA. Os moradores que tinham mais discos eram: Zé Russo, os irmãos Louzada (Orlando e Osvaldo), Félix, Jaime Duque Estrada, os irmãos Paulo (Juarez e Heleno) e Nininho em Bangu. Na casa dos Louzadas existia um piano sem calda, um som mono de altíssima qualidade e uma discotena excepcional. Vinham músicos até de Copacabana para tocar nos finais de semana. No Studio do Zé Russo e do Osvaldo Louzada eles montavam e consertavam som e nos fundos da loja existia uma sala acústica onde os músicos ensaiavam e tocavam.JAZZ 05

Hoje com a facilidade que tem na Internet o acesso ao jazz tradicional e contemporâneo é muito fácil. Basta entrar numa ferramenta de busca e estará diante do músico de sua preferência, sem contar com o Deezer, Itunes e Jazz rádio que tem jazz para todos os gostos. Vale a pena resaltar que com todas estas facilidaes os músicos ouvem pouco e estudam também pouca música, acreditam mais no seu virtuosimo do que na técnica. É um mal que atinge a nossa sociedade que também não gosta de ler. Quem não lê, não ouve, não estuda e não pode ser um bom músico.

José Roberto Bertrami

Fez sucesso com a música Linha do Horizonte com o grupo Azumuth. Com mais de quarenta anos de carreira, lançou 27 trabalhos, entre LPs e CDs com este grupo. Em Portugal, teve quatro compactos duplos que foram lançados na época da Jovem Guarda.

Pela vendagem dos discos, recebeu vários prêmios e troféus importantes do cenário artístico brasileiro. Participou de vários programas de televisão no eixo RioSão Paulo. Além disso, foi muito aplaudido em shows realizados na Colômbia e no Paraguai. Viveu seus últimos anos de vida na cidade do Rio de Janeiro.

Azymuth é uma banda brasileira de diversas influências, formada em 1973 na cidade do Rio de Janeiro por três conhecidos músicos de estúdio que acompanharam diversos artistas de sucesso da música popular brasileira na década de 1970: José Roberto Bertrami, Alex Malheiros e Ivan Conti. Obtiveram moderado sucesso com sua carreira no Brasil até se mudarem para os Estados Unidos e iniciar uma carreira internacional longa, eclética e de sucesso durante os anos 80. Após problemas no início da década seguinte, voltam a boa forma a partir da segunda metade da década, impulsionados pelo estouro do Acid Jazz e um renovado interesse pelo seu trabalho, assinando com a gravadora inglesa Far Out Recordings. Em 2012, com a morte do tecladista Bertrami, o grupo continuou suas atividades com Fernando Moraes em seu lugar.

Suas músicas são majoritariamente instrumentais, variando desde o samba até o funk, numa espécie de jazz fusion, constituindo-se num estilo chamado pelos integrantes de “samba doido”.[1] [2] Seus principais sucessos são “Linha do Horizonte”, “Melô da Cuíca” e “Voo sobre o Horizonte” – no Brasil -, além do grande sucesso internacional “Jazz Carnival”.

Wikipedia.com

Victor Berttrami

Release: http://www.victorbertrami.com/#!release/c161y

 

Victor Bertrami é Baterista renomado no Rio de Janeiro, já tocou com grandes artistas da MPB e música instrumental como: João Nogueira, Leila Pinheiro, Elza Soares, João Donato, Danilo Caymmi, Toninho Horta, Leo Gandelman, entre outros. Nascido em família de músicos é filho do grande pianista, compositor e arranjador José Roberto Bertrami (1946-2012) líder do mitológico grupo brasileiro de jazz fusion e sambalanço; AZYMUTE, grupo que fez sucesso durante quatro décadas, apresentando-se em todo mundo.

Victor gravou ao vivo uma merecida homenagem a seu pai, que resultou no seu primeiro CD solo intitulado “Similar, a obra de José Roberto Bertrami”. O talentoso baterista capturou com perfeição o espírito das composições acertando no suingue, em tributo emocionante. O CD está sendo lançado pela Rob Digital e inclui composições consagradas do maestro como “Last Summer in Rio” e “Partido Alto 3”, grandes temas que ganharam novos arranjos e participações especiais de Robertinho Silva, Ney Conceição, Victor Biglione e Leonardo Amuedo.

Por Heleno Getúlio Paulo

Grupo Lata Doida se apresenta na COHAB

2015-03-01 17.54.30 Vinicio da Matta

Evento faz parte do circuito local experimental promovido pela ONG

A primeira edição do Circuito Local Experimental Funk + Lata Doida aconteceu no dia 1o de Março na Praça da COHAB, em Realengo.

O Circuito faz parte de um dos projetos do Grupo Cultural Lata Doida, que realiza trabalhos sócio-culturais e ambientais no bairro. O show é todo feito com instrumentos produzidos pelos próprios alunos na cede da ONG através de material reciclável. No repertório, funks já consagrados e músicas do álbum ‘’Experimental Funk Lata doida’’, gravado pelos alunos do projeto.

Um dos fundadores do Lata Doida, Vandré Nascimento, nos contou sobre a ONG, seu projeto paralelo, e as próximas edições do Circuito que acontecem nos dias 08 de Março no Largo do Ideal e 15 de Março no Espaço Cultural Viaduto de Realengo, a partir das 17 h.

Confira a entrevista:

Como surgiu a ONG Lata Doida?

O Lata Doida surgiu da união da arte com a sustentabilidade. Eu comecei a fazer uma oficina de música, mas não tinha recursos para comprar material e instrumentos. Então eu decidi usar material reciclável e produzir esses instrumentos, com a ajuda da minha mãe (Vania Nascimento)

que trabalhava com artesanatos e estudava gestão ambiental.

Há quanto tempo o Lata Doida existe?

Eu faço a oficina desde os meus 16 anos, hoje eu tenho 27. Mas a gente começou a se entender com um projeto, um grupo organizado cerca de Oito anos.

Quantas crianças são atendidas no projeto?

Hoje trabalhamos com 20 crianças e adolescentes, sem contar os outros projetos.

Que outros projetos são esses?

Temos o projeto ‘’Catando Ideias’’ que é um conjunto de ações que busca a sustentabilidade local através da coleta seletiva apoiando aos catadores.

Temos projetos com mulheres, fóruns, seminários e eventos que a gente faz periodicamente para desenvolver a sustentabilidade.

Vocês trabalham com doações de materiais recicláveis também. É difícil conseguir essas doações?

Sim. Temos ponto de coleta na Clinica da Família e nosso espaço. A gente conseguiu apoio de alguns editais, mas mesmo assim é muito difícil. Estamos há muito tempo caminhando sem recursos e agora começaram a chegar algumas coisas que ainda não suportam o projeto como um todo.

Como surgiu a ideia desse evento Circuito Experimental?

A ideia surgiu do fato de termos feito shows aqui em Realengo e outros lugares como nas Lonas Culturais, Cidade Das Artes e o Centro de Referencia da Musica Carioca, e com o apoio do edital da Secretaria Estadual de Cultura, escolhemos as praças, que são os lugares onde realmente os funkeiros estão, para poder trazer essa proposta alternativa e experimental de funk.

Os shows também contam com participações especiais. Quem são os convidados?

Hoje temos a participação do Originals Black Sound System, teremos no próximo a presença do Mc Kiko e no último dia, o Mc Leonardo, compositor do rap das armas e um dos grandes nomes do funk carioca.

Vocês lançaram um CD de funk. Como foi a experiência?

O show que estamos fazendo hoje faz parte desse projeto. O CD foi um divisor de águas, a partir daí muitas coisas começaram a acontecer, começamos a entender o nosso potencial e a capacidade de influenciar positivamente as pessoas através do funk.

E você também tem seu projeto paralelo que é a banda Brechó Brasil que está lançando um CD.

Qual a expectativa?

O CD está gravado há mais ou menos um ano, mas por questões pessoais e o envolvimento com o Lata Doida, não pudemos lançá­lo antes. Mas agora, no dia 25 de Abril no Espaço Cultural Arlindo Cruz, faremos o show de lançamento.

Existe alguma diferença entre os dois projetos?

A banda Brechó Brasil é diferente porque utiliza instrumentos convencionais, tem uma proposta autoral, mas não baseada no funk e sim nas referencias do mundo vasto e enorme que é MPB e isso fica bem claro em algumas faixas do disco.

E dá pra conciliar as duas coisas?

Com certeza. A Brechó Brasil se relaciona com o Lata Doida. Ambos têm essa proposta experimental, e são praticamente os mesmo integrantes com o acréscimo de mais algumas pessoas.

Quais os planos para o Lata Doida e para Brechó Brasil daqui pra frente?

O Plano é ser auto­sustentável, ter recursos, tempo para poder acontecer os projetos, nos estruturar, crescer e desenvolver melhor as ideias.

Vinicio da Matta

Estudante do 7o período de Jornalismo

Editor e colaborar do sambahblog

http://sambahblog.blogspot.com.br/)

Blog voltado para notícias de Samba e Carnaval.

Ataque ao IFRJ Campus Realengo

parque verde 01Uma tragédia anuncia e quantas delas acontecem. Na nossa edição de Dezembro levantamos a mais nova luta da sociedade de Realengo. O Parque Verde no antigo terreno da fabrica de cartuchos ao lado IFRJ Campus Realengo.

Na reportagem mostramos o abandono do terreno e sabemos que tudo que está abandonado é uma porta aberta para o consumo de drogas. Hoje no início da noite o IFRJ Campus Realengo foi atacado por usuários de drogas. Atiraram pedras e quebraram vidraças do instituto. Chamado ao local o Exercito alegou que o terreno pertence a Poupex. E a nossa pergunta é o que fazer ou quem chamar num momento destes.abandono 01

O povo já decidiu que quer a revitalização da área para fins de lazer. O poder público não se faz presente e dificulta o povo organizado de levar sua bandeira a frente porém é ineficiente em gerir o espaço com o mínimo de segurança.

O verde que queremos e queremos logo. Não ao condomínio e não a derrubada do verde que nos traz  como consequência  a escassez de água. Quem está atras deste interesse.10934725_1592577484310496_1294038629_n10937403_1592577814310463_383852008_n 10956094_1592577680977143_682340034_n

Quem faz parte do Realengo Que Queremos

 

Ângelo Inácio, assessor parlamentar e membro da Pastoral do Meio-Ambiente da Paróquia Divino Espírito Santo – Diz que o movimento vem fazer eco às possibilidades de evolução das associações de moradores, agora relacionadas ao meio ambiente e ao amadurecimento da democracia, sendo baseado na Agenda 21 e o Rio+20. No âmbito da atuação da Pastoral foi feita uma enquete e a população colocou como prioridade área de lazer, para surpresa dos membros da pastoral que achavam que saúde ou segurança seriam mais pedidas. A pastoral abraçou a ideia, primeiro com o parque da serra do Barata, e agora com o terreno baldio de 142 mil m²no centro do bairro. Ângelo fala que o movimento em si realizou duas manifestações com abraço ao terreno, e uma dando a volta no quarteirão colocando galhardetes com os dizeres “Parque Verde queremos agora”,  abaixo assinado com a população, e que conseguiu  e contatos com políticos de diversos partidos.

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Luiz Fortes, editor do Blog Pro-Realengo: “A história do parque verde é recente. Mas o sonho de tornar aquela área uma área de lazer é antigo, já vem de muito tempo. Já fez parte de projeto de lei e seminário realizado. Agora a Pastoral do Meio ambiente concretizou com um movimento chamado Realengo que queremos. Fui convidado para as reuniões e participei de todas, apesar de não ter uma organização oficial, tem a possibilidade de participação de todos. Segundo Luiz Fortes, o IFRJ também tem interesse de ampliar suas instalações e vê com bons olhos esse movimento, tanto que a diretora Sandra tem dado apoio e cede uma sala para reunião do grupo.. Para ele, o maior empecilho ainda está na resistência do Exército”.

Luiz Fortes

Sérgio Sant’Ana – Psicólogo e morador da Av. Santa Cruz – Sérgio conheceu  Ângelo Inácio depois de um curso de desenho. Através do contato pelo Facebook, conheceu a luta pelo parque verde. Interessou-se em fazer algo pelo bairro, algo mais coletivo. O que levou Sérgio a se engajar no movimento Realengo que queremos foi a proposta de cultura e lazer, porque a comunidade é muito carente neste aspecto. Participou de várias reuniões e de várias atividades como a caminhada com colocação de galhardetes, além de colaborar na parte de informática. Ele vê como maior dificuldade o engajamento maior da população. Segundo ele, cada pessoa que chega ao grupo tem potencial para agregar ideias para o parque

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O QUE SONHAMOS PARA O PARQUE VERDE:

 

Faculdade de Educação Física (IFRJ)

Unirio

Instituto do Coração

 

 

Preservação da área verde

Jardins

Revegetação

Projetos sustentáveis (compostagem)

 

Pista de caminhada

Campos de futebol

Ciclovia interna

Pista de skate externa

Parquinho

Academia da Maior Idade

 

 

Museu da Fábrica

Teatro

Centro Cultural – (Nave do Conhecimento)

Sala de espetáculos

Sala de Oficinas

Biblioteca

Conservatório de música Museu da Fábrica

 

 

Bicicletário

Quiosque

Banheiro (fraldário, adaptado)

Bebedouros

Fraldário

Tratamento de esgoto

Centro administrativo – salas de exposições

Hoje só temos o abandono:

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Mc.Magalhães: Ícone da Cultura Funk Carioca.

Mc.Magalhães e Marcelo Gularte que dirigiu o documentário. foto Cleber de Jesus

Ícone da Cultura Funk Carioca

Marcelo Gularte, morador de Realengo, cineasta que dirigiu o premiado curta “Bangu Território em Transição”. Fez dia 1° de maio a pré-estreia, na sede do Bangu Atlético Club, do seu mais novo documentário, também um curta, “Mc Magalhães uma Lenda

Viva do Funk”. O filme conta um pouco da história desta pessoa emblemática da cultura funk que é conhecida em toda a cidade do Rio de Janeiro, sobretudo na Zona Oeste.

 

O diretor, habilmente alterna imagens do protagonista em diferentes locais da cidade do Rio, com depoimentos de Marcus Faustini, Chiquinho do Pandeiro, DJ Marcelo André, MC Leonardo, Clécio Régis, Mc Marcinho entre outras pessoas que conhecem e admiram o trabalho de Magalhães, além de sua mãe, D. Vera. As imagens do MC corroboram os adjetivos que os depoentes atribuem a ele: alegria contagiante, simplicidade, pureza, humildade e garra e afirmam a importância que ele tem para a cultura popular carioca. Gularte aborda ainda, a querela judicial com a Furacão 2000, que teria se aproveitado da simplicidade e pureza do Magá.

 

 

O “Rap do Trabalhador” tornou Magalhães conhecido em todo o Brasil, e é sua composição de maior relevância e reconhecimento. Esta música fez muito sucesso na década de 90 e inseriu Magalhães no cenário do funk, com o seu jeito crítico e peculiar de compor. A música trás uma crítica política a maneira como a prefeitura, sob a administração do então prefeito, César Maia, reprimia os vendedores ambulantes na cidade e fala do cotidiano do MC.


Rap do Trabalhador – autoria de Mc. Magalhães

 

 

Tchurunanublaze............Maroulive
Tchurunanuglanver.........Maroulevre
Vendo Chokito-ô............Marouglive
Tira o Pali-blazer............Lalalalá
Vendo bala....................eu Trabalho
Vendo Chokito-ô............Magalhanze
Trabalhador-ô.................quele Rap
Euuueuderado................temarada
Vende Bombom-ô..........Magalhanze
Considerado-ô................qualquer parada
Compro barulho-ô...........Magalhanze
Trabalhador-ô..................vendo bala
Tomaram minha caixa.....de bombom-ô
Do serenata....................de amor-ô
Aquele Rap.....................eu trabalho
Considerado-ô.................patabalho
Vou pro Coleginho-ô.........César Maia
Quebrou a firma...............César Maia
Todo mundo duro-ô.........Magalhanze
"Agora dança do Magalhães vai lá
ôôôô.......Magalhanze"
É quatofunke..................Maroulive
Tchurunanublaze............Marioklunfer
Cato garrafa....................No Mackenzie
É Magalhanze................Magalhanze
Você trabalha..................Vende Chokito
Tchurunanublaze.............Maroulive
Tchurunaluglanve.............lalalalá
Considerado-ô.................me pegaro-ô
Tomaram minha caixa......de bombom-ô
Serenata de amor-ôôô......Magalhanze
A Verdade.......................a verdade
Mando nas mulheres........eu que mando
É eu que mando...............Magalhanze
Você que é o cara............Magalhanze

 

Amigos do Magalhães na pré-estréia em Bangu. Foto Fernando Machado

Ignorando preconceitos gramaticistas, concordo com Marcus Faustini quando diz que existe sofisticação em sua composição e ele parece flertar com a poesia concreta, ainda que nem ele mesmo saiba disso.

Magalhães e sua mãe Dona Vera.(momento família.) foto cedida pelo blog Pró-Realengo

Magá assistindo atentamente o documentário sobre ele. foto cedida pelo blog Pró-Realengo

O talentoso artista multimídia Marcelo Gularte, mais uma vez ratifica seu compromisso com suas raízes e volta seus olhos aguçados, para a zona oeste. Esta região da cidade que é extremamente esquecida por projetos culturais enquadrados ou não em editais públicos ou leis de incentivo a cultura. E tem uma carência enorme de espaços culturais públicos.

 

 

 

O filme, por se tratar de um curta metragem tem sua limitação temporal, e quando estamos nos divertindo e apreciando conhecer um pouco da vida de Magá, abruptamente ele acaba nos deixando um “gostinho de quero mais”.


 

Por Armando Gamboa  / Produtor Cultural


Outras referencias a ele na Net. http://www.funkderaiz.com.br/2009/02/mc-magalhaes.html

No Blog pró-Realengo

http://www.pro-realengo.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=509:magalhaes-um-famoso-desconhecido&catid=49:dicas&Itemid=57

No Youtube

http://br.youtube.com/watch?v=mF45tgIkv7I

Olhem a montagem do “Rap do Trabalhador”

http://www.youtube.com/watch?v=iZ8f9PccIJY